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Ensino técnico

Ocorre paralelamente ao Fórum Social Mundial o Encontro Nacional de Escolas Técnicas da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, a UBES. O encontro acontece num momento de ascensão do ensino técnico do país. Esse é o grande êxito e o grande desafio do movimento.

O movimento estudantil se organiza pra debater os rumos de suas ações num momento em que suas reivindicações históricas foram atendidas pelo governo Lula. Contra o fim do ensino técnico, vimos a enorme expansão da rede de Institutos Federais. O fim do ensino médio nas instituições deu lugar à contratação de novos professores e ampliação das vagas. Agora, a candidata Dilma, nossa candidata, propõe a implantação de um Instituto Federal em cada cidade com mais de 50 mil habitantes. Será um salto gigantesco.

Por isso os estudantes estão reunidos em Natal. É hora de dar novas diretrizes e compreender o novo momento. Como disse um dos representantes presente ao evento é muito melhor reavaliar quando se está vencendo. E no governo Lula, a pauta histórica do movimento estudantil foi muito vitoriosa.

PAC 2

Serão R$ 40 bi em saneamento básico

O PAC está prestes a completar seu primeiro mês; lançado no último dia 29, prevê – além da construção de 6 mil creches em todo país – investimentos de 40 bilhões em saneamento básico.

No Brasil contemporâneo, mais de 80% da população tem acesso a água potável, contudo, o número cai pela metade quando se trata de coleta de esgoto. Nosso país tem ampla tradição de notáveis sanitaristas que já apontaram para o ciclo vicioso que surge em torno das condições precárias de moradia e educação e prejudicam a saúde pública e todos os setores da vida nacional.

O montante de recursos destinado ao saneamento básico é inédito no Brasil, mas ainda insuficiente. Os especialistas da Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades apontam que no ritmo atual – imensamente superior ao precedente – ainda levaremos 2 décadas pra atingir o saneamento pleno.

Aos críticos dos “altos gastos do governo” resta admitir a desistência de inclusão da grande maioria da população ao acesso aos serviços básicos, pois todos os estudos e pesquisas apontam que a real necessidade do país está na ampliação desses investimentos. A política de investimentos em saneamento básico reforçada no PAC 2 vem pôr o Brasil no caminho da superação dessa mazela histórica vergonhosa e tão nociva.

Política internacional

Brasil altivo x Brasil servil

Na mesma semana em que Lula fez seu discurso no Itamaraty confirmando que o Brasil não é mais coadjuvante no cenário internacional, Serra anuncia suas pretensões servis, em discurso nas terras mineiras de Belo Horizonte.

Lula discursa à turma de formandos do Instituto Rio Branco, ontem, e assinalava a mudança da qual seu governo foi protagonista nos últimos anos na política internacional. Hoje, as ditas nações subdesenvolvidas ou emergentes ocupam espaço de destaque no mundo, fomentando debates inéditos e propondo soluções inovadoras que fogem à receita pronta das grandes potências.

Lula apontava para o fortalecimento das relações multilaterais, do diálogo e cooperação regional – sobretudo na América Latina onde a liderança brasileira se afirma paulatinamente.

Serra, num exemplo formidável de elucidação didática, expôs o seu (tucano) ponto de vista sobre as relações internacionais. Defendeu que o Mercosul é uma barreira pro país. Ele quer o retorno da diplomacia da era FHC, que levou o país a notáveis níveis de submissão e dependência. Ainda, disse que o BNDES não devia atuar fora dos momentos de crise em fusões e fomento. Seu discurso foi feito na sede da Federação das Indústrias de Minas Gerais.

Poucas vezes podemos ver agendas distintas se apresentando com tanto clareza naquilo que divergem. Um olhar atento desnuda o que está em jogo nas eleições de outubro.
O presidente Luís Inácio Lula da Silva desembarcou no Rio Grande do Norte nessa quinta-feira, 19, por volta das 13h. Do aeroporto Augusto Severo, ele foi de helicóptero até a cidade de Guamaré.

Acompanhado dos ministros Edison Lobão (Minas e Energia), Geddel Viera (Integração Nacional), do presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, e da governadora Wilma de Faria, Lula foi recebido com muitos aplausos.

Ele visitou as obras da Refinaria Potiguar Clara Camarão e acompanhou a assinatura de um termo de compromisso de ampliação da produção entre o governo do estado e a Petrobras.

Ao todo estão sendo investidos US$ 215 milhões (R$ 367,6 milhões). A idéia é que a Refinaria Potiguar Clara Camarão passe a produzir comercialmente gasolina automotiva e nafta petroquímica a partir de dezembro de 2010.

O deputado Fernando Mineiro esteve com o presidente Lula em Guamaré. "Esta é uma importante conquista para o RN", afirmou Mineiro.

Com a produção, a refinaria deixará o RN auto-suficiente em gasolina, alcançando a capacidade de 60 mil a 70 mil barris numa segunda etapa e de 100 mil a 120 mil no seu ápice. A primeira fase deve gerar 700 empregos diretos e até cinco mil indiretos nas indústrias satélites, bases, terminal e transporte.

do site do Mineiro, linque ao lado
Na da The Economist - das mais prestigiadas publicações do mundo - está em bom inglês: O Brasil decola. O entusiasmo da revista inglesa se dá por conta da grande ascensão da classe média brasileira, que acontece nestes 7 anos de governo Lula.


No Brasil, são cada vez menos numerosos os miseráveis, que saem paulatinamente da vergonhosa linha de pobreza que se agigantava por séculos em nossa pátria. Com Lula, milhões de brasileiros ascendem à classe média e outros milhões saem da indigência pra ingressar no mercado de trabalho formal.

São dessas coisas fantásticas que todo o mundo vê, noticia e sabe, mas só na imprensa brasileira não repercute. Há na imprensa brasileira uma grande - e fracassada - torcida pra que dê tudo errado.

Lula é o estadista do ano

Nesta quinta-feira Lula receberá do Real Instituto de Assuntos Internacionais do Reino Unido o prêmio de “Estadista do Ano”. Não somos apenas Obama e eu que achamos Lula o cara, se vê.


O Brasil – no governo Lula – acentuou o importância de presença internacional com uma atuação corajosa, coerente e muito eficiente. Tornou-se um líder mundial, aglutinando países até então desprestigiados no cenário global, articulando-os e dando-lhes um destaque inédito na história diplomática.

Essa atuação foi muito clara e seus efeitos visíveis. O governo de Lula forçou mudanças nos cenário político mundial, gerando abertura e diálogo; combatendo barreiras ao desenvolvimento dos “países em desenvolvimento”, atuando contundentemente contra draconianas barreiras comerciais que perpetuam a desigualdade.

Mesmo no caso de Honduras, o Brasil foi determinante. Analistas deslumbrados com os EUA – sempre a postos pra enaltecer a superioridade do império ante a colônia – entraram em êxtase com o acordo articulado por americanos em Honduras. Esquecem-se que sem a participação efetiva do Brasil e sua posição firme em defesa da democracia, nada disso teria acontecido. Todos nós sabemos como a inteligência americana trataria do assunto sem a clara pressão brasileira. Mas todos também sabemos que o que falta a estes analista não é discernimento, mas sim algo eles nunca tiveram...

Previdência Social - no caminho certo

Os dados da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra por Domicílios) continuam a revelar os números da grande fase histórico que vive nosso país. Dessa vez são os números da previdência social o motivo pra comemorações. A política de inclusão do governo federal, além de gerar milhões de empregos, abriu caminho para que outros milhões de trabalhadores tivessem suas carteiras assinadas ou pudessem entrar no mundo da previdência, a exemplo das trabalhadoras domésticas.

O fato é que no governo Lula, a Previdência Social se abriu aos mais necessitados, corrigindo graves distorções históricos e abrindo o horizonte de um futuro melhor pra milhões de brasileiros. Isso por si só já serve pra demonstrar a enorme urgência da vitória petista nas eleições do ano que segue. Não é apenas um governo que está em disputa, é um projeto nacional soberano e popular que lutará nas urnas em 2010 por sua continuidade.

O número de contribuintes da Previdência Social cresceu 8,1% de 2007 para 2008, totalizando 55,3 milhões de trabalhadores, com a adesão de 4,1 milhões de novos segurados. A Previdência Social registrava no ano passado 43,5 milhões de carteiras assinadas no país e 11,8 milhões de recolhimentos individuais.

com informações ABr

O que alguns ainda temem ver

A comunidade internacional reconhece o papel decisivo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na vitória do Brasil para sediar os Jogos Olímpicos de 2016. Em matérias publicadas durante todo o fim de semana, a imprensa estrangeira destacou a liderança do presidente brasileiro no cenário mundial. A revista inglesa The Observer afirma que Lula atravessa um "momento especial".

A publicação aponta o crescimento das exportações, o "boom" nos preços da commodities e os investimentos em políticas sociais como conquistas do presidente brasileiro. "No segundo trimestre do ano, a economia brasileira cresceu 1,9%, e a previsão é de que chegue a 5,3% em 2010. Os jogos olímpicos levarão tanto dinheiro vivo quanto prestígio para aquela nação latino-americana, que é a maior economia da região e a nona maior do mundo", ressalta.

Segundo a revista, a vitória do Rio de Janeiro reflete o empenho do governo Lula para colocar o País entre as nações de liderança política mundial. A publicação classifica a descoberta do pré-sal como um fato que "pode ajudar a transformar o país em um protagonista ainda maior no cenário internacional".

A publicação destaca ainda a atuação da diplomacia brasileira que, sob a batuta de Lula, conseguiu consolidar a importância do G20 - grupo que reúne as vinte maiores economias do planeta. O G-20 foi reconhecido nos Estados Unidos como o fórum responsável pela tomada decisões de âmbito mundial, em substituição ao G8.

De acordo com The Observer, essa "nova atitude" do Brasil se deve, em muito, à atuação do presidente brasileiro. Segundo a revista, Lula figura entre os chefes-de-estado sul americanos que "estão ajudando a colocar o chamado ‘continente esquecido' de volta no mapa".

Para a norte-americana CNN, "a vitória do Rio também é uma vitória de Lula". "Lula trabalhou para ajudar os pobres do país, introduzindo medidas com a intenção de reduzir a incidência da pobreza", destaca o site da emissora.

Segundo o Wall Street Journal, os Jogos Olímpicos "cristalizam a ascensão do Brasil como poder econômico e político". "No momento em que o Brasil se tornou uma força econômica com suas recém descobertas reservas de petróleo e crescente influência no diálogo internacional sobre comércio, muitos moradores afirmam que sediar as Olimpíadas é a cereja no bolo", acentua o jornal.

O El País, da Espanha, lembra que, quando assumiu o segundo mandato, o presidente Lula disse que o Brasil "estava cansado de ser um país emergente". Para o jornal, a escolha "premiou a situação geoestratégica brasileira e a pujança econômica ascendente deste gigantesco país, cada vez mais emergente e menos terceiro-mundista".

Ainda de acordo com a publicação espanhola, a ambição de levar o Brasil à categoria de "desenvolvido" fará Lula entrar para a história. "O futuro do Brasil, com suas luzes e suas sombras, determinará sem dúvida o futuro da América Latina, já que sua economia é nada menos do que metade da região", afirma El País.

A imprensa argentina também destacou a vitória do Rio de Janeiro. "Nos últimos anos, a economia brasileira cresceu até o ponto de localizar o país entre os dez de maior produção do planeta. Estima-se que serão investidos mais de US$ 14 bilhões de dólares para Rio 2016. O financiamento é algo que não parece correr risco", aponta o jornal La Nación.

O jornal Crítica publicou a seguinte manchete: "Um abismo separa o Brasil da Argentina". "O Brasil, que entendeu que os Jogos Olímpicos transcendem o esportivo e são um símbolo geopolítico do mundo moderno, deu o golpe de misericórdia, com Lula à frente, que confirma a nação como líder regional cada vez mais distanciado", ressalta.

O primeiro-ministro belga, Herman Van Rompuy, recebeu neste fim de semana o presidente Lula em Bruxelas. "O Brasil confirmou sua entrada no pelotão da liderança mundial com a escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016", afirmou Van Rompuy.

Para Lula, a escolha do Rio de Janeiro reforça a campanha do governo brasileiro para conseguir uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU. "O Conselho de Segurança é uma questão de tempo. Não sei se vai ser no meu mandato, mas nunca esteve tão maduro. Existe uma compreensão do mundo", disse o presidente.

com PT na Câmara

o que não diz o FMI

O diretor adjunto do FMI (aquele mesmo órgão que há pouco ditava como o Brasil devia se comportar, o que devíamos fazer e com isso enfrentávamos sucessivas crises), Murilo Portugal, disse ontem “O Brasil está liderando a retomada do crescimento na América Latina, graças à força da sua economia, a solidez de seus bancos e as políticas econômicas que foram adotadas para enfrentar a crise. O país vinha implementando boas políticas como o câmbio flutuante, a responsabilidade fiscal e algum controle da inflação”.

Ele esqueceu de dizer: O Brasil superou a crise porque declarou independência do FMI, aumentou o papel do estado na economia e desenvolveu programas sociais combatidos pelos títeres do sistema financeiro internacional.

Ele esqueceu de dizer: não façam o que dizemos, não façam o que fazemos – sigam o exemplo do governo Lula e, ah, não cedam seu petróleo. Ou melhor, não creio que tenha se esquecido de mencionar, certamente – mais que memória, lhes falta coragem.

Na economia, notícias melhores, impossível

No front econômico interno as noticias não poderiam ser melhores. O índice de confiança e propensão para o consumo aumenta e já chegam aos níveis do pré-crise. Os preços das matérias primas que exportamos voltam a subir e as captações no mercado de capitais explodem.

E, veja, a melhor de todas as notícias: vamos fechar o ano com o menor índice de desemprego dos últimos tempos, 6,7%. Nenhuma outra notícia daria tanta certeza quanto essa da consistência da retomada do nosso crescimento para os próximos anos.

A má noticia

Como não poderia deixar de ser, ela vem do Banco Central (BC). Ele incluiu o “impulso fiscal”, em suas variantes para calcular a inflação futura - hoje estimada em 4,4%, portanto, dentro da meta - numa medida abertamente de restrição a política do governo Lula de reformar a máquina pública brasileira, sem o que não há gestão eficiente e boa prestação de serviços públicos.

Muito menos burocracia permanente, de carreira, profissional e mantida por mérito, como a que construímos no próprio BC e no Tesouro Nacional, cujos salários estão ainda abaixo do mercado. ”Gasto com servidor”, não é gasto social, afirmou, de forma depreciativa e numa clara critica à política do governo, um dos diretores do BC, Mário Mesquita, a seus próprios colegas de trabalho.

Um despropósito

Temos aí um flagrante despropósito, já que sem contratações via concurso público, reforma da "máquina", e melhores salários não teremos nunca capacidade de gestão para continuar com êxito nos programas sociais.

Fora o fato que o aumento do gasto público não veio apenas - e principalmente - dos gastos sociais ou com pessoal mas, sim, com a manutenção dos investimentos. Mantidos, registre-se, apesar da queda da arrecadação e das desonerações fiscais e subsídios.

O fato é que com eles o governo sustentou o crescimento do emprego e da economia, sem o que a arrecadação teria caído ainda mais e as contas públicas não estariam
equilibradas. E como estão, se comparadas com o restante do mundo!

Os números não mentem, mas também não aparecem

Digna de foguetório, a notícia de que a pobreza extrema caiu pela no Brasil, durante o período que engloba o governo Lula, sequer teve a merecida análise por parte dos grandes meios de comunicação.

Programas como o Bolsa Família, Prouni e a expansão da rede de escolas profissionalizantes e investimentos maciços em infraestrutura através do PAC geraram milhões de empregos diretos e ampliaram o mercado consumidor, gerando novas demandas produtivas e de serviços, vagas no comércio, oportunidade na construção civil, desde grandes obras até pequenas reformas.

A desigualdade acumulada no país ao longo de séculos ainda é muito grande, mas vem diminuindo drasticamente durante o governo petista. De acordo com o índice de Gini, que varia de zero a um (sendo zero a igualdade absoluta), o Brasil estava em 0,594 no ano de 2001, desde então vem caindo paulatinamente, chegando a 0,544 em 2008.

O pesquisador do Ipea, Sergei Soares, aponta que em vinte anos, seguindo o ritmo de avanço atual, o Brasil chegará ao índice de 0,400 que é considerado o ponto de igualdade pelos acadêmicos. Por melhor que seja esta espectativa, sabemos e desejamos que mais possa ser feito. Ao longo desses 8 anos, criamos condições únicas para o progresso econômico e social de nossa nação. Grandes debates estão em curso e poderão acelerar essa trajetória rumo ao fim do grande fosso que separa os pobres dos ricos, enfim, que nos leve a um país melhor de se viver. Esse será o legado de nossa geração.