Quatro nomes e um destino: unir a cidade em torno de um projeto

Desde que assumi a presidência do PT-RN em 2005 tenho opinado que a base do governo LULA deveria se unir no estado. A despeito do PT ter apoiado Carlos Eduardo (PSB) no segundo turno em 2004, de ter iniciado 2005 participando do governo Vilma de Faria (PSB), somente em 2006 pudemos realizar uma aliança política para além da rotineira frente de esquerda com quase sempre com o PC do B e ora com PDT, PCB, PSB.

Pela primeira vez, desde a sua fundação, o PT-RN não lançava candidatura majoritária na eleição estadual, compusemos a chapa com a suplência de senador, do outro lado, a candidatura de Garibaldi (PMDB) levava uma parte importante do setor democrático do estado a uma composição com o agripinismo (corrente política herdeira da ditadura militar), numa contradição que levou o "novo" (Rosalba) ao senado federal.

A entrada do PMDB na base de sustentação do governo Lula em 2007, a posição cada vez mais sólida do Dep. Henrique Eduardo Alves como líder nacional deste partido e a chegada de Garibaldi à presidência do Senado Federal, deram ao PMDB-RN extraordinárias responsabilidades na República, extrapolando querelas paroquiais e exigindo uma postura de composição com a Governadora Vilma e com o PT-RN (uma vez que a composição nacional já se dera). Assim tem sido a trajetória desses expoentes da política potiguar.

Fazendo um brevíssimo retrospecto até aqui (30/04/2008) do quadro successório em Natal:

  • A virada do ano em curso apontava cinco candidaturas: Micarla de Souza (PV), Luís Almir (PSDB), Rogério Marinho (PSB) e o PT com duas pré-candidaturas - a oficial de Mineiro e a oficiosa de Fátima Bezerra. Assim caminhou o quadro sucessório até as folias de momo.
  • Os interesses do Mato Grande levaram o PSDB a abandonar a candidatura de Luís Almir; Micarla buscou tanto o apoio do PSB quanto o agripinismo, Rogério Marinho não conseguiu ampliar para além das bases pessebistas e o PT iniciou a inscrição de candidaturas para prefeito (se houver mais de uma, pelas regras do partido, virão as prévias). O presidente LULA manifesta à governadora Vilma seu desejo de união da base política do governo nas capitais e em especial na cidade do sol, onde a empatia entre o presidente e o povo é notória, como podemos nos lembrar dos comícios do machadão em 2002 e 2006.
  • O deputado estadual Fernando Mineiro se inscreveu nas prévias petistas, confirmando o anúncio do último trimestre de 2007 mostrando o desejo de animar a militância do PT e de unir a base do governo LULA e realizar uma discussão programática. Na semana santa, a secretária de Planejamento de Natal Virgínia Ferreira também se inscreveu, com o mote de unir a base do governo LULA, tendo a preferência do prefeito Carlos Eduardo, cuja proclamação pós-Páscoa se daria sob o tom de um tango assim que chegassem de terras portenhas, trazendo consigo o PMDB.
  • Encerrado o prazo, entramos em abril com duas candidaturas oficiais do partido, com as prévias marcadas para o dia 18 de maio. Iniciamos então as conversas com PSB, PMDB, PC do B, PR, PP e as importantes lideranças da Governadora, do presidente do senado e do Líder do PMDB Henrique Alves. Até o Tiradentes o tema Chuvas em terras potiguares alagou a temática política.


A temática de unificar a base do governo LULA pululou a partir do 21 de abril, as conversas se multiplicaram e multipontuaram - cabeça de chapa, vice, senatório em 2010, governo 2010.

Em 24/04, o prefeito Carlos Eduardo em reunião com o PT-Natal anuncia que trabalhará para que o PT o suceda na prefeitura e além dos dois nomes inscritos na prévia- Mineiro e Virgínia, coloca outras duas possibilidades entre os petistas - Fátima e Ruy Pereira.

Desde então, os jornalistas que cobrem a política na cidade se arvoram a exercitar cenários. Com preferências de A, B, C ou D e vetos de X, Y, W e Z.
A despeito de que hajam dois pré inscritos- Mineiro e Virgínia - sendo legítimo que qualquer filiado argumente o encerramento de prazo, até aqui, TODOS OS PETISTAS que têm se manifestado publicamente afirmam que este não é um empecilho burocrático e que a responsabilidade de unir a base de LULA em Natal pode levar a que o nome escolhido seja qualquer dos quatro, desde que reúna melhores condições de executar essa missão.

Reafirmo aqui o que tenho dito em reuniões fechadas: muito orgulha ao PT ter esses quatro nomes e essa possibilidade. A despeito das concordâncias políticas e da proximidade pessoal que tenho com o deputado Mineiro, o respeito e a admiração pelos outros três nomes são idênticos. Virgínia é a Secretária de Planejamento escolhida quando eu participava da executiva do diretório municipal de Natal, quando consultados, eu e Carlos França concordamos, também o fizeram o Tárcio, o Fernando, a Graça pela Brasil Socialista e toda a executiva municipal do PT Natal em 2005. De Fátima Bezerra, minha prática em 1998,2000, 2002 e 2004 nas coordenações de suas campanhas, majoritárias ou proporcionais, dispensam comentários. O que falar de Ruy Pereira? Em 2001 retirei minha pré-candidatura a governador após percorrermos todo o estado (eu, Mineiro, Fátima, Marcelo Souza, Chagas, o velho Aldemir) apresentando-o ao PT e discutindo com a base.

Lembro de um episódio em Olinda em janeiro de 2002, quando Ruy Pereira, Fátima Bezerra, Raimundo Alves e Ana Brito, fui instado pela deputada a retirar a minha pré-candidatura para que não existissem as prévias. Tranquilizei a todos dizendo que faria as coisas partidariamente. Não apenas retirei meu nome, mas me dispus a coordenar a campanha de Ruy Pereira que chegou a 11,2% dos votos com 147 mil votos. Também defendi em 2004 que fosse ele o único nome apresentado pelo partido à governadora para a Secretaria de Saúde. Como também, para que não paire hipocrisia, estivemos divergentes no Processo eleitoral do PT em 2005 e na indicação da Secretaria de Saúde em janeiro de 2007, para nos reencontrarmos no segundo turno das eleições internas do PT em dezembro de 2007.

Ora pois, concordo plenamente com o deputado Mineiro e com a presidente do PT-Natal Vilma Aparecida, NÃO HÁ VETO A NENHUM DOS QUATRO NOMES, pelo contrário, há uma enorme satisfação do PT em ofertar mais de uma hipótese para que possamos unificar PT-PCdoB-PSB-PMDB-PR-PDT-PMN, com base em um programa avançado, buscando o desenvolvimento com ênfase na inclusão social, no ordenamento urbano, na transparência, no moderno gerenciamento público, no pacto solidário de gênero, geração, opção sexual e respeito ao meio-ambiente.

Qualquer dos nomes está apto a realizar esta tarefa e terá a militância do PT engajada nesta luta. O que esperamos é ver este debate de forma ordenada, partidária e programaticamente e não fulanizada.

Espero que juntos, PT-PCdoB-PSB-PMDB-PR-PDT-PMN, possamos enfrentar as forças do cambeleante conservadorismo agripinista que, apesar de apodrecer, tenta se escorar no verde para não cair, ou se apoiar na força da rosa azul mossoroense, cujas bandeiras vermelhas tremularão unidas para derrotar em 2008.

Caso não alcancemos este horizonte, assistiremos à divisão desse bloco progressista e o avanço do conservadorismo, endurecendo o páreo eleitoral. Vitoriosa a missão de ter a base aliada unida, temos um encontro com a principal liderança histórica petista, Luís Inácio LULA da Silva, nos palanques entre agosto e setembro, ladeado pla governadora Vilma, pelo prefeito Carlos Eduardo, pelo presidente do Senado Garibaldi Alves e pelas militâncias potiguares da esquerda e do centro. Lula, Vilma e Carlos têm o prestígio em torno de 60% dos Natalenses, unidos os partidos marcheremos para dias alvissareiros em Natal, com a breve construção de muitas outras pontes além das de Igapó e da Redinha.

No caminho certo - pesquisa divulgada hoje confere nova aprovação recorde a Lula

Leia também a análise da enquete feita aqui no blogue sobre a prioridade do PT-RN nas eleições de 2008


Não creio que pesquisas de opinião sirvam - por si só - para atestar o acerto ou erro de um projeto, de um governo. Mas, no caso da nova avaliação positiva recorde do governo Lula, há inegavelmente muito significado.

Os números do crescimento industrial, do emprego e da renda média do trabalhador brasileiro já nos davam conta da grande mudança por que passa nosso país. Após seis anos no governo, os resultados do jeito petista , diferenciado, de governar começam a surgir com força, apoiados pelos números. Os da pesquisas de opinião mais recente a avaliar o governo Lula apontam pro mesmo sentido.

Segundo a pesquisa CNT/Sensus divulgada hoje, o governo alcançou o inédito patamar de 57,5% de avaliação como ótimo ou bom; 29,6% consideram o governo regular; e apenas 11,3% o avaliam como ruim ou péssimo.

Esse excelente desempenho do governo vem justamente no momento em que a oposição – aliada a setores da grande mídia nacional – impetra uma caluniosa campanha anti-governista visando desestabilizar o mandato do presidente Lula. O uso eleitoreiro das investigações em torno do uso do cartão corporativo foi precedido de muitos outros subterfúgios “éticos” na tentativa de atingir o governo federal. Há muito tempo não passa um mês sem que seja fabricado por setores de nossa mídia um escândalo qualquer. Mal acaba um linchamento público do governo, começa outro. E todos retumbam em contundentes fracassos. Por quê?

É simples compreender o que leva o governo a resistir aos ataques da oposição e da grande imprensa nacional. Primeiro, os resultados da gestão petista, já mencionados acima. Os programas sociais do governo Lula são modelo e exemplo internacional. Nossa economia segue crescendo, apesar das turbulências internacionais. A qualidade de vida da população brasileira cresce consideravelmente. Segundo, a oposição – atolada em seus rabos-de-palha e sua histórica indecência – não tem um projeto, não tem o que defender, ao menos publicamente. A falsa questão ética que levantam não passa de muletas usadas para suprir a ausência de um projeto nacional capaz de confrontar a política do governo. Sem bandeira, sem moral e diante do sucesso do governo Lula, nossos coronéis opositores apelam à baixaria. E fracassam, novamente.

Compromisso social, seriedade no trato com o bem público, administração moderna e avançada, preocupação com a geração de emprego e renda... É por essas e outras que o jeito petista de governo é um fragoroso sucesso de crítica e público.

ANALISANDO A ENQUETE 1

A prioridade do PT em 2008 passa inicialmente pela reeleição de nossos três mandatos executivos municipais.
O PT vai em Florânia Flávio José, em Janduís com Salomão Gurgel (e espero que com o Raimundo Canuto de vice) e em Antônio Martins o José Júlio espera fazer sua sucessão com o PT elegendo pela primeira vez o prefeito da cidade.
Além disto, temos as vice-prefeituras em Serra Negra do Norte e Fernando Pedrosa. Em Serra Negra o PT discute o lançamento de candidatura própria, em Fernando Pedrosa a continuidade da aliança. Serra Negra desde 2002 com a entrada de Ruy Pereira, Acácio, Luiz Brito, Andréia, Eraldo e Urbano, entre outros e outras, tornou-se uma prioridade para o PT-RN.
Assim, a despeito do número de eleitores, essas cinco cidades deverão ter atenção especial da direção.
Também devem merecer acompanhamento detalhado as seguintes cidades:
Natal - O PT luta para encabeçar a frente PT-PSB-PMDB-PCdoB-PDT-PMN-PR, trazendo o presidente LULA para a eleição de Natal , nunca escondi meu desejo que FERNANDO MINEIRO possa levar o PT pela primeira vez à prefeitura da cidade do Sol. LULA também gostaria muito disso, todos os que fazem política sabem que , além da concordância com as idéias, o presidente nutre um carinho especial pelo nosso deputado, no dizer de um importante aliado petista: "é um ativo que o RN não pode desperdiçar!". Outro objetivo importante é ampliar o número de vereadores, reeelegendo o Júnior Rodoviário e Lucena, porém aumentando nossa participação, temos ótimos nomes além dos dois vereadores: Vilma Aparecida, Carlos Araújo, Adriano Gadelha, Prof. Felipe Arraes (Tio Lipi), Napoleão, Elias do Egito, profa. Ana Soares, entre outros e outras que ainda podem compor nossa chapa. Também espero que a esquerda possa trazer de volta o George Câmara (PC do B) e ter a novidade da Aparecida (PC do B) ex-secretária de saúde, e o Osório Jácome (PSC). A Operação Impacto pode impactar os natalenses a realizar um processo de renovação no Legislativo Municipal.
Mossoró - Torço para que o PT municipal possa indicar o vice da Larissa Rosado (PSB) e possamos unificar a frente com Renato Fernandes e Marcelo Rosado-PR, Capistrano-PC do B, e também trazer o presidente para o palanque num enfrentamento duro com os neoliberais em uma cidade onde Petrobras (que é estatal, portanto contra a ideologia do DEM) faz a diferença. Queremos retomar a participação do PT na Câmara de Veredores, onde no último mandato a ausência do Luiz Carlos fez muita falta à cidade e aos movimentos sociais;
Parnamirim - O PT está definindo a posição, já conversou com PC do B-PSDC-PSC, com Gílson Moura (PV) e está aguardando uma segunda conversa com o candidato Maurício (apoiado pelo atual prefeito Agnelo Alves). A participação no Legislativo com a perspectiva de eleger parlamentares é a principal meta na cidade.
São Gonçalo do Amarante- PT deve apoiar o Jaime Calado (PR) na perspectiva de eleger vereadores e participar do governo municipal, espero eu que o ERALDO PAIVA como vereador possa dar uma importante contribuição para a cidade.

PRIORIDADE DO PT-RN EM 2008

Durante 20 dias nosso blogue realizou uma enquete com a pergunta
Qual deve ser a prioridade do PT-RN nas eleições 2008?

A ALTERNATIVA MAIS VOTADA FOI:
Prefeitos e vereadores nas cidades pólo e onde há diretório organizado - 54%.


As demais alternativas tiveram os seguintes percentuais:

Vereadores e prefeitos em todas as cidades - 20%
Vereadores em todas as cidades - 18%
Prefeitos nas pequenas cidades - 9%


A resposta dos amigos será analisada

INFORMATIVO FUNDAÇÃO JOSÉ AUGUSTO 25.04.08

Publico o informativo da FJA, onde sob o comando do poeta, engenheiro agrônomo, jornalista, cooperativista, agricultor da Serra do Mel, pai do Telêmaco Sandino e dirigente petista CRISPINIANO NETO o PT está azendo a diferença e superando os graves problemas já vividos por esta importante academia da cultura potiguar.



INFORMATIVO FUNDAÇÃO JOSÉ AUGUSTO 25.04.08
Nº. 05/08 - 2

Mudança de datas das Oficinas gratuitas de Dança na Edtam

As oficinas de Dança que iriam acontecer de 27 a 30 de abril foram adiadas para os dias 13, 14, 15 e 16 de maio. Observando essa alteração, segue abaixo um novo release. O Governo do Estado, através da Fundação José Augusto, oferece quatro oficinas gratuitas para estudantes e profissionais da Dança do Estado, três de Dança Clássica e uma de Dança Contemporânea. As aulas acontecem na Edtam, de 13 a 16 de maio e serão ministradas por Tomás Quaresma, ex-bailarino da Cia. de dança do Teatro Alberto Maranhão e atual integrante da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil (SC), única filial da Rússia no mundo.A Oficina de Dança Clássica, no nível intermediário, acontece em dois horários, das 10h às 11h30 e das 13h30 às 15h. A aula do nível avançado deste mesmo estilo começa às 15h e segue até 16h30. Em seguida, das 16h30 às 18h, acontece a Oficina de Dança Contemporânea, nível avançado. Para fazer sua inscrição, basta entrar em contato com a Edtam no 3232 9726. A Escola fica localizada na Rua Chile, 106, Ribeira. As vagas são limitadas em 25 alunos por turma.Neste mesmo período, o bailarino Tomás Quaresma junta-se a Cia. de Dança do TAM para apresentar o espetáculo DESTAQUES NACIONAIS DA DANÇA POTIGUAR. O espetáculo, sempre com entrada franca, já percorreu diversas cidades do interior do RN e durante a estada de Tomás Quaresma no nosso Estado, acontece em São Paulo do Potengi, São Tomé, Santa Maria e na Zona Norte de Natal. A preocupação da diretora da Edtam, Wanie Rose Medeiros, em trazer oficinas e cursos extras para os alunos da Cia de Dança é uma constante. Atualmente, os bailarinos da Escola estão participando de uma Oficina de Dança Contemporânea com a professora carioca Luciana Leirias. As aulas acontecem até amanhã (25) das 14h30 às 16h30.

Assessoria de Comunicação FJA - 3232 5352
Mary Land Brito: 8839 8607
Rosa Moura: 8854 6215

MENSAGEM À JUVENTUDE PETISTA (25/04/2008)

Queridos Companheiros e companheiras,

Problemas de saúde me impedem de participar das etapas municipais da construção do Congresso Estadual da Juventude Petista no RN. Segundo nosso deputado Mineiro é a velhice chegando, pois me recupero de uma mal resolvida contusão.
Neste simples exemplo, podemos perceber:
-Putz! Já se foram vinte e oito anos desde que um setor da juventude brasileira se juntou a sindicalistas, intelectuais, movimentos eclesiais de base, setores democráticos do MDB e dezenas de organizações da esquerda brasileira para fundar um Partido de Trabalhadores!
Fiz parte de uma juventude que lutou radicalmente por liberdade e democracia. Reconstruiu a UNE enfrentando a Ditadura Militar em 1979, apoiou as greves metalúrgicas e participou ativamente da retomada pela democracia no Brasil em 1984 (diretas Já). Lutou por uma Assembléia Nacional Constituinte e pela consolidação desta democracia. Fernando Mineiro, Hugo Manso, Cipriano Vasconcelos, Venâncio Pinheiro, Rossana Sudário, Lavínia Uchoa, Tereza Freira Bosco Araújo, Edmilson, Alex Galeno e outros tantos e tantas petistas também sonharam juntos o dia em que nosso país viveria sem o tacão do regime militar.
Por isso o PT deve muito à juventude, mas como tudo em movimento, é hora da fila andar. Nossa geração tem um débito com a juventude do PT, e é preciso que acertemos essas contas. Uma geração vitoriosa tende a impor sua cultura, seus costumes, seu “modus vivendi” e seu “modus operandi”. As músicas, o jeans, os livros, e principalmente, a cultura política.
Tivemos sorte de ter o apoio de uma geração anterior duramente reprimida, exilada dentro do próprio país, mas que havia se dedicado na clandestinidade à cultura política. Esta geração oriunda do maio francês de 1968, das passeatas dos 100 mil no Rio de Janeiro foi muito paciente e pedagógica conosco. Precisamos agora passar o bastão para a geração Lulista, para quem desde 1989, ainda criança canta o “Lula-lá, brilha uma estrela!”, filhos, sobrinhos, amigos, que nos chamaram um dia de tio, pois nosso parentesco se deu muitas vezes pela afinidade política entre os pais deles e nós.
É chegada a hora da Juventude Petista se organizar, confluindo as muitas juventudes que aponta o século XXI.
Juventudes que vêm das camadas mais pobres e que tem o hip-hop como música, que não freqüentam os bares, que não têm os desejos culturais das esquerdas francesa, espanhola, italiana. Juventudes que não conhecem Marx (nem o Karl, nem o Groucho), o Chaplin (nem o Charles, nem o bar da praia do meio). Mas juventudes aguerridas, sonhadoras e dispostas a lutar para melhorar o mundo.
Sem paternalismos, devemos com paciência acolher estes anseios, organizar em nosso partido e dar vez e voz aos milhares que querem brilhar na constelação petista. Para que isso aconteça é preciso que a juventude petista lute por seu espaço. Nada virá dos céus, nem das decisões cupulistas. Só um grande movimento da base da juventude petista poderá ter eco em todo o partido!
O sindicalismo me ensinou que “Só quem luta, conquista!”. Por isso o protagonismo juvenil tem que deixar de ser refrão e passar a ser uma composição dentro do próprio PT!
Precisamos de vocês para inclusive nos reciclar, nos reanimar nos reviver!
O PT não vive sem a Juventude Petista!

Um forte abraço à todos e todas!

Geraldo Pinto
Presidente do PT-RN


POEMA DA JUVENTUDE

A juventude não se mede pela idade.
Juventude é estado de espírito que se baseia no querer.
Juventude é disposição para fantasiar, a ponto de transformar em realidade a fantasia.
Juventude é a vitória da disposição contra a acomodação,
Juventude é o gosto pela aventura, superando o amor ao conforto.
Ninguém envelhece simplesmente porque viveu determinado número de anos.
Envelhece aquele que abdica dos ideais.
Assim como o passar dos anos se reflete no organismo, a falta de empolgação se reflete na alma.
O medo, a dúvida, a falta de segurança, a fuga e a desconfiança se constituem em anos que dobram a cabeça e levam à morte o espírito.
Ser jovem quer dizer ter 60 ou 70 anos e conservar a admiração pelo belo, a admiração pelo fantástico, pelas idéias brilhantes, pela fé nos acontecimentos, o desejo insaciável da criança por tudo o que é novo, o instinto pelo que é agradável e pelo lado feliz da vida.
Você será jovem enquanto sua alma conservar a percepção da mensagem do belo, do simples e a disposição de viver.
Você será jovem, enquanto conservar a mensagem da grandeza e da força, que nos é dada pelo mundo, por um ser humano ou pelo infinito.
Você só será velho se tiver a alma dilacerada, se for dominado pelo pessimismo ou pelo cinismo. Neste caso, que Deus tenha piedade de sua alma.

(Inscrição em pedra granito, de autoria desconhecida, que se encontra no Parco Giardino em Verona-Itália)
Vejam algumas matérias da repercussão na imprensa do apoio declarado pelo prefeito Carlos Eduardo ao candidato que for indicado pelo PT para concorrer à prefeitura de Natal.


No blogue de Ana Ruth - TN
Prefeito de Natal defende candidatura do PT
Dia:24.04.08 | Hora: 19:45:41
Depois de duas horas de reunião, o prefeito Carlos Eduardo fechou questão com a candidatura do Partido dos Trabalhadores. Em uma clara defesa da união da base de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Carlos Eduardo declarou apoio ao candidato a prefeito do PT.
A reunião não discutiu nome, mas ficou claro o projeto do prefeito Carlos Eduardo ao lado dos petistas.
O partido tem dois pré-candidatos a secretária municipal de Planejamento Virgínia Ferreira e o deputado estadual Fernando Mineiro. No entanto, já se cogita o lançamento da candidatura da deputada federal Fátima Bezerra.
A definição de Carlos Eduardo não implica na aliança do PT com o PSB. Os dois partidos se reunirão amanhã, às 11h.

No blogue de Thaisa Galvão
Carlos Eduardo na linha de Wilma, Garibaldi e Henrique:
se base de Lula se unir, o candidato é do PT

O prefeito Carlos Eduardo encerrou a reunião com a executiva municipal do PT agora há pouco, se mostrando dentro da mesma linha apresentada ontem pela governadora Wilma de Faria, pelo senador Garibaldi Filho (PMDB) e pelo deputado Henrique Alves (PMDB).

Assim...

Caso prospere a tese de unir a base aliada de Lula na capital potiguar, ele defende, assim como fizeram Wilma, Garibaldi e Henrique...

Que o candidato seja do PT.

Mas na reunião não se falou em nomes, como afirmou agora ao Blog a deputada Fátima Bezerra, que participou da conversa.

“A conversa foi muito boa. O prefeito colocou claramente a idéia de apoiar um nome do PT, mas isso dentro de uma tese mais ampla defendida na reunião de ontem na casa de Garibaldi”.

Fátima disse que o prefeito conversou pelo telefone, ainda ontem, tanto com Wilma, quanto com Garibaldi e com Henrique, e os 3 se mostraram dispostos a caminhar dentro desse cenário.

“Mas não tem nada fechado!”, disse Fátima, que evitou falar sobre o nome dela, que foi debatido ontem em Brasília, como o nome do PT capaz de unir PSB e PMDB.

Fátima terminou a conversa com o Blog dizendo que o grupo da base vai ainda buscar apoios “do PCdo B, do PR dedo deputado João Maia, do PMN....mas quem está à frente disso é a governadora Wilma de Faria, o senador Garibaldi Filho e o deputado Henrique Alves”.

Os ventos do norte – vitória de Obama adiada

Há mesmo uma grande vocação conservadora em certos meios de comunicação de nosso país, mesmo quando a notícia trata de política internacional. Pelo que vi nos principais noticiários de ontem pra hoje, fui levado a crer que Hillary estaria em ascensão, a caminho da virada em cima de Barack Obama. Mas os números dizem outra coisa.

Obama tem atualmente algo em torno de 150 delegados de vantagem sobre sua rival, a ex primeira-dama Clinton. 150, meus amigos. Num processo onde é preciso obter 2.025 votos para assegurar a indicação pode não ser uma diferença decisiva, mas já indica uma vitória muito provável. Sobretudo, se considerarmos que agora restam apenas pequenos estados por votar, cujas delegações terão pouco peso no resultado final. Ainda, Obama é franco favorito nas próximas primárias, na Carolina do Norte, dia 06 próximo. O portal Pollster.com aponta Obama com 54.9%, contra 35.5% das intenções de voto para Hillary.

Mas afinal, qual foi exatamente a vantagem de Clinton nas primárias da Pensilvânia? Entre 6 e 7 delegados. Muito pouco para tem que reverter uma maioria de cerca de 150 delegados de Obama.

Outro fator importante de se ter em vista é perfil do eleitorado que deu a vitória a Clinton: donos de arma e religiosos, segundo analistas norte-americanos, com corroboração do CNN Politics. Na medida em que o processo se aproxima de seu final as contradições que lhe são inerentes afloram. Vemos que não se trata de uma simples disputa entre um negro e uma mulher, como se tem acreditado, ou tentado fazer crer. Concepções de poder relativamente distantes e a tentativa de perpetrar uma hegemonia familiar de mais de duas décadas estão em jogo. Não é a toa que Clinton dispara entre os eleitores mais conservadores enquanto Obama nada de braçadas entre as parcelas mais progressistas e liberais da política americana.

Por água abaixo

O companheiro Araújo publicou em seu blogue postagem falando da grave situação das chuvas que assolam nossa capital. Passem lá e confiram: Blog do Araújo.

É lastimável a situação de nossa cidade todo ano, no período de chuvas. Araújo tem plena razão quando diz que a solução só virá com maior empenho do poder público e com planejamento e ações de longo prazo. Ficaremos de olhos bem abertos a esta situação sempre cobrando e apresentando alternativas, pois, afinal, é isso que marca a história do Partido dos Trabalhadores: a luta incansável por uma cidade e um país melhores, cuja construção passa por um novo jeito de governar, livre do imediatismo e do proselitismo.

A matéria da Caros Amigos sobre o coronel do lourismo

Amigos, como prometido, após esperar que a revista tivesse tempo de circular e que os dedicados assessores do senador pudessem comprá-las todas, publico a íntegra da matéria de capa da Caros Amigos deste mês, assinada pelo jornalista Léo Arcoverde, de nossa prestigiada UFRN. Incrível que pouco ou quase nada tenha sido divulgado a respeito da matéria em nosso estado, este blogue junto ao do companheiro Araújo (link ao lado), foram os primeiros a informar sobre a reportagem. De qualquer forma, para aqueles que chegaram às bancas depois dos agripinistas e não encontraram a revista, aí vai a dita na íntegra.

OS RABOS-DE-PALHA DE UM FILHOTE DA DITADURA

Por Léo Arcoverde

O senador José Agripino Maia (DEM-RN) é apresentado pela grande mídia como um ícone da moral, sempre entrevistado para denunciar as mazelas do governo Lula e pontificar sobre ética política. Seu passado, porém, não o abona.
Do meio para o fim dos anos 1970, para fazer parte do grupinho oligárquico que havia duas décadas comandava a política do Rio Grande do Norte, uma condição era suficiente e necessária: aderir à estratégia de renovação do regime autoritário, preparando-se para a transição. Isto é, a bênção dos militares era mais que bem-vinda. O industrial Osmundo Faria, dono da salina Amarra Negra e de vasto latifúndio no agreste, estava para ser anunciado sucessor do governador Cortez Pereira (1971-1975). Não tinha experiência em cargo eletivo – era suplente do senador Dinarte Mariz. Mas contava com o apadrinhamento de ninguém menos que o ministro do Exército, general Dale Coutinho, ex-chefe da repressão no Nordeste. Era, no dizer do político gaúcho Leonel Brizola, o “filhote da ditadura” da vez.

O episódio que pesou contra Osmundo Faria, em maio de 1974, deu-se no Hotel Nacional, na Ribeira, centro de Natal, ponto de encontro de lideranças políticas. O ex-deputado Anderson Dutra, ao irromper no bar e cumprimentar o deputado Ivan Rosado, aliado de Dinarte, cometeu uma inconfidência que mudaria os rumos da história política do Estado:

- Aluízio é muito forte. Mesmo cassado, tá ali cochichando com o futuro governador.

Na noite desse mesmo dia, Dinarte já sabia. Foi o suficiente para o senador voltar-se contra o próprio suplente Osmundo Faria e opor-se à nomeação dele. Aluízio Alves, chefe de extenso clã, tinha ascendido ao governo em 1960, após intensa luta eleitoral contra o então governador Dinarte MAriz e seu candidato, o deputado federal Djalma Marinho, ruim de voto, mas importante quadro intelectual da direitista União Democrática Nacional, a UDN.

Apoiado pelo PCB e outras forças de esquerda, Aluízio representava interesses de modernização num Estado dominado pela agropecuária. Tinha, contudo, sólidas raízes udenistas - foi eleito deputado federal seguidas vezes, a partir de 1945, pela UDN, pilotando programas de rádio e organizando ações de assistência aos flagelados das secas. Um populista cujo mandato de deputado federal acabaria cassado em fevereiro de 1969 sob a acusação de corrupção.

Mais próximo dos generais da ditadura, Dinarte, assim que soube da conversa no bar do hotel, escreveu para o “general de plantão” Ernesto Geisel, reclamando que nem sequer havia sido ouvido sobre a escolha de Osmundo. Geisel chama Petrônio Portela, seu principal articulador:

- Petrônio, você já nomeou o governador do Rio Grande do Norte?

- Ainda não - responde Petrônio de cima do muro.

- Então, dê uma satisfação ao senador Dinarte Mariz. Não anuncie agora, não.

- Tudo bem.

No dia seguinte, morre Dale Coutinho, padrinho de Osmundo e general linha-dura, que havia proclamado:

- O Brasil melhorou muito quando começamos a matar!

É quando entra em cena o general Golobery do Couto e Silva, eminência parda do governo Geisel: convoca o amigo Tarcísio Maia para assumir o governo potiguar e começar a renovar a elite política estadual, como aconteceria país afora.

Um filhote gera outros: nasce a oligarquia Maia

Apesar de ruim de urna, Tarcísio tem fama de bom administrador - sob a batuta dos generais foi presidente do extinto Ipase, Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Estado. Mostrou-se desde cedo um filhote da ditadura implacável, ávido pelo poder. A partir de 1975, montou uma estrutura de trabalho social preconizada pelo II PND (Plano Nacional de Desenvolvimento) e se fez senhor da política estadual, indicando o primo e compadre, o médico Lavoisier Maia, seu secretário de Saúde, para sucedê-lo na chefia de governo em 1979.

Segundo José Antonio Spinelli, sociólogo e professor do Departamento e do Programa de Pós-Graduação em Ciência Sociais da UFRN, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, esse processo de sucessão deu início à montagem de uma máquina política poderosa, que ocuparia o poder por longos anos.

- Essa composição de poder vai ser extremamente receptiva aos interesses do setor econômico moderno que se consolida nos anos 60 e 70. Mas, assim como seus adversários históricos, os aluizistas, trazia a marca do velho na origem, a utilização do enpotismo como forma de se reproduzir.

Por sua vez, Lavoisier indica para a prefeitura da capital o filho de seu primo Tarcísio, José Agripino Maia, 33 anos, jovem engenheiro da EIT, uma empreiteira potiguar, de sólidas ligações com governos do Nordeste. Antes de nomeado, José Agripino prestava serviço para a EIT em São Luís, onde a empresa mantém escritório até hoje. Spinelli confirma: a indicação de quadros técnicos, jovens, ligados ao empresariado de ponta, para as capitais nordestinas, obedecia à estratégia de perpetuação do regime autoritário.

Embora dependente dos recursos e das diretrizes técnicas do governo federal, José Agripino, bom de palanque, desembarca no Rio Grande do Norte disposto a tocar, a qualquer custo, o projeto d epoder do velho Tarcísio, seu pai. Inicia em 1979 um programa habitacional que o torna popular.

Natural de Mossoró, filho de pai paraibano e mãe baiana, José Agripino faz parte do ginásio em Natal, no Colégio Marista, onde estudam os filhos da pequena burguesia. Aos 13 anos muda para o Rio, onde cursa o Colégio Andrews. Gradua-se em engenharia civil e faz pós-graduação em estabilização de taludes.

Analisada friamente, a trajetória de ânsia pelo poder de José Agripino é exemplo de sucesso nas urnas: governador em 1982, na primeira eleição direta pós-1964, contra ninguém menos que Aluízio Alves; e novamente em 1990, em disputa com o primo Lavoisier Maia (o mesmo que o nomeou filhote-prefeito em 1979); e depois senador por dois mandatos.

Ajuda dos milicos: o voto camarão

Voto vinculado, invenção da ditadura, que o povo apelidou de voto camarão: o eleitor só podia votar em candidatos de um mesmo partido, sob pena de anular o voto. Era o que José Agripino precisava nas eleições de 1982 para governador. Nem mesmo a popularidade de Aluízio Alves conseguiu vencer a estrututra montada em torno do jovem prefeito. Coordenador da campanha de Aluízio, o jornalista Ticiano Duarte detalha o que pesou a favor do adversário:

- José Agripino foi beneficiado pelo voto camarão. O PDS tinha tudo, estrutura maior, poder, dinheiro. Eram quatro deputados do nosso lado contra vinte e tantos do outro; eram seis, oito prefeitos contra noventa. Cem vereadores contra quinhentos. Aluízio venceu em Natal por cem votos, mas perdeu feio no interior.

José Agripino Maia toma posse em 15 de março de 1983 e, dali a dois anos, será flagrado numa reunião com auxiliares e 120 prfeitos, acertando o que constituiria a maior fraude elitoral da história do Rio Grande do Norte.

Dessa vez, José Agripino queria eleger prefeita de Natal sua secretaria de Promoção Social, Wilma Maia, em 1985. Tinham como adversário o deputado estadual Garibaldi Alves Filho (PMDB), sobrinho de Aluízio e hoje presidente do Senado. O plano foi todo armado em quatro reuniões, no Centro de Convenções, Zona Sul de Natal.

José Agripino simplesmente instruiu os prefeitos a comprar títulos eleitorais, distribuir presentes, incentivar tumultos nos processos de votação e apuração e, ainda, usa veículos oficiais com placas frias para transportar eleitores do interior para a capital. O caso ficou conhecido como Escândalo Rabo-de-Palha, rótulo fornecido pelo próprio José Agripino, que ao final de uma reunião pediu:

- Não podemos deixar rabo-de-palha.

Caros Amigos reproduz aqui parte da conversa. Laudo do Instituto Nacional de Criminalística, da Polícia Federal, diz que a voz é do governador.

José Agripino -Os pobres estão indecisos. É em cima desse povo que você tem que atuar. Com uma feirazinha, com um enxoval, com umas coisinhas.

Iberê Ferreira de Souza (secretário) - O povo mais pobre que não se compromete, troca o voto por qualquer coisa. Botar o milho no bolso, porque sem milho não funciona.

Álvaro Alberto (financiador) - O meu jogo é aberto. Se é preciso comprar os títulos, vamos comprar. Te que gastar dinheiro, tem que chegar com o dinheiro.

O conceito de democracia de Agripino é peculiar, não é adequado a verbete de dicionário, serve apenas a ele e seus apaniguados:

- Vamos indicar ma área para vocês trabalharem e inclusive nas áreas modestas, de eleitores indecisos que são sensíveis a uma conversa e a uma negociação, que será feita por nós ou por eles. Democracia é isto!

O conceito de terrorista também:

- E aí eu quero fazer um lembrete: importante não é a quantidade de pessoal, é a qualidade das pessoas, porque, se a gente traz uma mocinha, como eu vi na eleição de 82, mocinhas inexperientes, elas ocupam uma função, não dão conta do recado e perdem fácil para o comunista, o terrorista, que vai se impor, intimidar e ganhar no grito.


Incômoda redemocratização
Com a redemocratização e a nomeação do peemedebista Aluízio Alves ministro da Administração do governo Sarney, os adversários de José Agripino é que passam a dar as cartas em Brasília. O palno do então governador, de “implodir” o PMDB, não se concretiza. Pelo contrário. ALuízio a autoconcessão da TV Cabugi (afiliada da Globo) - sua família também é dona de rádios e do jornal Tribuna do Norte. Garibaldi Filho é eleito prefeito de Natal. No ano seguinte, a chapa João, Lavô e Jajá (João Faustino para governador r Lavoisier Maia e José Agripino, senadores) leva as duas vagas do Senado,mas perde na “cabeça” para Geraldo Melo,a liado dos Alves. O filhote não cai, mas balança.

Nos últimos trinta anos, alguns atos de José Agripino povoam o folclore político da região. Um deles, quem conta é o colega Ailton Medeiros, blogueiro e apresentador de progrma de entrevistas de uma emissora de televisão de Natal.

- No primeiro governo de José Agripino, me mandaram cobrir a visita do governador aos flagelados do Seridó. Eu estava acompanhando o senador Dinarte Mariz, quando José Agripino começou a fumar numa piteira de ouro. Foi repreendido por Dinarte: “O que é isso? Isso é maneira de visistar os flagelados?” Daí, o governador, meio sem jeito, apagou o cigarro.

Outro detalhe é o gosto de José Agripino por carros e equipamentos de som e imagem. Em 2002 declarou que tem um luxuoso Mercedes SL-320 de 114.500 reais; a sala de cinema instalada em seu apartamento de Natal está avaliada em mais de 150.000 reais.

Lourismo: uma questão de bom gosto racial

Em 2006, o jornalista e escritor Orlando Rangel Rodrigues, o Caboré, lançou Rabo-de-Palha: o Jabá de Jajá. Caboré é um tipo atuante, opositor da ditadura militar e crítico feroz das oligarquias. Ganhou notoriedade no Seridó nos anos 60 e 70 ao denunciar, na Rádio Rural, crimes de pistolagem. Seu livro narar o Escândalo Rabo-de-Palha de maneira engraçadíssima e traz mais curiosidades sobre José Agripino. Uma delas é o “lourismo”. Define o autor na página 89:

“… era uma fauna que definia os mortais de puro sangue do governo José Agripino. (…) criaram a República de Jacumã, praia do litoral norte potiguar. Belas mansões que abrigavam, em veraneios, somente pessoas estritamente do convívio palaciano: uma elite de políticos de grandes currais eleitorais e empresários bons de nota”.

Segundo Caboré, o lourismo não aceita, por exemplo, Lula na preseidência da República. Peço para ele comentar estas declarações do agropecuarista José Bezerra de Araújo Júnior, suplente de José Agripino, em entrevista para a Tribuna do Norte:

“Collor foi o governo menos corrupto que o país já teve” e “Eu acho que o Lula é um populista analfabeto. Discrimino mesmo: é analfabeto!”

- Taí um exemplo do que faz o lourismo. Nunca quiseram ver Lula presidente. São contra metalúrgico, contra negro, contra pobre, contra analfabeto. Acham que não têm direito a nada. Convivo com muita gente do lourismo. Já ouvi vários afirmarem ser contra Barack Obama. Tem algum motivo dessa casta, dessa elite ser contra Barack Obama a não ser pelo fato de ele ser negro. Hein?


Com a corda toda

De volta ao governo em março de 1991 - após derrotar o primo e ex-aliado Lavoisier -, José Agripino deixa o cargo em abril de 1994 para concorrer mais uma vez ao Senado. Volta a Brasília sem que um escândalo de arrecadação de seu governo seja esclarecido. O Ganhe Já consistia numa loteria em que o cidadão trocava notas fiscais por cupons que lhe davam o diereito de concorrer a prêmios - geladeira, bicicleta, mochila. Transcrevo a manchete e o começo de uma reportagem do JN, Jornal de Natal, de 21 de novembro de 1994:

“A Falência do Ganhe Já e o Arrocho Fiscal. A campanha do Ganhe Já, denunciada sistematicamente por este jornal como uma farsa, que vendia uma falsa realidade do Rio Grande do Norte (tendo inclusive motivado a decisão do JN a não publicar quqlaquer anúncio da campanha), faliu sem jamais ter alcançado seu objetivo, aumentar a arrecadação do Estado. Foi apenas um sangradouro de dinheiro que financiou a Dumbo Publicidade e fornecedores e levou o Erário a esvaziar-se a ponto de o Estado não ter dinheiro em caixa sequer para o pagamento da folha do funcionalismo.”

O semanário JN vendia 7.500 exemplares (nada mal para uma cidade do tamanho de Natal). A reportagem a seguir ilustra bem o que estava por atrás do Ganhe Já:

“O empobrecimento do Estado, que tem hoje uma legião de 1 milhão de flagelados (…), se deu na exata medida do enriquecimento de ‘amigos do peito’ do governador, com destaque para os proprietários da Dumbo Publicidade, responsável pela farsa do Ganhe Já, que manteve quase toda a imprensa amordaçada durante os quatro anos de governo pefelista.”

A Dumbo Publicidade não tocava o dito programa de arrecadação com zelo, como mostra o JN de 28 de novembro de 1994:

“Como tudo que cercou o Ganhe Já antes de sua falência total, a participação da empresa Informe Prestação de Serviços Ltda., terceirizada pela Dumbo Publicidade para executar a campanha, também é um mistério. E dos mais nebulosos. Contratada sem licitação, depois que o então secretário de Fazenda Manoel Pereira anulou inexplicavelmente a concorrência que havia sido aberta justamente para se escolher a firma que iria trabalhar no Ganhe Já, a Informe viveu sempre nas sombras.”

José Agripino nunca processou o JN pelas denúncias.

De bem com a vida

Rua Carlos Passos, bairro do Tirol, área prá lá de nobre. É aqui, no condomínio Aurino Vila, que mora na cobertura com piscina o senador José Agripino. É um edifício de dezesseis andares, de mau gosto arquitetônico - de fachada branca empastilhada. Não é para qualquer um. É para o raro cidadão que tem 1 milhão e meio de reais no bolso sobrando. Grana, para José Agripino, não é problema. Menos ainda depois que o INCRA comprou, já no governo Lula, três imóveis dentro da fazenda São João, antes pertencente ao pai dele, Tarcísio, em Mossoró. O governo comprou os imóveis, com 3.985 hectares, por quase 4 milhões de reais. Nada mal para quem já declarava à Justiça Eleitoral, em 2002, quase 3 milhões de patrimônio.

Apuração

Estive em Natal na segunda metade de fevereiro passado. Durante uma semana consegui entrevistar apenas três pessoas (e todas sem se identificar) sobre o Rabo-de-Palha e o Ganhe Já. Ninguém quer tocar no assunto. Fácil explicar: a família de José Agripino, líder do DEM (ex-PFL) no Senado, controla cinco rádios e uma emissora de televisão, a TV Tropical (afiliada da Record); Iberê Ferreira de Souza, seu ex-secretário, é vice-governador e secretário de Recursos Hídricos, auxiliar justamente da governadora Wilma de Faria, ex-mulher de Lavoisier Maia e secretária de Promoção Social de José Agripino que, caso vencesse Garibladi Filho no pleito de 1985, se tornaria a maior beneficiária do Rabo-de-Palha.

Tem mais, muito mais: Álvaro Alberto, financiador de campanha envolvido no esquema, é um sujeito muito rico. Foi dono da falida Associação de Poupança e Empréstimo do Rio Grande do Norte (Apern), hoje preside a Companhia Hipotecária Brasileira (CHB), empresa de obtenção de crédito com atuação em todo o país. O próprio resultado da eleição de 1985 ajudou o caso a cair em esquecimento: Garibaldi Filho, hoje presidente do Senado, venceu o pleito, ajudado pela exposição doe scândalo pouco antes da eleição. Ou seja: ganhou a eleição, para que contestar o resultado? Outra ironia: Garibladi Filho e José Agripino hoje estão aliados, Costumam cumprir agenda, percorrendo juntos o Estado.

O Rabo-de-Palha é tabu em Natal, cidade onde nasci e cresci ouvindo em casa, na escola, na rua a história das “feirinhas do Centro de Convenção” de que falava Agripino. O mesmo acontece com o Ganhe Já. Como todo lugar em que as oligarquias dominam a política e contorlam os veículos de informação, ese tipo de assunto fica restrito à casa dos envolvidos. O que faz sentido: não existe lugar mais apropriado para lavar a roupa suja.
Achei interessante esta postagem. Tendo interesse, passem lá.

ATINGIMOS MIL EXIBIÇÕES

Nosso blogue atingiu a marca de mil exibições, 700 das quais no último mês.
Desde dezembro de 2007, começamos de forma experimental a criar um blogue de opinião. Inicialmente eram opiniões pessoais sem entrar necessariamente no campo político. A partir de 01/03/2008, com apoio de alguns colaboradores, passamos a tratar este espaço como mais um instrumento de comunicação entre petistas e para com a sociedade.
Um veículo com opinião definida, visando formar informando e obter retorno dessas opiniões. Para um instrumento de vanguarda política, portanto, atingir a marca de 30 visitas diárias é grande conquista.
Queremos melhorar, transformar este espaço num espaço de discussão que envolva a opinião de José Geraldo Saraiva Pinto, cidadão brasileiro, petista, geólogo, petroleiro, pai da Ana Paula e companheiro da Aparecida, amigo do Fernando Mineiro, do Carlos Araújo e da Joana, da Vilma Aparecida e do Carlinhos, do Rildo, do João Maria, da Janeayre, do brabo Ivanildo de Caraúbas, do Deusimar/Pedro/ Vilemain/Rebeca/Maurição e os de Mossoró; da Conceição, de Diva/Dal/Berna/lange/Vanessinha, do Uirandê, da Josi, do Raoni, do Eraldo, do Tárcio, do Júnior Rodoviário, do Girotto, da Rita, da Shirliane , do Toinho, do Bebé, do Nildão, do Edson (e de todos os Moura), dos Pinto, da Aldinha, do Jaílson, do Luís Carlos Petroleiro, do Luiz Carlos professor, do Araújo e da Rosário de Macau, do Alfredo Neves, do Advíncula, do Mangabeira, do Zé Paulo, da Claudinha e do Érick, da Janaíne e da Adriana, do Manoel, do Anchieta, do Narcizo, da Franci, do Ramid, de Albery/Sandra, do Buihú, do George, do Joaquim e do NelsonFreire; do Amaro, do Tércio, do Nelson, da Vicência, do Crispiniano, da Mundinha e da Gilka; da Fátima Saraiva/Gilberto Costa e a prole, da Selminha, do Erivelton, do Dinarte, do Tarcísio, e dos de Caicó, do Valdi, do Valtércio, do Marcos/Bal e os de Santa CRuz; do Lula, do Paulinho, da Graça e do Alberto Luís e os de Assu, do Zé Dias e da Khristal, do JJ, do Raimundo, do Braga, da Ceiça, do Pôla, do Hildebrando, do Aluísio Dutra e os do médio oeste; , do Aluísio de Tibau, do Geraldinho, do Evilázaro, do Alfredo de Pau-dos-Ferros/marcelino Vieira, do Luís Bento, das Lívias (de Rafael Fernandes e da Uchôa), da Lavínia, do Bosco (quero entrevistá-lo para este blogue) do Eliziel e do Damião, da Dorinha, do Zé Teixeira, dos Reginaldos (Ceará-Mirim e Poço Branco), do Gileno Guanabara, do Ruy Pereira, do Paulo, do PC do B, da CUT, do Zé Rodrigues, do Marcos Solano (Gambia futuro prefeito de Cascavel pelo PT), do pessoal da Potigás, dos petroleiros, ufa... vai faltar muita gente que me escreveu ou telefonou e deu uma força, que bom, continuem que eu vou continuar.

Corrigindo e agradecendo ao amigo REVOLUCIONÁRIO Tedesco, que espera as mudanças desde um ap. pequeno-burguês carioca, Na simplicidade do poeta-filósofo FERNANDO PESSOA :
"TUDO VALE A PENA, SE A ALMA NÃO É PEQUENA" ,

A citação que desejava fazer de MÁRIO QUINTANA é:

"Quero, um dia, dizer às pessoas que nada foi em vão...Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades e às pessoas, que a vida é bela sim e que eu sempre dei o melhor de mim...e que valeu a pena."

Agradeço a todos os que acreditam neste projeto e espero que melhoremos cada vez mais.
Um forte abraço.

Geraldão

Rabos de palha

A matéria Rabos de Palha de um Filhote da Ditadura, do jornalista Léo Arcoverde, formado pela nossa estimada UFRN, já deu - e segue dando - o que falar. Ela saiu na capa da polêmica e conceituada revista Caros Amigos. Fui o primeiro a comprá-la em solo potiguar: quando seus pacotes foram entrando na livraria, coincidentemente eu estava lá pra ver se ela já havia chegado.

Alguns amigos e leitores do blogue têm comentado que a revista estranhamente sumiu das bancas. Alguns dizem ter visto fãs da Caros Amigos comprando seus exemplares às dúzias, a fim de colecionar, supõe-se. O fato, contudo, é que muitos estão reclamando que não é possível encontrar a revista em Natal. Estranho, no mínimo, muito estranho.

Contudo, assim que tiver dado tempo da revista vender, como parece que já vendeu, seus exemplares, publicarei o texto esclarecedor de Léo Arcoverde neste blogue. Assim, não fica a revista prejudicada nem a matéria censurada pela sua ausência nas bancas. Portanto, aguardem para os próximos dias a matéria sobre o "neocoronel com pose de santa de altar".

SETORIAIS DO PT

Estive presente no último sábado (12/04/08) nos dois encontros setoriais de nosso Partido dos Trabalhadores-RN: o de cultura e o de mulheres.
Na cultura, formei a mesa de abertura juntamente com o Crispiniano Neto (Diretor Geral da Fundação José Augusto), com o Messias (coordenador do setorial de 2005-2008) e os dirigentes Hugo Manso e Fernando Mineiro.
Agradeci ao setorial e reafirmei a confiança do partido naquele grupo de 40 companheiros que vem tentando dar uma roupagem petista à difícil missão de reerguer a Fundação José Augusto. Em especial agradeço Crispiniano Neto e ao Fábio Henrique, calaram muitas bocas que há um ano e dois meses atrás previam um completo desastre. Em primeiro lugar conseguiram unidade partidária e funcionamento do setorial, depois foram apagando os incêndios, um de cada vez, e como diz o meu amigo Nelson Freire lá na POTIGÁS: "2007 foi nulo porque novesfora é nada, 2008 será melhor pois é 1".
Só que o saldo lá era negativo, foliaduto, servidores desmotivados, ansiedade pela chegada dos novos dirigentes, enfim... 2008 desejo ao POETA e aos petistas na cultura um ano de grande realizações.
Parabenizo nosso novo regente da orquestra do Setorial de Cultura:o querido RICARDO BUHIÚ!
Também me congratulo com as 50 mulheres que debateram o encontro setorial que, entre outras deliberações, elegeu Maria Vicência, diretora do SINTE, como coordenadora para o próximo período.

A RESPOSTA DO LOURISMO

Vejam só essa pérola de resposta feita pelo Cassiano Arruda, colunista do Diário de Natal, ex-sócio da Dumbo Publicidade, porta-voz oficial do agripinismo potiguar.

Citado indiretamente na reportagem de CAROS AMIGOS que falava sobre a campanha do agora ganhe Já, que narra uma reportagem do Jornal de Natal de 21/11/1994, onde diz que:

"A campanha do Ganhe Já, denunciada sistematicamente por este jornal como uma farsa, que vendia uma falsa realidade do Rio Grande do Norte (tendo inclusive motivado a decisão do JN a não publicar qualquer campanha), faliu sem jamais ter alcançado seu objetivo, aumentar a arrecadação do Estado. Foi apenas um sangradouro de dinheiro que financiou a Dumbo Publicidade e fornecedores e levou o Erário a esvaziar-se a ponto de o Estado não terdinheiro em caixa sequer para o pagamento da folha do funcionalismo."

Sabe o que fez o analista político???? ATACOU O PT, falando de Oligarquia.
Quer colocar no mesmo nível o nosso querido deputado FERNANDO MINEIRO (pré-candidatoà prefeito de Natal) ao JAJÁ. Ora pois, José Agripino tem estado no politburo dos descendentes da ditadura militar desde 1978, e lá se vão trinta anos. Além disso, descendente de "família de políticos", fez seu filho Felipe Maia deputado federal em 2006 para "perpetuar a espécie".
OLIGARQUIA para ARISTÓTELES é o "governo dos ricos", aliás de poucos ricos.
Talvez querendo confundir o PT e provocar intra-divergências, elogia Virgínia Ferreira (o próprio JAJÁ insinuou que por ela ser filha de Leônidas Ferreira, teria simpatias do Agripinismo) e ensaia que Mineiro está com mandato há 22 anos.
Ora essa, ele está comos mandatos de vereador e deputado pelos mesmos motivos que Felipe Maia e José Agripino estão : O VOTO. A diferença é que o JAJÁ foi prefeito biônico em 1979, sem o recurso das urnas.
FERNANDO MINEIRO, como estudante universitário ou professor de biologia, estaria condenado a estar fora da luta político-partidária, não fossem os acontecimentos dos anos oitenta e a criação do PT, que tanto incômodo causam ao colunista.

CAROS AMIGOS- José Agripino, QUEM É?

Léo Arcoverde
OS RABOS-DE-PALHA DE UM FILHOTE DA DITADURA
O SENADOR JOSÉ AGRIPINO MAIA (DEM-RN) É APRESENTADO PELA MÍDIA GRANDE COMO UM ÍCONE DA MORAL, SEMPRE ENTREVISTADO PARA DENUNCIAR AS MAZELAS DO GOVERNO LULA E PONTIFICAR SOBRE ÉTICA POLÍTICA. SEU PASSADO, PORÉM, NÃO O ABONA.



Do meio para o fim dos anos 1970, para fazer parte do grupinho oligárquico que havia duas décadas comandava a política do Rio Grande do Norte, uma condição era suficiente e necessária: aderir à estratégia de renovação do regime autoritário, preparando-se para a transição. Isto é, a bênção dos militares era mais que bem-vinda. O industrial Osmundo Faria, dono da salina Amarra Negra e de vasto latifúndio no agreste, estava para ser anunciado sucessor do governador Cortez Pereira (1971-1975). Não tinha experiência em cargo eletivo – era suplente do senador Dinarte Mariz. Mas contava com o apadrinhamento de ninguém menos que o ministro do Exército, general Dale Coutinho, ex-chefe da repressão no Nordeste. Era, no dizer do político gaúcho Leonel Brizola, o “filhote da ditadura” da vez.

Reportagem completa na revista CAROS AMIGOS, nas bancas!
(isto se os DEM e os porta-vozes não comprarem todos os exemplares )

Dilma, cidadã natalense


Jornal de Hoje
DILMA 1
A Câmara Municipal de Natal aprovou por unanimidade requerimento do vereador Júnior Rodoviário que concede o título de "Cidadã Natalense" à ministra da Casa Civil da Presidência da República, Dilma Roussef. Na justificativa, o vereador alegou que a ministra tem "importante contribuição histórica" e de "valorização da mulher no exercício da função pública". Júnior Rodoviário destacou ainda "os relevantes serviços prestados pela ministra Dilma Roussef" a Natal e ao Rio Grande do Norte.


DILMA 2

A chefe da Casa Civil do governo do presidente Luís Inácio Lula da Silva é a responsável pelo gerenciamento do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), que vai investir R$ 800 milhões em obras de saneamento, abastecimento de água e infra-estrutura em Natal e diversos municípios do RN.

Depois da "febre" de títulos de cidadão para os cantores de axé, dessa vez a Câmara Municipal de Natal se volta para o Governo Federal.

Tribuna do Norte

A Câmara Municipal de Natal aprovou, por unanimidade, o requerimento do vereador Júnior Rodoviário concedendo o título de “Cidadã Natalense” à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef. Júnior Rodoviário alegou que a ministra tem uma “importante contribuição histórica de valorização da mulher no exercício da função pública”.

Obama amplia vantagem

Barack Obama abriu 10 pontos percentuais de vantagem sobre sua concorrente, Hillary Clinton, na disputa pela indicação democrata para as eleições presidenciais deste ano. O apontamento é da mais recente aferição Gallup, realizada no último dia 06 e divulgada ontem, nos EUA. Apesar de a pesquisa não medir diretamente a situação de Obama nas prévias internas, são um bom sinal para sua campanha que agora enfrentará a primária da Pensilvânia, no dia 22 de abril, e a da Carolina do Norte, no dia 05 de maio. Veja, abaixo, gráfico com a evolução no quadro de intenções de voto entre os democratas.

Querem desestabilizar o governo Lula

Cartões corporativos, reeleição e 3º mandato constituem a agenda típica, imutável da mídia e da oposição. Esta, sem causa, não sabe mais como se opor, apesar de a mídia a apoiar nessa pauta do nada, num esforço para dar-lhe rumo e eficácia. A imprensa, mesmo, já não esconde ser contra o Governo Lula e o PT.

Desmoralizado totalmente desde que se descobriu que o senador tucano Álvaro Dias (PR) repassou para a revista VEJA o chamado "dossiê" - tudo indica, retirado ilegalmente da Casa Civil por tucanos - o tema só se mantém na agenda do país por insistência da mídia e da oposição. Os oposicionistas, rompendo um acordo com o Governo - o que é grave - instalaram mais uma CPI no Senado. Lá, também, não terão maioria, mas fazem um jogo de cena, um faz de conta para manter o tema no noticiário.

O objetivo, como bem disse o Presidente Lula na reunião com senadores do PDT, é paralisar o Governo, prejudicar o país. Uma oposição, sem programa e sem capacidade de mobilização e apoio na sociedade, só pode sobreviver com factóides e com apoio da grande mídia.

do blogue do Zé Dirceu

Paraguai: Conheça os candidatos à Presidência e suas propostas

por Ana Luiza Zenker, da Agência Brasil.

Brasília - Sete candidatos disputam a Presidência do Paraguai nas eleições gerais do próximo dia 20: Blanca Ovelar (Partido Colorado), Sergio Estigarribia (Partido Humanista Paraguaio), Fernando Lugo (Aliança Patriótica para a Mudança), Lino Oviedo (União Nacional de Cidadãos Éticos), Pedro Fadul (Partido Pátria Querida), Julio Cesar Benitez (Partido dos Trabalhadores) e Horácio Perrone (Movimento Teta Pyahu).

Desses, apenas três têm chances de ganhar a eleição, segundo pesquisas divulgadas no país, com destaque para os dois primeiros colocados até agora, Fernando Lugo e Blanca Ovelar.

Além do presidente, serão eleitos 45 senadores, 80 deputados, 18 parlamentares do Mercosul, 17 governadores e mais de 200 representantes nas juntas departamentais. Confira abaixo os perfis e principais propostas dos três presidenciáveis mais bem colocados nas pesquisas.

Fernando Lugo - Candidato pela Aliança Patriótica para a Mudança (APC, na sigla em espanhol), Fernando Armindo Lugo nasceu em 1951, foi professor de escola pública primária e designado para a diocese de uma das regiões mais pobres do país, onde trabalhou com camponeses sem terra. Em 2006 participou da organização da Resistência Cidadã, que agrupou partidos políticos da oposição, centrais sindicais e associações civis e liderou um protesto contra o presidente paraguaio, Nicanor Duarte.

Segundo informações da página oficial da campanha da APC, os principais objetivos da aliança são “construir um estado a partir dos interesses dos cidadãos” e “impulsionar o desenvolvimento econômico com a participação da sociedade civil, do estado e do setor privado”. Entre as propostas apresentadas no programa de governo, a que mais afeta o Brasil é a promessa de pedir formalmente a renegociação dos tratados das usinas hidrelétricas de Itaipu (com o Brasil) e de Yacyretá (com a Argentina).

Lugo diz que uma das suas prioridades é aumentar a capacidade de exportação e de diversificação de produtos e mercados. Outro ponto tratado no programa é a garantia e a expansão dos direitos sociais, como educação pública de qualidade e com acesso universalizado. Também estão previstas ações relacionadas ao sistema nacional de saúde, além da criação de postos de trabalho, reforma agrária e atenção às populações indígenas.

Blanca Ovelar - Candidata pela Associação Nacional Republicana (ANR), também conhecida como Partido Colorado - que está no poder há 60 anos -, Blanca Ovelar nasceu em 1957, é a primeira mulher a concorrer à Presidência do Paraguai e também pode ser a primeira a ocupar o cargo. A ex-ministra da Educação do governo de Nicanor Duarte é orientadora educacional, psicóloga e mestre em educação.

Em sua página oficial na internet, ela coloca como objetivo terminar de uma vez por todas com a pobreza, o subdesenvolvimento e a ignorância. Assim como Fernando Lugo, Blanca Ovelar propõe a renegociação dos tratados energéticos vigentes. A candidata promete gerar empregos, impulsionando a indústria, desenvolvendo o turismo e apoiando os setores camponeses.

No que diz respeito à área social, Blanca Ovelar pretende garantir igualdade de condições na educação, assistência médica gratuita 24 horas nos hospitais públicos e fornecimento gratuito de serviços como água e energia a famílias de baixa renda, entre outras propostas. Também estão previstas ações relativas à segurança alimentar, posse de terras e respeito à cultura dos povos indígenas.

Lino Oviedo - O ex-general Lino Cesar Oviedo é o candidato à Presidência do Paraguai pelo Partido União Nacional de Cidadãos Éticos (Unace). Nascido em 1943, lutou na Guerra do Chaco, contra a Bolívia, entre 1932 e 1935. Foi designado comandante do Exército do Paraguai. Comandou o golpe que depôs o governo do general Alfredo Stroessner em 1989, depois de 35 anos de ditadura. Liderou a União Nacional de Colorados Éticos (Unace), movimento interno do Partido Colorado.

Oviedo foi preso pela primeira vez em 1996, acusado de insurreição contra o então presidente, Juan Carlos Wasmosy, sendo liberado meses depois. Em 1997 foi escolhido candidato do Partido Colorado à Presidência. Teve sua prisão decretada novamente, sua casa foi invadida, segundo seu próprio relato, por “forças policiais, militares e alguns estranhos”, e teve um habeas corpus suspenso pela Justiça. Ficou preso por 30 dias e, em seguida, foi condenado a 10 anos de prisão pelo Tribunal Militar Extraordinário. Foi liberado por ordem do novo presidente eleito, Raúl Cubas, que seria seu vice na candidatura, caso Oviedo não estivesse preso.

Segundo a página oficial da candidatura da Unace, entre as principais propostas de campanha está a construção de uma rota bioceânica, que integra Paraguai, Brasil, Bolívia, Chile e Argentina. A estrada permitiria ao Paraguai ter acesso ao Oceano Pacífico e deve estimular o crescimento regional, com o surgimento de núcleos urbanos. Lino Oviedo também defende um projeto de ocupação do Chaco, que ocupa quase metade do território paraguaio, para atividades agropecuárias e agroindustriais. Ele quer ainda construir o Centro de Exposição Permanente do Mercosul e um complexo turístico na Tríplice Fronteira com a Argentina e o Brasil.

Dilma: que se faça justiça

A parcela desesperada (ou seria despreparada?) da imprensa brasileira que busca a todo custo acuar o governo Lula tem seu novo alvo: a ministra Dilma Rousseff. Incapaz de apresentar uma alternativa política ao governo Lula que dê respostas aos anseios da população, a direita se vê num beco sem saída, onde a única alternativa que vislumbram é o golpismo e a mentira. Aliados, direita e imprensa conservadora, fazem do caso dossiê questão de honra. Por trás da tentativa de elevar o caso a proporções inalcançáveis, os fatos: a direita brasileira não tem bandeira e não sabe como enfrentar a presidência mais popular da história.

Nada nos custa lembrar que os históricos índices de aprovação do presidente Lula não advém de seu carisma ou de sua enorme capacidade como interlocutor, o que leva a população a conferir-lhe a aprovação recorde sem dúvida são os resultados econômicos e sociais de seu governo. Resultados que são em grande parte devidos ao êxito do PAC, competentemente conduzido pela ministra Dilma. Esse breve entendimento do momento vivido pelo governo Lula clareia a percepção acerca dos motivos que fizeram da ministra-chefe da Casa Civil a bola da vez.

A nossa direita conservadora, ainda entalada com fato de termos um presidente operário, também parece não aceitar a ascensão política de uma mulher, de esquerda, à estatura de grande líder político em nosso país. Dilma, pela sua competência e serenidade, tem sido determinante para que o governo Lula alcance os excelentes resultados que estão surgindo. Ainda longe do debate sucessório, seu nome surge associado ao êxito do governo e do modo petista de governar.

Nossa direita ainda não se adaptou à nova fase política brasileira, de maior maturidade e com sua democracia mais consolidada. Escândalos infundados e manipulação na cobertura jornalística já foram eficientes, em casos recentes como o da eleição de 89, por exemplo, mas hoje parecem uma realidade distante da vida política brasileira. Distante não por ter caído no desuso, mas sim pelo fato de a sociedade brasileira ter se calejado, ter aprendido a lição. A prática persiste, é o que demonstra o caso do dossiê. Mas a vida tem mostrado que o Brasil tem outras prioridades na agenda, destacadamente o desenvolvimento econômico e social em curso. Por isso, a campanha anti Lula em vigor na nossa imprensa conservadora tem fracassado.

Os ataques à ministra Dilma Rousseff, como vimos, apesar de infundados, não são despropositados. Eles são uma última e desesperada tentativa da direita de acuar o governo petista. Não é a toa que o presidente Lula tem se posicionado firmemente em defesa da ministra. Trata-se da luta entre um projeto nacional soberano e desenvolvimentista contra o retorno da velha e moribunda subserviência tucano-demoísta, que dá seus e agonizantes sinais de existência.

Não devemos, contudo, movidos pelos sinais de esgotamento (ou ausência) do projeto direita, baixar a guarda e considerar a batalha ganha. Temos um país a construir, um projeto por executar. Opções oportunistas e golpes maquiados surgem constantemente.

O nosso dever é manter o curso, não atendendo às provocações que nos convidam a visitar a fossa de onde nos chamam nossos oponentes. O Brasil com o qual sonhamos, pelo qual lutamos e que estamos construindo, é resultado de muita luta e empenho de companheiros e companheiras que nunca fugiram à luta quando chamados. Um desses brasileiros lutadores é Dilma Rousseff. Que justiça lhe seja feita. E parece que será logo, pois como vemos pelo rabo de palha do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), a realidade começa a ser descortinada por trás da falsa pregação ética da oposição. O governo de Lula vem resistindo com toda integridade e preservação ética às constates investidas e ao permanente inquérito promovido pela oposição. Esta é que parece não suportar sequer uma pequena levantada no tapete de seu passado.

Os ventos do norte – Barack ganha força na reta final

Após a presidente da Câmara dos Deputados dos EUA Nancy Pelosi ter declarado estar na hora de os pré-candidatos democratas encerrarem a disputa, visando derrotar McCain em novembro, agora foi a vez de outra liderança do se pronunciar, o senador Patrick Leahy. O senador, contudo, foi bem mais enfático: propôs que Hillary retirasse sua candidatura em favor de Obama, melhor posicionado nas prévias e nas pesquisas de intenção.

As pressões no sentido de pôr um fim à disputa pela indicação democrata, unindo assim o partido que tem tudo para vencer as eleições em novembro, cresce entre as lideranças partidárias. Mas se depender do patriarca Bill, a campanha dos Clinton pela vaga não terá fim tão breve. O ex-presidente norte-americano declarou que os que esperam a desistência de sua esposa devem “ficar frios”. Especialista, no entanto, avaliam que política não se faz apenas de desejo, e que se mantendo o curso da campanha de Obama, Hillary terá que ceder, pra galgar algum espaço, quem sabe indicando ou sendo vice, na chapa de Obama.
Republico abaixo o excelente artigo do presidente nacional do PT.

O dever da elegância, a tentação do insulto e a manipulação dos fatos
*por Ricardo Berzoini



Esforçando-se para manter a elegância e exibindo erudição, mas sem abrir mão de imprecisões, o ex-ministro Pedro Malan, no artigo “Heranças”, publicado no jornal o “Estado de São Paulo” de 9 de março último, recorre a Schopenhauer, Goethe, Goebels e Montaigne, para fazer uma tentativa de defesa do governo FHC.

Mérito para o ex-ministro que, mesmo quando se empenha em defender o indefensável, procura assumir um perfil moderado. Neste quesito, ele se diferencia completamente de muitos de seus pares que, freqüentemente, quando pensam que estão discutindo, simplesmente vociferam e insultam, como se a agressividade conferisse qualidade a seus pobres argumentos.

Certamente o ex-ministro cedeu à ira quando fez uma referência elíptica a Goebels, tentando aproximá-lo do presidente Lula. Este tipo de expediente, longe de desqualificar o presidente da República, depõe contra quem se utiliza dele. Na passagem em questão, certamente Pedro Malan se referia à famosa tirada, segundo a qual “uma mentira repetida mil vezes se transforma em verdade”.

Elio Gaspari, que faz oposição feroz ao PT e ao presidente Lula, porém mais astuto do que Pedro Malan, referindo-se ao mesmo sinistro personagem do nazismo, registrou no jornal “O Globo”, de 19 de março último: “Não há um novo Lula, o que há é uma nova conjuntura. Sua falação pode ser repetitiva, mas tem duas características. Primeiro, ele não está enrolando. Depois, leva para a rua uma agenda de progresso e otimismo, deixando para oposição o penoso exercício do mau humor. Se uma mentira repetida mil vezes acaba virando verdade, o que dizer de uma verdade repetida mil vezes?”.

Como se vê, Elio Gaspari é mais perspicaz do que Pedro Malan. Evita brigar com os fatos. Mas isso não esgota a questão. Por isso, vale ainda examinar de que lado está a mentira e quem realmente imita Goebels.

Com efeito, a certa altura do artigo, Pedro Malan se entusiasma com aquilo que julga serem as bondades da era FHC e se lança, não sem evidentes imprecisões, a uma longa enumeração: “... pense o leitor se não há algum significado no seguinte: quatorze anos de inflação civilizada, nove anos de regime de metas de inflação, nove anos de câmbio flutuante, oito anos de Lei de Responsabilidade Fiscal. Quinze anos de maior abertura comercial. Quinze anos do início dos processos de privatização. Quinze anos desde a renegociação da dívida externa do setor público. Quinze anos de maior integração financeira com o resto do mundo e desenvolvimento no mercado de capitais no Brasil. Uma década pós-saneamento do sistema bancário”.

Como foi acima citado, Pedro Malan fala de quatorze anos de inflação civilizada. Talvez tenha se esquecido que em 2002 a inflação alcançou 12,5%, o que está longe de ser uma taxa civilizada de inflação. E apontava seriamente para o descontrole quando o presidente Lula assumiu o governo. Este é o fato. O resto é amnésia cuidadosamente cultivada por certa imprensa cúmplice.

O regime de metas de inflação, criado por FHC a partir de 1.999, é engraçado. Ele estabelecia metas para um governo que, em geral, não as cumpria. Vejam o quadro abaixo:

Ano Meta Inflação (IPCA)

1999 8,0 8,9

2000 6,0 6,0

2001 4,0 7,7

2002 3,5 12,5

Como se vê, em quatro anos, a meta só foi alcançada uma vez. Nos demais anos, a inflação superou a meta, sendo que, em 2002, largamente. Não basta estabelecer metas, é preciso atingi-las, diria o Conselheiro Acácio.

O câmbio flutuante não devia ser reivindicado por nenhum membro do governo FHC, sob pena de ficar passível de ser acusado de desfaçatez. Pela boa e simples razão de que câmbio flutuante nunca foi política do governo FHC. A política daquele governo era o câmbio administrado até o limite da insensatez. O câmbio só se tornou flutuante na metade de janeiro de 1999, início do segundo mandato, depois que o Brasil quebrou. Não foi uma decisão de governo, foi uma imposição do mercado a um governo aos frangalhos. Antes, FHC já havia recebido um providencial socorro do FMI e tinha sido obrigado a demitir Gustavo Franco, do Banco Central, por excesso de zelo líbero-colonial. Em verdade, quem sabe disso é Bresser Pereira, ex-ministro de FHC, (Desenvolvimento e Crise no Brasil, Editora 34, pág. 362) que não hesitou em qualificar aquela política de populismo cambial.

A abertura comercial e o processo de privatização tampouco deviam constar de uma lista de realizações tucanas, já que a abertura comercial resultou em déficits comerciais constantes verificados de 1995 a 2000, registrando, apenas em 2001 e 2002, modestos superávits. Significativamente, a imprensa que conviveu durante cinco anos com déficits enormes, já se pinta para a guerra quando se verifica, nos dois primeiros meses deste ano, um déficit na balança comercial, ignorando que nos primeiros cinco anos do governo Lula o Brasil teve superávits comerciais expressivos que permitiram a geração de uma reserva cambial inédita e lhe assegura hoje condições de enfrentar com maior segurança as turbulências externas.

Por outro lado, se se toma em consideração que um dos objetivos das privatizações era reduzir a dívida pública, as privatizações não podem ser consideradas um sucesso. Com efeito, em janeiro de 1995, a dívida pública líquida representava 30,6% do PIB e, em dezembro de 2002, muitas privatizações depois, ela representava 55,5%. No governo FHC, a dívida pública cresceu 8,2% ao ano. Um desastre. Sob o presidente Lula, a relação dívida PIB foi reduzida para 42% e mantém trajetória declinante.

A responsabilidade fiscal não devia ser propagada em prosa e verso como suprema virtude. Ela é um dever elementar de qualquer gestor público. Nem isso tem impedido diversos entes da federação, inclusive a União sob gestão tucana, de tangenciar a bancarrota.

Aparentemente, o ex-ministro Pedro Malan atribui grande importância à renegociação da dívida externa, mas não fala sobre quantas vezes o Brasil voltou ao FMI, depois destas famosas renegociações. Realmente, o presidente Lula não renegociou dívidas. Ele se limitou a quitar os compromissos firmados por governos anteriores junto a órgãos multilaterais, no espírito da Carta aos Brasileiros. E seu governo criou uma situação tal que o Brasil (setor público e privado) deixou de ser devedor e passou a ser credor internacional. Sabemos que Pedro Malan e seus amigos em certa imprensa já condenaram o governo Lula. E sabemos também que a história, que não é feita apenas nas redações dos jornais, nem nas penas de aluguel, saberá fazer justiça ao governo do presidente Lula.

Em verdade, é possível suspeitar que Pedro Malan, como outros expoentes da direita, tenha se tornado portador de uma síndrome que antes se manifestara em Ronald Reagan e que assim foi descrita por Carl Sagan (O Mundo Assombrado pelos Demônios, Companhia das Letras, pág. 166):

“O presidente Ronald Reagan, que passou a Segunda Guerra Mundial em Hollywood, descrevia com detalhes como libertou vítimas dos campos de concentração nazistas. Vivendo no mundo do cinema, ele aparentemente confundia um filme que tinha visto com a realidade que não conhecera. Em muitas ocasiões, nas campanhas presidenciais, o sr. Reagan contou uma história épica de coragem e sacrifício da Segunda Guerra Mundial, uma inspiração para todos nós. Só que ela nunca aconteceu; era o enredo do filme A wing and a prayer (Uma asa e uma prece) – que também muito me impressionou, quando o vi com nove anos. Muitos outros exemplos desse tipo podem ser encontrados nas declarações públicas de Reagan. Não é difícil imaginar os sérios perigos públicos que nascem de ocasiões em que líderes religiosos, científicos, militares ou políticos são incapazes de distinguir os fatos da ficção vívida”.

As considerações acima alinhavadas e os números citados são irrefutáveis e deixam claro que, se tem alguém querendo adulterar a história, este alguém não está no campo do governo democrático e popular, mas no campo daqueles que, contando com a maioria dos meios de comunicação tentam desinformar e manipular a opinião pública. Até agora, sem sucesso.

*Ricardo Berzoini é presidente nacional do PT e deputado federal (SP).