Prof. Edmílson analisa a eleição 2008 em Natl

Inicio, com este artigo do BLOG do prof. EDMÍLSON LOPES, uma série de análises e opiniões sobre o processo eleitoral em nosso estado.


Domingo, 27 de Julho de 2008

Fátima Bezerra e Orestes Quércia: a semelhança é mera coincidência?

Setembro de 1986. Vivíamos as primeiras eleições livres para deputados, senadores e governadores de estado, após quase duas décadas de disputas garroteadas pelas legislações eleitorais fabricadas pela engenharia política dos Generais. Na ressaca das diretas, derrotadas por gente que hoje se distribui democraticamente por quase todos os partidos de nosso espectro político, o Colégio Eleitoral, no ano anterior, consagrara Tancredo Neves Presidente. Mas os deuses, brincalhões como sempre, tiraram a vida de Tancredo e nos empurraram Sarney, o vice, egresso da ARENA e do PDS. Naquele momento, o Plano Cruzado, intervenção macro-econômico de peso, que, dentre outras coisas, instituiu um controle de preços, traduzido popularmente nas figuras histéricas dos “fiscais do Sarney”, já começava a ruir. Mesmo assim, o PMDB, partido que encabeçara a Aliança Democrática (a conjunção de forças que levara a melhor sobre Maluf nas eleições indiretas), ainda se beneficiava dos efeitos positivos do Plano, em que pese o desabastecimento já começar a se sentir, especialmente nos setores de carnes e leite e derivados.

O PMDB ia bem em todo o país, menos em São Paulo. Na “locomotiva da federação”, o candidato peemedebistaa governador, o então Senador Orestes Quércia, via-se abandonado até mesmo pelas candidaturas ao Senado do seu partido. Mário Covas e Fernando Henrique Cardozo, os candidatos, flertavam abertamente com Antônio Ermírio de Moraes, o nome do PTB na disputa ao governo paulista. Como diria hoje a minha enteada, a candidatura de Antônio Ermírio “bombava”. Para completar, artistas renomados declaravam apoio ao mega-empresário e ninguém menos do que Roberto Carlos era o seu garoto-propaganda na TV. Quércia já era conhecido pelo seu estilo tratorista de fazer política. Entre o seu estilo, desenvolvimentista (mas também demagógico e autoritário), e aquele do então governador paulista, Franco Montoro, mais apegado à idéias que se consagrariam somente duas décadas mais tarde (racionalização e enxugamento do Estado, respeito aos direitos humanos, responsabilidade fiscal, etc.), havia uma distância quilométrica. Não era, por certo, o candidato dos sonhos daquele grupo de peemedebistas que, três anos mais tarde, criariam o PSDB. Quércia era determinado. Impusera sua candidatura. O caipira da pequena Pedregulho derrotara internamente os engalanados doutores da capital. E estes davam o troco, mesmo que de forma velada, apoiando Antônio Ermírio.

As eleições, como todos lembram, ocorreriam no dia 15 de novembro. Em setembro restavam, portanto, menos de dois meses de campanha. E o cenário para Quércia não era nada animador. Lembro-me que o peemedebista aparecia na TV, falando com aquele seu sotaque carregado, tendo como fundo uma parede de tijolos aparentes. Pois bem, refletindo o clima da campanha, um grande jornal (ou revista, não me lembro bem) publicou uma charge na qual membros do partido vinham por trás do candidato e retiravam tijolos dessa parede.

Quércia tinha pouco tempo para a virada. E ele conseguiu. Uma feliz (para ele, obviamente) conjugação de eventos contribuiu para isso. O primeiro deles foi “Suplicy ficar fora do eixo”. O candidato do PT, Eduardo Suplicy, que, no ano anterior, obtivera uma grande votação (para os modestos padrões de voto do PT na primeira metade da década de oitenta) para prefeito de São Paulo, e, indiretamente ajudara a derrotar Fernando Henrique e eleger Jânio Quadros, perdia pontos a cada pesquisa. O petista crescera até o momento em que militantes do partido, ligados ao PCBR, realizaram um tresloucado assalto a uma agência bancária em Salvador (BA). Os paulistas começaram a fugir do então marido da Marta, e, este, com muita honestidade e pouco tino político, declarou-se em “crise existencial”. Para encontrar o seu “eixo”, pegou um livro de Paulo Coelho (“O Alquimista”) e foi se refugiar em alguma tranqüila montanha do interior. Os votos petistas deslizaram para Quércia. Um outro elemento decisivo foi um debate eleitoral ocorrido na televisão. Embora não se comunicasse tão bem quanto Maluf, outro candidato ao governo, pelo então PDS, Quércia era melhor comunicador do que Ermírio de Moraes. Mas o decisivo mesmo foi que, nesse debate, Antônio Ermírio, para mostrar o seu distanciamento de Maluf (isso era fundamental para conquistar a classe média, apoiadora de Covas e FHC), afirmou que jamais procurara Maluf no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. Maluf, não sei se por coincidência, estava preparado: mostrou fotos de Antônio Ermírio em visitas ao Palácio e em animadas conversas com ele, Maluf. Quércia pegou a deixa e passou a se colocar como um “político sincero”. Tal como Suplicy, Antônio Ermírio perdeu o eixo (embora não tenha explicitado isso em público) e a sua candidatura desinflou de um dia para o outro. O terceiro fator, talvez o mais decisivo, foi a decisão política de Sarney, atendendo ao clamor do PMDB, de dar uma sobrevida ao Plano Cruzado e encenar a “prisão” de bois nos pastos para garantir o abastecimento de carne.

No início de novembro de 1986, covistas e fernandistas, resignados, voltavam ao regaço e declaravam juras de amor ao candidato do partido. Quércia disparou nas pesquisas e, no dia 15, venceu com folga a eleição. Para se vingar, mais aí já é outra história, quando no governo, tratou a pão e água a “quinta-coluna” peemedebista.

Quais as semelhanças entre Fátima Bezerra e Orestes Quércia? Vejamos. Fátima entrou em 2008 derrotada politicamente no PT. Seu agrupamento político perdera as eleições para os diretórios estadual e municipal de Natal. O grupo ligado ao Deputado Fernando Mineiro (a "Articulação") parecia, enfim, ter se livrado do convívio forçado e nada amistoso com o “pessoal da Fátima” no mesmo condomínio político (a direção do partido). E Mineiro pareceu pilotar sua nave política em céu de brigadeiro por alguns dias. Lançou-se pré-candidato e, em que pese a fragilidade estrutural do partido na capital (destroçado financeiramente), tinha alguma chance, se não de ganhar as eleições municipais, ao menos de “fazer o debate político” e deixar claro o que o PT propõe para a capital potiguar. Mas, Fátima, tal qual Quércia, sabe jogar e é persistente. Lançou um balão de ensaio, a candidatura de Vírginia Ferreira, e enquanto Mineiro se preparava para enfrentar a “novidade”, a deputada articulava, “por cima”, a união da base de apoio ao Governo Lula em torno do seu nome. O petismo, refém da balela de que as eleições municipais são decisivas para a governabilidade presidencial e para as eleições seguintes (essa proposição, lembremos, construiu em 2004 o desastre do Mensalão em 2005), deixou-se enredar pelo canto de sereia da união da base aliada. E em seu nome sacrificou tudo. Até a eleição de um representante na Câmara Municipal.

Fátima, como Quércia, foi beneficiada pelos erros de uns (a "Articulaçao" e a maioria dos petistas) e as espertezas de outros. Coloquemos entre os espertos alguns dos grandes jogadores políticos do RN neste momento (a Governadora Wilma de Faria, o Senador Garibaldi Filho e o prefeito de Natal, Carlo Eduardo Alves), os quais têm que jogar e estabelecer parcerias, mas não têm nenhuma confiança um nos outros. A candidatura de Vírginia, por exemplo, seria ideal para Carlos Eduardo, mas era inaceitável para Wilma e Garibaldi. Rogério Marinho, candidato de parte do wilmismo, era inaceitável para Carlos Eduardo. O PMDB, sem um nome forte, poderia até jogar com Micarla, mas aí não ficaria bem com o Palácio do Planalto, e Garibaldi, bom jogador que é, sabe que brigar com Lula é um desastre, especialmente tendo em vista sua ampla base de apoio no interior (que apóia Lula e, ao mesmo tempo, precisa da proximidade de um Presidente do Senado que é parceiro do presidente). Nesse quadro, Fátima surgiu como uma opção razoável. Como estão empenhados em embaralhar as cartas com vistas a 2010, os jogadores não podem se dar ao luxo de jogadas arriscadas. Precisam estar de bem com o Palácio do Planalto, e, ao mesmo tempo, não podem trabalhar com a hipótese do fortalecimento extraordinário de nenhum deles. Com a candidatura de Fátima, eles nem perdem e nem ganham. E, sejamos sinceros, Fátima sendo eleita ou não.

Espertos, os jogadores fizeram o acordo e ficaram esperando para vê no que ia dar. Na esperteza, foram arrogantes. Deixaram de fora nada menos do que o Presidente da Assembléia Legislativa, o deputado Robinson Faria, e João Maia, deputado federal do PR, que conta com uma base política em franco crescimento no interior do estado. E estes decidiram não vir a reboque. O que fazer? Na última hora, encontraram uma solução: Fátima abdicar da postulação em nome de João Maia. Mas aí já era tarde! Estávamos no último dia para as convenções partidárias, e o PT não aceitou mais essa re-arrumação. Fátima teve sangue-frio, manteve-se firme e pagou pra ver. Os outros recuaram e a sua candidatura foi confirmada.

Fátima fez o estilo Geraldo Alkimim (eis aí outro paulista do interior a destronar a finesse paulistana): atropelou internamente os adversários e se impôs aos aliados. Mineiro, Rogério Marinho, Virginia e João Maia foram jogados de escanteio para que ela pudesse ser A CANDIDATA. “Jogou bem”, dizem-me, com indisfarçável orgulho, alguns amigos petistas. Pode até ser. Mas qual o preço que o PT pagará pela candidatura de Fátima? O partido teve que fechar uma aliança para a Câmara Municipal com o PMDB e o PSB. O que isso significa? Nunca nenhum candidato a vereador do PT ultrapassou os seis mil votos em Natal. Ora, esse é o número de votos alcançados pelos eleitos em último lugar nos dois partidos aliados. Assim, para garantir a candidatura de Fátima, o PT teve de entregar o seu histórico e cobiçado voto de legenda para ajudar, dentre outros, candidatos apanhados pela chamada “Operação Impacto”. Teve mais: o PT aceitou o veto imposto por neo-aliados à aliança com o partido de Osório Jácome, vereador que tem tido uma atuação destacada e pontuada pela proposição de debates públicos substantivos. Osório, representante dos evangélicos progressistas, esperou até o último momento por uma aliança com o PT. Excluído, restou-lhe buscar espaço junto à coligação de Wolber Júnior.

Fátima está, neste final de julho, como Quércia estava em setembro de 1986. Com um diferencial positivo: não se conhece (pelo menos até agora!) um petismo quinta-coluna. Mineiro não se comportou como Covas e FHC em 1986. É um homem de partido (ainda existem esses, acredite!). Engoliu em seco a derrota e dedica-se à defesa da candidatura de Fátima com o ardor de um cristão-novo. Nos últimos dias, tal qual o César Maia nas últimas eleições presidenciais, faz cálculos criativos com base em pesquisas eleitorais francamente desfavoráveis para a sua candidata para mostrar à “militância” (sobre a existência dessa “entidade”, sim, tenho dúvidas) que é “possível uma virada”.

Com o que conta, então, a deputada petista para construir a sua virada? Com um “fato novo” em um debate? Micarla, a sua principal adversária e líder disparada nas pesquisas eleitorais no momento, é uma incógnita nesse quesito. À parte isso, o fato é que os próprios debates não têm o mesmo peso político das décadas anteriores. Com a popularidade e o apoio de Lula? As eleições municipais são sempre menos nacionais do que desejam os petistas. A “transferência de votos” do presidente deve ser, portanto, relativizada. Com o tempo na televisão? Fátima terá um horário eleitoral esticado (cerca de dez minutos, três a mais do que Micarla), mas tempo de sobra na TV nem sempre é um fator positivo. Nas eleições presidenciais de 1989, para tomar um exemplo, Aureliano Chaves, do PFL (atual DEM), dispunha do maior tempo no horário eleitoral. Abertas as urnas, tirou menos de dois por cento dos votos e ficou bem atrás de um candidato cujo tempo de TV era suficiente apenas para a verberação de um bordão: “meu nome é Enéas!”.

Por outro lado, a alta “taxa de alheamento do processo eleitoral” (em Natal quase 50% dos eleitores ainda não decidiram em quem votar nas próximas eleições) possibilita a emergência de cenários imprevisíveis. Mas, quem pode contar com o imponderável? Nas últimas eleições para prefeito na capital potiguar, um candidato que propunha a “construção de uma ponte ligando Natal a Ilha de Fernando de Noronha” (sic) obteve 20% dos votos. Os chamados “cacarecos” assomam sempre nesses momentos de indefinições.

Fátima, como Quércia, é persistente. E esse é um traço importante para quem se dispõe a jogar o jogo pesado das disputas eleitorais no Brasil. A sua candidatura atropelou muita gente e isso cria ressentimentos. Mas, como sabemos de há muito, os ressentimentos em política são facilmente superados com a perspectiva de proximidade com o poder. Até o final de agosto, Fátima precisa crescer nas pesquisas para, como Quércia no início de novembro de 1986, começar a contar com o retorno dos descontentes. Só assim poderá criar condições para vencer a disputa.

Bolsa Família

Para além - muito além - de dar o peixe

O programa Bolsa Família - carro chefe da política de inclusão social do governo Lula - irá capacitar 185 mil beneficiários. Em 12 regiões metropolitanas do país, o projeto terá início se dedicando à capacitação para a área da construção civil, que vem tendo um excepcional crescimento nos últimos anos.

A iniciativa vem se somar às preocupações do governo em fazer de seus programas sociais meios de inclusão - ultrapassando os limites crassos do assistencialismo tradiconal.

Segundo a diretora de Gestão do Bolsa Família, Camile Mesquita, a idéia é, depois da capacitação de aproximadamente 200 horas, contratar os beneficiários para trabalhar nas obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

"Desde o início do Programa [Bolsa Família] a gente tem buscado trabalhar com a articulação de outras políticas públicas para desenvolver capacidades de beneficiários do Programa".

A diretora afirmou que essa é a primeira ação de maior escala, mas o programa tem outras iniciativas, como a ampliação de escolaridade dos beneficiários, por meio de uma articulação com o Brasil Alfabetizado, ações de microcrédito e de inclusão bancária.

"Com isso, o Programa passa a atuar de forma também importante, na redução das desigualdades sociais, levando oportunidades para todas essas famílias que são mais vulnerabilizadas e mais pobres".

Lusofonia

Avança unificação da língua portuguesa

O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse hoje (25), em Lisboa (Portugal), que o governo está trabalhando um cronograma de execução do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa e que o decreto sobre a unificação pode ser colocado em consulta pública no Brasil dentro de um mês. A expectativa do ministro é de que esse processo de unificação possa ser concluído no país até 2011.

“Estamos num cronograma bastante antecipado junto ao Itamaraty e ao Ministério da Cultura para que o decreto presidencial - ou a minuta - possa ser colocado em consulta pública, o que poderia acontecer em cerca de 30 dias. Pretendemos publicar esse decreto [sobre o cronograma de implantação do acordo] no Diário Oficial nos próximos meses, talvez ainda em setembro ou outubro”, afirmou o ministro, que participa hoje, juntamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da 7ª Conferência de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), realizada no Centro Cultural do Belém, em Lisboa.

Haddad defendeu a unificação ortográfica, que facilitaria a comunicação entre os países que falam português. A unificação da língua portuguesa é um dos temas em debate durante a conferência de hoje. “Imagine a dificuldade, nos organismos internacionais, de tradução de documentos e a dificuldade em fazer com que a língua seja aceita como língua oficial de organismos multilaterais”, disse.

A nova ortografia deve começar a ser implantada nos livros didáticos brasileiros em um ano e até 2011 a expectativa é de que todos os livros já estejam adotando as mudanças.

De acordo com o ministro, a ortografia deve mudar muito pouco e a adaptação às mudanças, tanto no Brasil quanto em Portugal, “deve ser relativamente simples”.

Economia

Desenvolvidos dão pouco e querem tudo O comércio mundial não é simples e é vital...

O comércio mundial não é simples e é vital para a sobrevida do mundo e do capitalismo. A China por exemplo tem um superávit comercial de US$ 262 bi. Isso mesmo que você leu! E mais: reservas de mais de US$ 1 trilhão. Já os Estados Unidos tem um déficit de US$ 250 bilhões, mas tem o dólar. Controlam a moeda do mundo, porque desvalorizam-no, e não tem pior barreira protecionista que essa. Contra ela não vale nenhuma das regras das Organização Mundial de Comércio (OMC) e nenhum tratado.


Fora o fato de que pode ser emitida e valorizada ou desvalorizada, e assim determinar a vida das demais moedas, e os ciclos econômicos dos outros países. Esse é o poder real americano. Pior, os EUA não cumprem as decisões que eles mesmoS assinam e muitas vezes patrocinam.


Só o Brasil tem 80 demandas contra violações de acordos da OMC por aquele país. Agora, na Rodada Doha, para baixar seus subsídios para US$ 15 bilhões anuais - mas sem especificar em que setores e produtos, o que lhes permitirá manipulá-los a seu bel prazer - querem arrrancar uma moratória, ou imunidade, da parte dos países em desenvolvimento. Estes, se a concederem, não poderão mais abrir painéis contra leis americanas que violam os acordos da OMC.


Governo e comércio nossos, boa posição em Doha


Para reduzir o protecionismo agrícola e os subsídios bilionários que dão junto com a Europa, os EUA querem mais abertura industrial e nos serviços e mais compras governamentais. Não bastou e não basta a devastadora abertura que nos impuseram com o beneplácito de governos como os de FHC, nos anos do neoliberalismo.


Eles não abrem seus mercados, protegem a ferro e fogo suas economias, financiam suas empresas exportadoras, dão subsídios e créditos fartos e baratos, financiam as exportações com juros subsidiados, e ainda querem mais o acesso aos nossos mercados industriais, que competem com todas essas vantagens que eles dão à suas indústrias.

O Brasil está se transformando num exportador de capitais, tecnológia e serviços, e evidentemente não pode aceitar semelhante proposta. Deve negociar até o limite, mas defender nossa indústria, que alias é também multinacional - nossa e deles. Nessa Rodada Doha, felizmente essa é a posição de nosso governo e de nossa indústria.

colaboração de Zé Dirceu


geração de empregos

Saldo de junho é 300 mil novos empregos!

Mais uma marca quebrada pelo governo petista de Lula: em junho, foi registrada a criação de 309.442 postos de trabalho com carteira assinada, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). É o maior índice desde 2003, quando os atuais parâmetros de medição foram adotados, mas provavelmente não se via algo desse porte há algumas décadas. O saldo de empregos em junho foi 48,85% maior do que o recorde obtido anteriormente para o mesmo mês, verificado em 2004 com 207.895 postos.

O ministro Carlos Lupi subiu a previsão de geração de empregos para 2008 de 1,8 milhão para 2 milhões. No acumulado do ano, o Caged soma 1.361.388 empregos. O número é 24,47% superior ao recorde anterior, que era de 2007 (1.095.503 postos de trabalho). Ele declarou que o “recorde é explicado por vários fatores. Primeiro porque o Brasil é um celeiro de produção agrícola no mundo. Quando você tem algum efeito da inflação no aumento dos papéis do setor agrícola, você também tem aumento da lucratividade porque nós somos um grande exportador desses mesmos papéis”, analisou .

Os resultados da economia têm demonstrado a eficiência e o acerto da política econômica do governo federal. Tendo em vista que os empregos gerados em grande parte são ligados direata ou indiretamente às obras do PAC, a perspectiva é que gerem um ciclo virtuoso, abrindo bases para o fortalecimento da indústria e aquecendo o mercado consumidor e de quebra alcançando um controle inflacionário invejável por grande parte das nações de economia consolidada.

Eleições municipais

GTE nacional lança sítio para instrumentalizar candidatos petistas



O Grupo de Trabalhos Eleitorais da direção nacional do PT acaba de publicar seu sítio para as eleições de 2008. Nele, nossos candidatos poderão obter orientações nas mais diversas áreas, desde a ontagem de programas de governos até à confecção dos materias de campanha.

As músicas jingle tradicionais de nosso partidos, a estrela vermelha e outras marcas e instrumentos - como orientações jurídicas etc - estarão disponíveis para os companheiros que estiverem cadastrados na comunidade do PT.

Em nosso blogue também estaremos disponibilizando documentos, orientação e materiais específicos para a campanha dos companheiros no Rio Grande do Norte. Também realizaremos uma série de análises e reflexões acerca da realidade de nosso estado e do quadro conjuntural em que se dá a disputa que culmina no próximo dia 5 de outubro.

Cada vez mais a internet vem servindo como instrumento de organização e orientação para a luta política. Nosso blogue está se somando nessa empreitada, fortalecendo os caminhos que levam ao novo, fortalecendo a rede. Participe deixando seus comentários e avivando o debate.

PT em alta

Dados da Pesquisa Vox Populi apontam o alto nível de satisfação dos brasileiros com o governo petista e ainda confirmam o PT como partido mais popular do país. Alguns dados:

  • 67% dos brasileiros estão satisfeitos com o Brasil.
  • 63% acham que o país melhorou nos últimos dois anos.
  • 58% acham que o Brasil vai melhorar ainda mais nos próximos dois anos.
  • O PT tem 25% da preferência partidária, seguido do PMDB com 7%,PSDB com 6% e do DEM com 2%.
  • O PT é o partido mais lembrado por 36% do eleitorado.
  • Para 63% do eleitorado, o PT ajuda o Brasil a crescer.
  • O PT é considerado um partido de esquerda.
  • 47% da população é favorável à fidelidade partidária e considera que o mandato pertence ao partido pelo qual o político se elegeu.
  • 84% avalia positivamente o desempenho do presidente Lula.
  • Para 34%, a principal realização do governo Lula é a implantação de programas sociais e para 20% é a política econômica. Destaque para o Programa Bolsa Família citado por 27% dos entrevistados.
  • Esses são alguns dos dados revelados pela pesquisa de opinião realizada pelo PT, através do Instituto Vox Populi, em todo o território nacional.
  • Para ver a pesquisa clique aqui.
mais, aqui