Os ventos do norte

Crise no império

A crise do modelo imperial norte-americano atingi proporções cada vez maiores. Como é típico dos impérios, sucede a ascenção a queda. No mês que encerrou-se ontem, o desemprego alcançou o patamar de 5,7%, a maior desde 2004.

A taxa de desemprego dos Estados Unidos chegou a 5,7% em julho, segundo dados do governo, a mais alta em mais de quatro anos.

O emprego no setor industrial foi o que sofreu a maior perda, 35 mil vagas fechadas em julho. Cerca de 22 mil vagas foram fechadas no setor de construção.

Os dois únicos setores que tiveram criação de empregos foram governo, hospitalidade, educação e serviços de saúde.

Revisão

O Departamento do Trabalho dos Estados Unidos revisou os números de desemprego divulgados em meses anteriores.

Em maio foram cortadas 47 mil vagas ao invés das 62 mil divulgadas anteriormente. E, em junho, foram 51 mil vagas de emprego perdidas, ao invés de 62 mil.

"As pessoas pensaram que o número de (corte de) empregos urbanos (para julho) seria um número ruim", disse Marc Pado, estrategista de mercados para a consultoria Cantor Fitzgerald.

"Não apenas o último número foi entre 20 e 25 mil menor do que o esperado, mas os dois meses anteriores também foram revisados. Então, não é um bom número, mas não é tão ruim como se esperava", acrescentou.

Segundo os especialistas, as companhias americanas estão segurando novas contratações em meio aos aumentos do preço do petróleo e dos alimentos e à desaceleração econômica.
com BBC Brasil

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