Governo Lula

Os números não param de confirmam o que todos já sabíamos

O desemprego caiu mais que o esperado e foi o menor da história para o mês de agosto, segundo os índices divulgados nesta quinta-feira (25) pelo IBGE – que faz esse tipo de medição desde 2002. A taxa ficou em 7,6%, inferior aos 8,1% registrados em julho e aos 9,5% de agosto do ano passado.
O índice também é o segundo menor de toda a série, atrás apenas de dezembro do ano passado (7,4%). No último mês do ano, o desemprego tende a ser sempre menor.
Em números absolutos, a população ocupada já abrange 21,8 milhões de trabalhadores, número 0,7% maior o que o verificado em julho e 3,7% superior ao de agosto do ano passado. Entre eles, 9,6 milhões têm carteira assinada no setor privado, alta de 5,8% sobre um ano atrás.

A população desocupada é de 1,8 milhão, o que representa uma queda de 6,1% em relação a julho e 19,2% ante agosto do ano passado.
A renda dos trabalhadores também apresentou aumento, segundo o IBGE. O rendimento médio real atingiu R$ 1.253,70, o que representa crescimento real (acima da inflação) de 5,7% sobre agosto do ano passado. No caso do rendimento familiar, a alta foi maior ainda: 8,9%.

Petrobras descobre nova reserva

A Petrobras anunciou a descoberta de mais um reservatório de óleo leve na Bacia de Santos. A descoberta foi constatada no bloco SM-1289, a 200 quilômetros da costa de São Paulo, no sul da Bacia, em reservatórios localizados a 2.060 metros de profundidade e acima da camada de sal.

Embora ainda esteja na fase preliminar de avaliação, a estimativa é de que o volume recuperável de óleo na área do bloco SM-1289 seja de aproximadamente 150 milhões de barris de óleo equivalente. De acordo com a Petrobras, a descoberta confirma “o bom potencial de petróleo leve nas águas rasas da bacia”.
Debate sobre o Pré-sal

hoje (quinta)

na FETARN, às 19h


organizado pelo companheiro e candidato a vereador Araújo 13113

nos vemos lá!



eleição 2008

A virada se aproxima

Agora foi o Ibope que confirmou a tendência de virada nas eleições municipais em Natal. De acordo com sua pesquisa divulgada ontem, Fátima Bezerra avançou e está 8 pontos a menos de distância da liderança.

Nossa candidata está agora com 28% das intenções de voto na aferição do Ibope. A contar pelo empenho da militância petista e pela forte adesão popular que vemos por onde passamos, é de se esperar que esse crescimento de nossa campanha não apenas mantenha o ritmo como se intensifique e aí, como já se tem dito neste blogue há muito tempo, a virada é questão de tempo; e não se supreendam acaso ela ocorra já nas próximas aferições. É a hora do povo que está chegando!

inclusão e crescimento

Firme e avante

A geração de emprego formal cresceu mais de 100 mil vagas no mês de agosto em relação ao mesmo período de 2007, que já havia atingido marcas excepcionais; foram 239.123 novos empregos com carteira assinada no mês passado. O desempenho do emprego formal é uma contundente demonstração de como e pra onde cresce a economia brasileira. Ao longo do governo já se ultrapassou a incrível marca de 8 milhões de novos empregos com carteira assinada.

O momento é de grande apreensão em todo mundo, ainda cambaleante e desnorteado com a falência do banco de investimento americano Lehman Brothers. Contudo, a economia brasileira resisti bem, a inflação desacelera e todos os indicativos apontam para o mesmo diagnóstico: o sucesso da política do governo Lula em todas as áreas.

Aproveito para postar abaixo o artigo de Zé Dirceu, onde ele faz uma breve consideração sobre os rumos da economia nacional e mundial.

O Brasil precisa decidir qual o rumo que tomará. O da China ou o dos países do Ocidente? Qual política macro-econômica vamos seguir? A de sempre, ou vamos dar continuidade ao impulso de 2006-2007 que deu origem ao PAC, a redução dos juros e do superávit, a formação de reservas de US$ 200 bilhões, ao aumento dos investimentos públicos e a alavancagem do BNDES?

Nós vamos continuar nesse rumo ou voltar ao passado, aumentando juros e o superávit, e inventando um Fundo Soberano que, na prática é de mera estabilização? Vamos, mesmo, cortar gastos, restringir o crédito, desacelerar a criação de empregos e a economia, subtrair desta sua força maior que é a demanda interna e o crescimento dos investimentos?

Essa é a questão. A China já a resolveu, não deixa dúvidas sobre o caminho que vai seguir. A nós, do Brasil, a crise nas economias ocidentais não deixa qualquer dúvida quanto ao caminho que não devemos jamais voltar a trilhar.

CRÔNICA DE UMA CRISE ANUNCIADA ou CRÔNICA DE UM SUCESSO PLANEJADO 2

Iniciando pelo mercado de trabalho, vejamos o modelo aplicado em nosso país:













Economia aquecida gera novo recorde de empregos

A economia brasileira gerou 239.123 empregos com carteira assinada no País no mês de agosto, o maior saldo da série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Divulgado esta segunda-feira, o resultado representa um crescimento de 0,78% no total de assalariados com carteira assinada (celetistas) do mês anterior e situou-se 79% acima do resultado de agosto de 2007 (133.329 postos). “Esse resultado é muito forte para qualquer país do mundo. Os norte-americanos, por exemplo, estão tendo saldo negativo”, disse o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, em coletiva em Brasília, segunda.

Nos oito primeiros meses do ano, o montante de empregos criados já atinge 1.803.729 (+6,23%), resultado recorde da série histórica para o período, situando-se 33% acima do saldo de 2007 (1.355.824 postos ou +4,96%) e 23% superior ao recorde anterior verificado no mesmo período de 2004 (+1.466.446 postos ou +6,28%). Nos últimos 12 meses, foram registrados pela primeira vez na série do Caged a geração de empregos superior a dois milhões de celetistas (2.065.297 postos ou +7,19% ). Entre 2003 e 2008 foram gerados 8.072.497 postos de trabalho celetistas.

Setores - Em termos setoriais, os dados mostram uma expansão quase generalizada do emprego no mês de agosto, com destaque, em números absolutos, para os seguintes setores: Serviços, com o acréscimo de 95.191 postos (+0,80%), resultado recorde para o período; Indústria de Transformação, com 54.756 empregos (+0,74%), a segunda maior geração de empregos do mês na série, ultrapassada somente pela verificada em 2004 (+72.168 postos ou +1,19%); Comércio, com 54.159 postos (+0,82%); e a Construção Civil, com 35.882 postos (+2,04%, a maior taxa de crescimento relativo dentre todos os setores de atividade econômica, sendo 2,6 vezes maior que a taxa média do País), registrando, ambos, recordes para o mês.

"O próprio empresário está percebendo que vale a pena manter o empregado e diversificar sua atividade. Enquanto que antes se demitia nos períodos de baixa produção, hoje se diversifica para manter o empregado em maior período”, disse Lupi.

A Agropecuária, por motivos sazonais relacionados à entressafra no centro-sul do País, foi o único setor que apresentou redução no contingente de assalariados com carteira assinada (-4.995 postos de trabalho ou -0,28%), declínio este, porém, menor que o ocorrido em idêntico mês do ano anterior (-30.806 postos ou -1,79%).

O bom desempenho do setor Serviços decorreu da elevação generalizada dos seis segmentos que integram o setor, com quatro deles apresentando resultados recordes: Serviços de Alojamentos e Alimentação (+26.732 postos ou +0,62%); Serviços de Comércio e Administração de Imóveis (+26.593 postos ou +0,86%); Ensino (+19.498 postos ou +1,74%) e Serviços Médicos Odontológicos (+8.994 postos ou +0,73%).

No que diz respeito à Indústria de Transformação, observa-se que 11 dos 12 ramos industriais elevaram o número de postos em agosto, cabendo ressaltar o desempenho da Indústria de Produtos Alimentícios (+16.237 postos ou +0,92%%) e da Indústria de Têxtil e Vestuário (+7.945 postos ou +0,83%). Por outro lado, a Indústria da Borracha, Fumo e Couros, por motivos sazonais, respondeu pelo declínio de 1.190 postos (- 0,36%) redução menor que a verificada em igual período de 2007 (- 4.416 vagas ou -1,37%).

Nos últimos 12 meses, período utilizado para contornar a sazonalidade, tanto o setor da Agropecuária quanto o segmento da Indústria da Borracha, Fumo e Couros e Fumo evidenciaram expansão no nível de emprego (+4,28% ou +72.451 postos e 3,81% ou +12.082 postos, respectivamente). “Os investimentos fortes na área de serviços, no setor de comércio, de construção e indústria de transformação são uma demonstração inequívoca de que o crescimento do Brasil veio pra ficar”, disse Lupi.

Regiões - Em agosto, segundo recorte geográfico, as informações do Caged indicam que a expansão do emprego foi generalizada nas Grandes Regiões, com duas delas apresentando recorde na geração de empregos: Norte (+12.944 postos ou +1,03%) e Sudeste (+124.447 postos ou +0,73%). As demais regiões obtiveram o segundo melhor desempenho em termos absolutos na série do Caged para o período, sendo superado apenas pelo ocorrido no ano de 2004: Nordeste (54.311 postos ou +1,27%, o segundo maior saldo e a maior taxa de crescimento do mês dentre as grandes regiões), Sul (+31.660 postos ou +0,56%) e Centro-Oeste (+15.761 postos ou + 0,72%).

Entre as Unidades da Federação, merecem destaque o estado de São Paulo, com a criação de 83.592 postos (+ 0,81%) em agosto, seguido de Minas Gerais (+19.770 postos ou +0,59%), Rio de Janeiro (+17.565 postos ou +0,60%), todos revelando saldo recorde no período, Paraná (+14.695 postos ou +0,71%) e Pernambuco (+13.367 postos ou +1,58%), apresentando o segundo melhor resultado do período, sendo inferior apenas às elevações de empregos ocorridas em agosto de 2004 (+18.952 postos e 17.554 postos respectivamente). Por outro lado, o estado de Roraima desativou 72 postos de trabalho (-0,27%), decorrente principalmente do desempenho negativo dos setores da Agropecuária (-85 postos ) e dos Serviços Industriais de Utilidade Pública (-69 postos).

O emprego formal no conjunto das nove Áreas Metropolitanas cresceu 0,77%, por conta da criação de 97.298 postos de trabalho, um saldo recorde para o período na série do Caged. Neste mês, o interior dos estados desses aglomerados urbanos respondeu pelo aumento de 77.184 postos (+0,67%), desempenho pela primeira vez no ano mais modesto comparativamente ao conjunto das áreas metropolitanas. Tal comportamento está associado à presença de fatores sazonais negativos do ciclo agrícola. Houve elevação generalizada do emprego nas áreas metropolitanas e no interior dos estados dos respectivos aglomerados. O estado de São Paulo foi o maior responsável pelo incremento no número de vagas celetistas, tanto entre as áreas metropolitanas (+49.980 postos) como nas não metropolitanas (+33.612 postos).



CRÔNICA DE UMA CRISE ANUNCIADA ou CRÔNICA DE UM SUCESSO PLANEJADO 1

As recentes notícias expõem uma visível contradição: de um lado a Crise das Bolsas em todo o mundo, arrastadas pelo desaquecimento da economia norte-americana, com reflexos no Brasil (queda de mais de 7% na BOVESPA) de outro, a criação nos últimos doze meses de 2.000.000 (dois milhões) de empregos com carteira assinada em nosso país.
A ambiência internacional confronta-se com uma ambiência econômica interna que se robustece cada vez mais.
OBRA DO ACASO ou modelos diferentes com resultados diferentes agindo de forma desigual e combinada?

Inicio o debate com o resgate de um texto do mês de julho/2008 do "Le Monde Diplomatique":

NEOLIBERALISMO

As três crises

Cada vez mais intensos, os solavancos das finanças mundiais podem provocar crise sistêmica, e depressão semelhante à de 1929. A esta derrocada estão entrelaçadas a escassez de alimentos e da alta dos combustíveis. Vivemos as conseqüências de 25 anos de neoliberalismo. Mas quando diremos basta?

Ignacio Ramonet

Nunca havia acontecido antes. Pela primeira vez na história da economia moderna, três crises de grande amplitude – financeira, energética e alimentar – estão em conjunção, confluindo e combinando-se. Cada uma delas interage sobre as demais, agravando, de modo exponencial, a deterioração da economia real.

Por mais que as autoridades se esforcem em minimizar a gravidade do momento, o certo é que nos encontramos diante de um sismo econômico de magnitude inédita, cujos efeitos sociais, que mal começaram a se fazer sentir, explodirão nos próximos meses com toda a brutalidade. A numerologia não é uma ciência exata e o pior não costuma ser previsto, mas 2009 pode muito bem se parecer com o nefasto ano de 1929...

Como temíamos, a crise financeira continua aprofundando-se. Aos descalabros de prestigiosos bancos norte-americanos, como o Bear Stearns, o Merrill lynch e o gigante Citigroup, somou-se o recente desastre do lehman Brothers, quarto maior banco de negócios, que anunciou, em 9 de junho, um prejuízo trimestral de 2,8 bilhões de dólares. Como foi a primeira perda desde o lançamento de suas ações na Bolsa, em 1994, o resultado teve efeito de um terremoto financeiro, nos já violentamente traumatizados EUA.

A cada dia difundem-se notícias sobre novas quebras. Até agora, as entidades mais afetadas admitem prejuízos de quase 330 bilhões de dólares, e o Fundo Monetário Internacional estima que, para escapar da catástrofe, o sistema necessitará de cerca de 950 bilhões de dólares (o equivalente à metade do PIB do Brasil).

A crise começou nos Estados unidos, em agosto de 2007, com a desconfiança nas hipotecas de má qualidade (subprime) e propagou-se por todo o mundo. Sua capacidade de se transformar e se espraiar por meio da contaminação de complexos mecanismos financeiros faz com que se assemelhe a uma epidemia fulminante, impossível de controlar. As instituições bancárias já não emprestam dinheiro entre si. Todas desconfiam da saúde financeira de suas rivais.

Ao fugir dos mercados de ações e imóveis, os especuladores fazem apostas gigantescas em contratos para entrega futura de petróleo e alimentos. É a financeirização generalizada da produção capitalista

Apesar das injeções maciças de liquidez efetuadas pelos grandes bancos centrais, nunca se vira uma seca tão severa de dinheiro nos mercados. E agora o maior temor de alguns é uma crise sistêmica — ou seja, que o conjunto do sistema econômico mundial entre em colapso.

Da esfera financeira, o problema passou para o conjunto da atividade econômica. De um momento para outro, as economias dos países desenvolvidos sofreram um desaquecimento. A Europa encontra-se em franca desaceleração e os Estados Unidos estão à beira da recessão.

O setor imobiliário é onde melhor aparece a dureza desse ajuste. Durante o primeiro trimestre de 2008, o número de vendas de moradias na Espanha caiu 29%! Cerca de dois milhões de apartamentos e casas estão sem compradores. O preço das propriedades continua a desmoronar. O aumento dos juros hipotecários e os temores de uma recessão lançaram o setor numa espiral infernal, com ferozes efeitos em todas as frentes da imensa indústria da construção. Todas as empresas desses setores estão agora no olho do furacão. E assistem, impotentes, à destruição de dezenas de milhares de empregos.

Da crise financeira passamos à crise social. E políticas autoritárias voltaram a surgir. O Parlamento Europeu aprovou, em 18 de junho passado, a infame “diretiva retorno” [1]. Imediatamente, as autoridades espanholas declararam sua disposição em favorecer a saída da Espanha de um milhão de trabalhadores estrangeiros...

Em meio a essa situação de espanto, ocorre o terceiro choque do petróleo, com o preço do barril em torno de US$ 140. Um aumento irracional (há dez anos o barril custava menos de US$ 10) devido não apenas a uma demanda despropositada mas, especialmente, à ação de muitos especuladores, que apostam no aumento contínuo de um combustível em vias de extinção. Retirando-se da bolha imobiliária, que desinfla, os investidores alocam somas colossais em contratos para entrega futura de petróleo, o que pode levar o preço do barril a algo em torno de US$ 200. Ou seja: está ocorrendo uma “financeirizacão” do petróleo, com conseqüências como formidáveis aumentos de preços da gasolina, em muitos países, e a ira de pescadores, caminhoneiros, agricultores, taxistas e todos os profissionais mais afetados. Em muitos casos, eles exigem de seus governos ajudas, subsídios ou reduções dos impostos, com grandes manifestações e enfrentamentos.

Como se todo esse contexto não fosse bastante sombrio, a crise alimentar agravou-se repentinamente e chega para nos lembrar que o espectro da fome continua ameaçando quase um bilhão de pessoas. Em cerca de 40 países, a carência de alimentos provocou levantes e revoltas populares. A reunião de cúpula da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), foi incapaz, em 5 de junho, em Roma, de chegar a um consenso para retomar a produção de alimentos no mundo. Aqui também os especuladores, fugindo do desastre financeiro, têm parte de responsabilidade — porque apostam num preço elevado das futuras colheitas. Até mesmo a agricultura está se “financeirizando”.

Este é o saldo deplorável de 25 anos de neoliberalismo: três veneosas crises entrelaçadas. Já está na hora de os cidadãos gritarem: “Basta!”.



[1] "Europa se blinda ante los inmigrantes”, Sami Naïr, El País, Madri, 18 de junho de 2008.



http://diplo.uol.com.br/2008-08,a2516
Dilma Rousseff: “Lula vai fazer campanha em Natal”


Dilma Rousseff afirma que Lula vem a Natal com agenda "política"


14/09/2008 - Tribuna do Norte
Anna Ruth Dantas - Repórter

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, garantiu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não cumprirá agenda com programação meramente administrativa em Natal. “Ele terá agenda administrativa só em Mossoró, onde não haverá programação política. A única agenda política que ele fará é aqui em Natal. Em Natal, ele não terá agenda administrativa”, enfatizou a ministra.

“Ele estará lá (em Mossoró) estritamente em caráter administrativo. Quando vier para aqui (em Natal), não estará em caráter administrativo e fará agenda política”, completou. Durante a palestra que proferiu para empresários em Natal, a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, afirmou que o Brasil superará a meta dos 10 milhões de empregos estabelecida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o atual governo. Ela citou que o país fechará 2008 com 2 milhões novos postos de trabalho.

“Vamos ultrapassar os 10 milhões. Até agosto tínhamos criados 1,3 milhão de novos postos de trabalho. Aumentou a renda da população. E não aumentou só a classe C. Aumentou também da A e B. O que acontece é que a classe C e D teve um crescimento extraordinário no Brasil”, analisou a ministra Dilma Roussef, que participou na noite dessa sexta-feira de mobilização política em Natal, onde esteve no palanque da deputada federal Fátima Bezerra, candidata pelo PT.

A ministra ressaltou ainda o crescimento das regiões Norte e Nordeste e disse que as estatísticas não são reflexo apenas do investimento do empresariado, mas também da infra-estrutura oferecida pelo governo gederal. “O Norte e Nordeste são as regiões que mais crescem em relação a PIB e que mais têm inclusão social. Mas não é só fruto das iniciativas dos empresários. É fruto da intervenção do governo ao contribuir com estradas, ferrovias, portos, refinaria e petroquímica para se criar, no Nordeste, um dos maiores investimentos de infra-estrutura própria”, ressaltou.

Durante a passagem por Natal a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, evitou falar em uma possível candidatura para a Presidência da República. Mesmo depois de ter sido citada, em discurso, pelo presidente do Congresso, senador Garibaldi Filho, que fez menção de uma candidatura da ministra, Dilma Roussef nada respondeu. Questionada sobre a avaliação que fazia da afirmação do senador Garibaldi Filho, a ministra respondeu: “Meu negócio aqui tem nome, endereço e telefone: se chama Fátima”, afirmou, em uma referência à deputada que ela apóia para prefeita de Natal.

A ministra disse que estava participando das campanhas políticas nos municípios como cidadã. “Antes de ser ministra, eu sou cidadã. Aliás, se não fosse cidadã brasileira, não poderia ser uma boa ministra”, ponderou.

A imprensa nacional aponta que a sua presença em Natal é mais crédito do líder do PMDB na Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves, e não da candidata a prefeita. Qual a motivação da senhora ao fazer campanha em Natal?
Estou em Natal porque aqui você tem um exemplo da base de sustentação do governo. Aqui estão unidos: PSB, PMDB e PT. Acho que isso, para nós, foi muito importante porque o Governo é sustentado por essa base. Isso é um fator importantíssimo para o Brasil porque dá governabilidade ao país. A gente deve ser capaz de unir projetos, mas não antagônicos, não oponentes, que permitem que juntos se resolvam grandes problemas do país. Mas estou aqui também porque eu tenho uma relação pessoal de respeito e admiração com Fátima Bezerra, pela capacidade de luta, pela determinação e insistência da Fátima. Acho que o prefeito Carlos Eduardo teve muita sorte. Primeiro, porque acho que ele é um excelente prefeito em si. Mas ele teve uma ajuda da Fátima Bezerra que era incansável em conseguir projetos para a Prefeitura de Natal que beneficiassem a cidade. E aí não tem conversa para Fátima.

A agenda do presidente Lula em Natal será restrita a questões administrativas?
Em Natal, o presidente só fará agenda política. Ele fará agenda política em Natal. Em Mossoró, ele não faz agenda política nenhuma. A única agenda política que ele vai fazer é aqui em Natal, onde não terá agenda administrativa. Ele não vai receber ninguém em Mossoró. Ele estará em Mossoró estritamente em caráter administrativo. Quando ele estiver aqui, vai fazer a agenda política.

A senhora veio participar de uma campanha na qual a candidata está em segundo lugar. Há como reverter?
Não tenho dúvida. Acho que Fátima vai conseguir. E acho que é muito bom para Natal que ela consiga. Eu acredito que poucas pessoas aliam dois tipos de capacidade como Fátima. Ela é uma boa gestora, muito boa gestora. E ao mesmo tempo é uma pessoa que tem sensibilidade. Sensibilidade significa que ela tem a percepção e isso é fundamental que ocorra em um prefeito ou governador do Brasil. Eles precisam entender que os problemas dos que mais precisam. Ela tem sensibilidade para os problemas sociais do Brasil e as grandes questões urbanas da capital. Como gestora do Programa de Aceleração do Crescimento eu sempre recebo deputados, senadores, prefeitos e governadores. Tenho recebido sistematicamente a Fátima pleiteando e oferecendo sugestão. Ela tem uma participação ativa e diferenciada. Espero que ela seja prefeita daqui de Natal.

A candidata do PT trabalha muito no foco de que, caso eleita, terá um apoio maior do governo federal...
Veja bem, o governo federal tem relação com os governos estaduais e as prefeituras uma relação republicana. O prefeito de que partido for, nós apoiamos. Mandamos recursos, não fazemos distinção política e partidária. Agora as pessoas têm projetos distintos. A Fátima tem projeto similar ao nosso. O que aposto é sempre que pessoas que tenham o mesmo projeto que eu tenho são pessoas onde as coisas fluem de forma mais fácil. Agora vou repetir. Nós repudiamos o clientelismo que ocorreu no país e acho que de uma forma bastante perversa para nossa democracia que era fazer com que prefeitos e vereadores e, caso eles não tivessem de acordo, independentemente do prejuízo que poderia causar a população, não se transferia recursos. Nós definitivamente somos contra isso. A Fátima é contra isso, como a governadora Wilma é contra isso. São pessoas que têm um projeto similar. A Fátima tem um projeto que também é um projeto de desenvolvimento. Nós hoje achamos que o Brasil pode crescer e distribuir renda. Uma coisa não exclui a outra, tanto é que você pode ver que o Brasil tem uma diferença. Elevar R$ 20 milhões para a classe média como nós conseguimos, classe média aqui significa carteira assinada, acesso ao crédito, acesso à casa, ao carro, ao seu computador, seu celular. Isso eu acho que é algo que o Brasil está vivendo e acho que há um processo de transformação. Para mim, tenho na Fátima uma parceira. Temos o mesmo projeto político comum.

A senhora tem participado de várias campanhas municipais. Isso é uma instrução do presidente Lula ou um trabalho já com vistas à campanha presidencial de 2010?
Antes de ser ministra, eu sou cidadã. E se eu não fosse cidadã brasileira, eu não poderia ser uma boa ministra. Para ser boa ministra, você precisa ter compromisso com o seu país, seu destino está indelevelmente ligado ao destino do seu país para você ter as primeiras condições de se credenciar e poder assumir um cargo público. Antes de qualquer coisa, eu sou cidadã e é, por isso, que eu posso ser ministra. Assim sendo acho que a eleição é um momento fundamental, de discussão no qual você pode conversar com a população, escutar o que a população acha. Você pode passar pelo crivo crítico da população. Isso é importantíssimo para a democracia. Eu faço campanha nos municípios, obviamente não posso fazer todos os dias e nem da forma que eu queira. Tenho uma agenda para cumprir, uma agenda pesada, ministerial. Assim sendo, digo que faço com imenso prazer porque acho que é um momento de contato com o povo brasileiro.

O presidente do Congresso, senador Garibaldi Filho, lançou sutilmente o nome da senhora para a Presidência da República. ..
Estou fazendo campanha para Fátima Bezerra. Meu negócio aqui tem nome, endereço e telefone: Fátima.

O que esperar do Governo Lula nos próximos dois anos e meio que ainda restam?
Podem esperar muita coisa. Acho que o governo Lula está em ritmo de cruzeiro. Essas realizações são sistemáticas. Uma coisa que acho fundamental. O governo tem o compromisso e vai cumprir. O país não terá retrocesso com mais estagnação e aqueles avanços e recuos que caracterizaram o período de 90. O país vai crescer. As pessoas vão ter sua vida melhorada. Uma classe média nova. A chamada classe média do Lula emerge no país. Ela tem acesso ao consumo de celular, computador, carro, casa, sobretudo a carteira assinada e crédito.

A oposição ao governo federal afirma que o RN por ser um Estado produtor de petróleo merecia muito mais do que essa pequena refinaria que será anunciada pelo presidente Lula na próxima semana.
Acho que é uma posição da oposição. A oposição ficou 20 anos no poder e não fez refinaria nem aqui e nem em lugar nenhum. A última refinaria feita no Brasil é dos anos 80. O governo Lula passou a fazer refinaria e vai fazer. Essas refinarias tanto no Rio Grande do Norte, como no Ceará, no Maranhão, no Rio de Janeiro, elas são algumas das primeiras refinarias. O petróleo do Pré-Sal que é o petróleo que está na costa brasileira, não está aqui na frente do Rio Grande do Norte, mas isso não é problema. O petróleo é do Brasil inteiro. O Pré-Sal vai exigir um número imenso de refinarias. Esse (as críticas da oposição) é um problema de quem tem a cabeça no passado na época em que receber refinaria era um presente dos deuses, até porque ninguém fazia refinaria no Brasil. Até porque, nos anos 90, não tinha refinaria construída. É uma visão falsa e distorcida. Aqui em Natal essa refinaria de Guamaré vai servir de plataforma para construção no segundo momento de algo mais diversificado, principalmente na área petroquímica. Isso não é imediato. Mas o que temos que olhar hoje o Brasil é dessa perspectiva porque o Pré-Sal dobrou as reservas brasileiras. O que vai ter de petróleo para ser refinado é uma quantidade muito grande e há uma definição do governo de não aceitar mais a exportação de produtos brutos.

Ministra, o que dizer do aeroporto de São Gonçalo do Amarante?
O presidente Lula vem aqui no final da semana que vem e uma das coisas que ele vai anunciar, junto com a governadora Wilma, que aliás é outra mulher em que acho que se credencia no Brasil e representa o compromisso de uma pessoa para seu Estado. A governadora tem insistido nisso. Ela é uma grande batalhadora pela refinaria. A refinaria é uma conquista da governadora. E o presidente vai tratar da questão da refinaria. Na questão do aeroporto, nós tivemos um problema na licitação porque a empresa que perdeu entrou contra o processo licitatório. O BNDES fez um acordo, um pool de projetos e nós vamos tirar o projeto de São Gonçalo do Amarante desse processo licitatório que está completamente enterrado para a Justiça. Para esse projeto, não são os juízes responsáveis, é que houve uma querela jurídica. Vamos colocar no BNDES e contratar diretamente através desse pool que é um banco de projetos que um conjunto de bancos financiam junto com o BNDES que é o organizador e fazer o contato direto. Acredito que ele sai dessa situação. E isso (a situação) é grave no Brasil porque sempre que há uma licitação, há um questionamento jurídico, uma paralisação. E nós então conseguimos porque tem o outro projeto desviar e seguir normalmente. Os dois projetos estão nos estágios finais para o processo começar a ocorrer.

PT e eleições

Para além dos números

Muitos analistas políticos de pouco talento se fizeram de surpresos pelos desempenhos de candidatos petistas ou apoiados pelo PT em todo país, sobretudo nas grandes cidades. Num ímpeto matemático pensei em explicar os números com números. O excelente desempenho de nossos candidatos - verificado em todas as recentes aferições de intenções de voto - aparecem em números expressivos: o crescimento médio da preferência por nossos candidatos foi de 10% nas 26 capitais, apenas no último mês.

Para explicar estes números não é preciso muito tempo: basta que vejamos os divulgados nesta semana pelo IBGE. O crescimento do PIB - Produto Interno Bruto - ficou na excelente casa dos 6% no primeiro semestre de 2008. Esse número é a consagração de outros que apontam um índice de inclusão social e elevação do poder real de compra nunca dantes visto em terras brasileiras.

O PIB obteve sua excepecional marca ainda reforçado por uma melhor distribuição de renda, estabilidade e eficácia dos programas sociais do governo federal. São números a se comemorar, sobretudo por terem repercusão positiva na qualidade de vida do povo, no desenvolvimento do país e na edificação da soberania nacional; são números que nos levam para além dos números.

Lula: Pré-sal vai transformar petróleo em sabedoria e conhecimento para o país

Ao comentar o anúncio, feito na última quarta-feira (3), da oferta de mais 44 mil vagas por universidades federais em 2009, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou nesta segunda-feira (8) que uma parte do dinheiro arrecadado com a exploração da camada pré-sal será destinada à educação, para que a energia brasileira se torne “definitiva”.
“Quando eu digo energia definitiva, é transformar o petróleo em sabedoria, em conhecimento. E aí, ela será inesgotável”, disse em seu programa semanal de rádio Café com o Presidente.
Para Lula, o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni) – apontado pelo governo federal como responsável pelo aumento da oferta – é “motivo de orgulho”, já que em 2003 havia 113 mil vagas disponíveis, contra 227 mil em 2009.
“Nós, praticamente, dobramos o número de jovens que vão entrar na universidade. Os editais já estão prontos no Ministério da Educação, já foram publicados no Diário Oficial da União. Agora vai ter o vestibular e, se Deus quiser, vamos atingir essa marca.”
O presidente acredita que, em 2010, o número de vagas ofertadas será ainda maior porque as novas universidades já estarão em funcionamento. De acordo com ele, a medida vai fazer com que o Brasil se transforme em uma nação “definitivamente rica e independente”.
“Trabalho com o sonho de que o Brasil vai atingir o ápice da sua competência internacional e da sua competitividade. O dia em que a gente estiver com matéria-prima para exportar a nossa inteligência, o nosso conhecimento transformado em pesquisa, em produtos manufaturados, que é o sonho desse país. E eu espero que a gente possa cumprir.”
Desde 2003, 12 universidades federais foram criadas. Outros quatro projetos para criação de instituições de ensino superior tramitam no Congresso Nacional, como a Universidade da África. Segundo o Ministério da Educação, as regiões que irão apresentar maior crescimento no número de vagas serão a Nordeste, com 112%, e a Sul, com 107%. Saúde na Escola
O presidente Lula afirmou também durante o Café com Presidente que o programa Saúde na Escola foi prejudicado pela não-prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Segundo ele, a iniciativa – lançada na última quinta-feira (4) – deveria ter entrado em vigor em março deste ano.
“Não pudemos colocar em prática porque não foi aprovada a CPMF. Agora, estamos fazendo com alguns meses de atraso aquilo que poderíamos ter feito há meses. Precisamos, primeiro, alocar dinheiro para poder fazer esse programa, mas, de qualquer forma, vamos fazer agora o que tinha que ser feito.”
Lula explicou que a idéia é começar por municípios que já contam com equipes médicas que atendem em casa as famílias e levar os profissionais também às escolas. Localidades que registraram os piores índices de aproveitamento dos alunos na escola, de acordo com ele, serão as primeiras. A meta do governo é atender 26 milhões de crianças e jovens do ensino fundamental e do ensino médio até o fim do programa.
“Para a gente perceber se a criança está no seu tamanho normal, se está subnutrida, obesa, se tem problema de audição, de visão, na garganta. Se ela tiver problema, vamos duas vezes ao ano visitar as escolas. Detectando isso, vamos encaminhar essas crianças para o tratamento adequado. As crianças hoje, às vezes, não aprendem. Você pensa que ela não é inteligente mas, às vezes, não está enxergando direito, ouvindo direito.”
De acordo com Lula, em uma escola no estado de Pernambuco – onde ocorreu o lançamento do programa – 3% dos alunos têm problema de pressão. Para o presidente, o diagnóstico apresentado é “quase inadmissível”, mas “temos que cuidar agora”.
O objetivo em 2008 é visitar 600 escolas em todo o país. Além de tratamento médico, Lula lembrou que a iniciativa também vai “educar” os alunos para a prevenção de doenças transmissíveis. Ele dise estar convencido de que a medida representa “um passo extraordinário” para o ensino brasileiro.
De acordo com a Presidência da República, serão investidos R$ 844 milhões na implantação do Saúde na Escola. No ano passado, quando os parlamentares rejeitaram a prorrogação da CPMF, o governo afirmou que o programa não teria condição de sair do papel.
Agência Brasil

http://www.pt.org.br/portalpt/index.php?option=com_content&task=view&id=70520&Itemid=195

HÁ 30 ANOS NÃO SE VIA TANTO CRESCIMENTO ECONÔMICO!

Nunca antes: Com Lula, Brasil tem o maior ciclo de crescimento dos últimos 30 anos
Leia íntegra da reportagem publicada nesta segunda-feira (22) no jornal Valor Econõmico
O Brasil cresce há 22 trimestres consecutivos. Mesmo não sendo muito extenso, é o ciclo mais longo de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) pelo menos desde o início dos anos 80. Ele supera os 15 trimestres registrados entre 1984 e 1987, e os 12 que ocorreram entre 1993 e 1995, período turbinado pelo Plano Real. Por enquanto, o ciclo perde para o milagre dos anos 70, embora falte ao país uma única série de PIB capaz de olhar a evolução trimestral em prazos mais dilatados.

Além de longo para padrões brasileiros, o atual ciclo tem outra boa característica: ele combina investimento e consumo. As empresas têm investido em ampliação da capacidade produtiva há 14 trimestres e o aumento simultâneo de crédito, renda e emprego tem permitido às famílias manter seu consumo em alta há 15 trimestres – em todos os casos, na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior.
É essa tripla combinação de PIB em alta, ampliação da capacidade produtiva e expansão da demanda interna – amparada por contas externas sólidas e inflação sob controle – que faz os analistas estimarem que esse ciclo pode se sustentar por muitos mais trimestres, ainda que o ritmo do crescimento esteja aquém do obtido por colegas emergentes como China e Índia.
O investimento em alta firme é a característica mais celebrada do atual ciclo de crescimento, como aponta o economista Juan Jensen, da Tendências Consultoria Integrada. O aumento deve ficar próximo de 10% neste ano, seguindo-se ao avanço de 8,7% de 2006. Para o ex-diretor do Banco Central (BC) Alexandre Schwartsman, economista-chefe para a América Latina do ABN AMRO, a queda consistente dos juros reais, num cenário de inflação mais baixa e controlada, é fundamental para explicar o crescimento do investimento na construção civil e em máquinas e equipamentos.
Confiança no país
Depois de passar anos muito acima dos 10%, os juros reais (descontada a inflação) estão na casa de 7%. Projetos que não eram viáveis com juros reais de 13% ou 14% se tornam atrativos quando a taxa cai pela metade. "Houve aumento significativo da previsibilidade no país", diz o economista Bráulio Borges, da LCA Consultores. Com a expectativa de inflação tranqüila e expansão firme da demanda por muito tempo, as empresas ganharam confiança para apostar na ampliação da capacidade produtiva.
Ainda que seja vista como excessivamente rigorosa por vários analistas, a política monetária teve papel importante na tarefa de alongar os horizontes de planejamento na economia de 2002 para cá, por ajudar a derrubar a inflação e manter sob controle as expectativas inflacionárias. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que atingiu 12,3% em 2002, deve fechar 2007 na casa de 3,9%.
Schwartsman destaca a virada espetacular nas contas externas como um dos pontos que conferem mais sustentabilidade ao atual ciclo de crescimento. "O balanço de pagamentos deixou de ser um problema. A demanda doméstica e as importações podem aumentar com força, sem prejuízo para as contas externas", resume ele.
O resultado em conta corrente, que mostrou um déficit de 4,5% do PIB em 2001, se tornou superavitário a partir de 2003, e atualmente está na casa de 1% do PIB, graças principalmente aos saldos comerciais superiores a US$ 40 bilhões por ano. O cenário externo benigno, com crescimento expressivo da economia global e baixa aversão ao risco, foi decisivo nesse processo. "Em agosto, os preços das exportações brasileiras estavam 65% acima da média de 2002", nota Schwartsman.
Ao exportar mais, o país pôde passar a importar mais, permitindo que a demanda interna cresça com força sem pressionar a inflação, como diz Jensen. Outra boa notícia é que as importações de bens de capital estão entre as que mais crescem, sustentando a ampliação da capacidade produtiva das empresas. De janeiro a agosto, aumentaram 33%.
Espaço para crescer mais
O consumo das famílias também mostra um bom desempenho, impulsionado em grande parte pela expansão impressionante do crédito. Com juros menores e prazos cada vez maiores, o total de empréstimos e financiamentos acumula alta de 24,8% nos 12 meses até agosto, mantendo um ritmo forte mesmo depois do crescimento anual na casa de 20% registrado entre 2004 e 2006.
Para o economista-chefe do Morgan Stanley, Marcelo Carvalho, há espaço para o crédito continuar a crescer nesse ritmo nos próximos anos. Ele diz que, com a consolidação da estabilidade macroeconômica, os prazos puderam aumentar significativamente. "Há financiamento de automóveis de sete anos e empréstimos imobiliários de 30", reforça Borges.
Carvalho lembra que os juros dos empréstimos, ainda que elevados, estão em queda. Para completar, houve inovações institucionais importantes, como a do crédito com desconto em folha de pagamento e as relacionadas aos financiamentos imobiliários, caso da alienação fiduciária (medida que permite a retomada do imóvel em caso de inadimplência). "O papel do crédito no atual ciclo de crescimento é muito importante", diz Carvalho.
Borges ressalta ainda o aumento consistente do emprego e da renda para sustentar a expansão de 15 trimestres consecutivos do consumo das famílias. Segundo cálculos da Tendências, a massa salarial real (descontada a inflação) está em alta, no acumulado em 12 meses, desde abril de 2004. Para este ano, a expectativa é de um crescimento entre 5,5% e 6%. Os trabalhadores se sentem mais seguros para consumir e entrar em empréstimos e financiamentos. Outro ponto positivo do atual ciclo é que a indústria voltou a dar sinais de vitalidade, estimulada pelo desempenho do mercado interno.
O economista Alexandre Mathias, diretor de renda fixa da Unibanco Asset Management (UAM), diz que o atual ciclo rompeu com o padrão de arrancadas e freadas que predominou a partir de 1980 porque foram corrigidos ou atenuados os principais problemas macroeconômicos do país. "Nos ciclos anteriores, o próprio crescimento acentuava os desequilíbrios externos, inflacionários ou fiscais, o que levava a crises. Desta vez, o quadro é diferente." Se ainda há muito o que avançar, não parece haver nenhum risco iminente de que a fase atual de expansão seja detida no médio prazo, avalia Mathias.

Valor Econômico

Extraído do site do PT:
http://www.pt.org.br/sitept/index_files/noticias_int.php?codigo=3885

vitória à vista

PT e aliados lideram na grande maioria das capitais; Natal está a caminho de ampliar a lista

Em todo país, os candidatos apoiados pelo presidente Lula ocupam a ponta das pesquisas – já lideramos em mais de 2/3 das capitais. Contudo, antes do início da propaganda de rádio e televisão assistíamos a uma situação diferente. A desqualificação e falta de isenção dos grandes meios de comunicação – sobretudo no nordeste – criava um grande vazio na compreensão geral sobre o significado de cada candidatura, dos programas e projetos que elas representam.

Com o início da campanha televisa, as coisas mudaram. O povo teve a oportunidade de saber quem estava a frente de cada projeto. Conhecendo a história e os propósitos dos postulantes municipais, não podia dar em outra: os candidatos do PT e partidos por ele apoiados disparam nas pesquisas. Este blogue tem sido um dos mais recorrentes defensores da política do governo Lula em terras potiguares. Não à toa, já apontávamos que o apoio de Lula seria decisivo para a vitória do campo popular e democrático também em Natal.

Em São Paulo, Marta disparou rapidamente com o princípio da campanha em rede televisiva; em Fortaleza, protagonizamos nos último dia uma espetacular virada pra cima de Moroni e seu atraso; o candidato apoiado pelo PT em Belo Horizonte cresceu 16% em duas semanas de campanha, saindo da terceira posição para a liderança; em Natal não é diferente! Com poucos dias de iniciada a campanha, todos os institutos de pesquisas apontaram o grande crescimento de Fátima.

Também por sua competência e história, Fátima – que é a candidata do PT, de Lula, da base aliada e do povo natalense – conseguiu surpreender até aos mais otimistas, ultrapassando rapidamente a casa dos 20% e se pondo em vitoriosa trajetória rumo ao Palácio Felipe Camarão. O povo percebe as profundas mudanças realizadas no Brasil pelo governo petista, por isso identifica em nossos candidatos o caminho para fortalecer e intensificar as mudanças, a melhoria.

A exemplo do ocorre em todo país, a combativa militância natalense já aguarda para breve notícias ainda melhores, que virão. Os desafios são grandes? São! Mas ainda maior é determinação e capacidade de quem vem mudando a história do Brasil.

a luta continua

Novos desafios

As coisas andaram um tanto lentas neste nosso espaço de resistência e construção de um novo Brasil. Além das muitas luitas que se desenrolam simultaneamente em todo o estado - lutas que farão desta a melhor eleição municipal para o PT do RN e quiçá de todo país -, contribuíram algumas dificuldades técnicas. Agora - como já antecipamos no post anterior, o blogue está voltando com tudo.

Ainda neste fim de semana postarei a tão cobrada e desejada análise dos últimos movimentos no quadro eleitoral. Desde já adianto a grande virada em curso por todo país: tiramos uma diferença de quase 15% em Fortaleza e já estamos na liderança na capital cearense; Porto e Curitiba também apresentam grande crescimento das campanhas petistas; ainda, candidaturas apoiadas pelo PT e pelo presidente Lula estão tendo desempenhos excepcionais após o início da campanha eleitoral. Em Natal, a virada já té em curso!

Outra boa nova é que estamos ainda preparando novidades para o blogue, que terá maiores opções de pesquisa e consulta e ainda mais interatividade. Uma promoção com livros de Rui Ricardo e novos temas completarão a nova fase de nosso blogue que vai resistindo e colaborando como pode na luta em curso por um novo Brasil.

Grande abraço a todos!

Rumo a grande vitória do dia 05 de outubro!