o fedor que vem de Brasília cheira a tucano

José Roberto Arruda - que no popular foi cupincha de ACM - tem longa folha corrida de desserviços à população brasiliense e brasileira. A crise dos panetones é só uma de muitas - não por isso menos grave.


O governador do DEM - que era considerado vice súbito de José Serra - representa uma categoria numerosa de políticos que descendem diretamente dos coronéis da República Velha. Na sua maioria, os neocoronéis convivem amistosamente em agremiações como o DEM e PSDB, e ainda de forma mais difusa no PMDB.


Sua provável queda vem num momento bastante interessante. A queda das colunas do Rodoanel passou desapercebida na grande mídia. Mas como ignorar um escândalo dessa dimensão? O embuste da vez está na tentativa de desassociar o escândalo da imagem do governador paulista.



Mídia e líderes da direita fazem grande esforço conjunto em negar o óbvio: foi na cozinha do candidato tucano que estourou a bomba. Arruda ameaça cair atirando se não contar com seu partido. O DEM ameaça expulsá-lo e diz que não viu, não ouviu nem nunca soube. Mas a assembléia do DF está ocupada; em várias regiões do Distrito pipocam protestos. O povo sabe, quiçá não esqueça!

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