convenção do PT

Nosso amigo Gilberto, vice-diretor regional do Correios prestigia a convenção

Partidos da base aliada marcaram presença com militantes, tendas e muita animação

Teve até a tradicional lojinha com materiais do PT


Convenção do PT em Natal foi em clima de vitória, nem a febre alta nos impediu de comparecer

militância dos partidos saúda Fátima e lideranças da base como Henrique, Garibaldi e Vilma

Araújo e Vilma, companheiros que concorrem à Câmara Municipal



PT Natal

Convenção municipal e concentração no Palácio dos Esportes, sábado a partir das 9h. Faça parte desta história, compareça!


economia

Só crescer não basta, sabemos disso e fazemos a diferença

Entre o quarto trimestre de 2002 e o primeiro de 2008, a desigualdade de renda no Brasil diminui 7%; o período coincidi quase inteiramente com o do governo petista de Luís Inácio Lula da Silva. O estudo que traz à luz estes dados foi realizado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e divulgado ainda hoje. Neste ano, os investimentos externos diretos líquidos no país totalizaram US$ 1,313 bilhão em maio, tendo um crescimento de 33%.

A conjunção destes dois fatores – desenvolvimento econômico e redução das desigualdades sociais – é a simples receita do sucesso do governo Lula; receita simples que, no entanto, é de difícil preparo. O PAC – Programa de Aceleração do Crescimento – cumpre um duplo papel nesse projeto: injeta bilhões no mercado, movimentando a economia e gerando empregos e ainda aumenta a capacidade produtiva do país.

Outro fator de destaque é a resistência que a economia brasileira vem demonstrando frente à alta mundial dos preços. Conter a inflação é uma necessidade de nosso país, sobretudo dos trabalhadores que recebem os menores salários e o governo sabe disso. A diferença é que desta vez a doença é enfrentada sem que o paciente precise morrer; protege-se a economia brasileira da escalada inflacionária sem condená-la à estagnação. A diferença está no projeto e na atitude. O governo do PT faz toda a diferença.

Um caso para estudo

Dois eventos midiáticos na que todos tivemos o desprazer de tomar ciência não apenas valem nota como são exemplares do desprezo da grande mídia pela democracia e pela informação isenta e responsável. Primeiro, a rede Globo tendo que dar alguma satisfação sobre um ato que fechou as ruas de Porto Alegre, mobilizando milhares de gaúchos, anunciou os protestos contra Yeda Crusius como se fossem protestos contra o aumento dos preços; tudo isso no Jornal Nacional. Um caso ainda mais grotesco que este foi o do Jornal do Brasil que fez a seguinte chamada Corrupção abala governo do PT. Agora façam o favor, cliquem aqui e vejam como a tentativa desesperada de macular o PT parece não ter limites éticos. Absolutamente exemplar da postura “independente e responsável” da grande imprensa nacional. Diante dos números incontestáveis do governo Lula, parece só ter restado à imprensa conservadora que resiste em evoluir o pleno desespero e a mais pura manipulação dos fatos.

Mineiro: EU TAMBÉM SOU CONTRA O ACORDÃO

11.06.2008

Eu também sou contra acordão

Fernando Mineiro *

A manchete do jornal grita, em plena tarde nublada: “52,3% dos natalenses rejeita o acordão PT/PSB/PMDB”. Eu fico pensando que seria 52,65%, se tivessem me entrevistado. Explico: o percentual (na verdade 52,5% e não 52,3%) refere-se aos 420 entrevistados, de um total de 800, que “rejeitam o acordão em torno da candidatura de Fátima Bezerra”. Se entrevistado, então seriam 421 (e não mais 52,5%, mas 52,65%!), pois eu, também, sou contra acordão.

Tenho certeza que muito mais gente responderia “não” se perguntado sobre o mesmo assunto. Pelo simples fato de que “acordão”, em política, tem significado marcadamente negativo e, com toda razão, tende a ser rejeitado por grande parte da sociedade.

Não é preciso ser especialista em pesquisas de opinião para saber que a forma como uma pergunta é feita, induz o entrevistado a dar uma determinada resposta.

E foi isso o que aconteceu na citada pesquisa, e está acontecendo em boa parte das matérias em jornais e blogs que tratam do processo eleitoral em Natal. Desde o dia 3 de maio passado, quando foi anunciada uma ampla coalizão partidária em torno da candidatura de Fátima Bezerra a Prefeita, tenta-se desqualificar e diminuir esta aliança, carimbando-a como um “acordão”.

Fosse outra pessoa, de outro partido, que tivesse conseguido a façanha de unir tantas lideranças em torno de seu nome e projeto, certamente estaria sendo agora enaltecida como uma grande articuladora, preparada, madura e apta a galgar os mais altos postos da política local. Não faltaria quem não lhe atribuísse rasgos de genialidade política, pela capacidade unificadora.

Mas a capacidade de unificar tantos interesses políticos contrários (atributo de lideranças) não pode ser concedida a Fátima, ou mesmo, ouso dizer, a qualquer outro nome do PT ou que tenha origem nas lutas dos setores historicamente excluídos da chamada grande política local. De certa forma, não se lhe perdoa o fato de ter chegado onde chegou “sem pedir licença”, rompendo com o isolamento histórico da esquerda e vinculando outras forças políticas de origens tradicionais a um projeto progressista.

Engana-se quem debita a rejeição ao nome de Fátima apenas a ela própria ou aos erros e litígios partidários específicos de todo esse processo. A rejeição se nutre, sobretudo, de fortes preconceitos, em suas mais variadas formas, contra os sujeitos políticos nascidos longe do “berço dos escolhidos”.

São esses preconceitos, mal disfarçados, que dão guarida aos reais motivos de ferrenha oposição à aliança formada, e que se tornarão mais explícitos quando do acirramento da disputa eleitoral.

Vive-se, em nossa cidade, uma sutil disputa política direcionada aos que temos acesso às opiniões publicadas, com um claro objetivo: apequenar e desmobilizar a força transformadora da aliança em torno do nome de Fátima Bezerra, que teve a capacidade histórica de ser o consenso possível entre as principais lideranças dos partidos da base de apoio do Presidente Lula em nossa cidade.

Mas isso é só o começo, e não é gratuito. A candidatura de Fátima mobiliza contra si setores que têm interesses e concepções contrariados. Afinal, a eleição de Fátima prefeita de Natal carrega profundos significados político-culturais, com fortes impactos na dinâmica política e administrativa locais.

Fátima, prefeita, é a vitória da consolidação e do aprofundamento da resistência da cidade contra os processos urbanos predatórios, por exemplo, e a afirmação dos caminhos do desenvolvimento sustentável.

Fátima, prefeita, é uma aposta nas mudanças de métodos de gestão pública, na perspectiva do exercício do controle social sobre as ações governamentais.

Fátima, prefeita, é o fortalecimento do processo do planejamento e participação social como marcas orientadoras da sua administração.

Fátima, prefeita, é, sobretudo, a vitória política de toda uma geração de militantes sociais que romperam barreiras, conquistaram espaços políticos e construíram caminhos da cidadania em nossa cidade.

Estamos, pois, diante de grandes e profundas disputas de caráter político-cultural. Se algum “acordão” há, é para a desqualificação da aliança dos partidos da base de sustentação do Presidente Lula; o acordão de quem tem interesses, desejos e concepções contrariados.

O significado e o entendimento, por parte da sociedade, da ampla aliança em torno do nome de Fátima Bezerra é um processo em aberto, em franca e permanente disputa.

E, aqui, cabe registrar o óbvio: o resultado final depende do envolvimento e capacidade de mobilização e convencimento de cada um de nós.

* Militante do PT/Natal

Economia segue crescendo; Lula analisa bom momento duradouro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira (16) que o crescimento de 5,8% do Produto Interno Bruto (PIB) significa que a economia do país está no caminho certo, mas que o ritmo de crescimento alcançado deve acompanhar “com clareza” a demanda interna.

“Se a gente continuar consumindo mais do que a gente produz, o resultado é que a gente tenha inflação”, disse, em seu programa semanal Café com o presidente.

Lula lembrou que o fortalecimento da economia é importante para uma maior oferta de emprego, para o aumento de salários e, conseqüentemente, da renda familiar. Segundo ele, números “mais equilibrados” também colaboram para o combate à inflação.

“Vamos continuar nesse ritmo para que haja aumento do PIB sem oferecer risco à demanda interna do país. Precisamos crescer com muita responsabilidade e sem nenhum sobressalto.”

Outro resultado destacado pelo presidente é o maior crescimento dos investimentos quando comparado ao crescimento do consumo. Para ele, o país vive “um bom momento”, com destaque para a expansão dos negócios e para a confiança de empresários.

“Há novas fábricas sendo criadas, mais máquinas sendo instaladas, mais produção sendo gestada. E tudo isso tende a permitir um equilíbrio sustentável entre a nossa demanda e a nossa oferta.”
Educação básica

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também disse durante o programa que os números referentes ao Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) – divulgados na semana passada – devem ser comemorados “com cautela” e que o país precisa “trabalhar muito” para superá-los.

Lula lembrou que houve crescimento do Ideb, entre 2005 e 2007, em todas as etapas da aprendizagem. Para ele, o resultado representa uma melhora na qualidade do ensino oferecido pela rede pública, mas demonstra que o caminho para se chegar ao patamar de países desenvolvidos ainda é “muito longo”.

“Podemos até estar felizes, porque melhorou um pouco. Mas temos que trabalhar muito para que a gente possa melhorar a educação básica no nosso país.”

O presidente destacou ainda que, em breve, serão divulgados os índices de desenvolvimento por escola, o que vai exigir a participação de prefeitos, governadores, pais e alunos no acompanhamento e na detecção de problemas no ensino público brasileiro.

da AB

A favor do Brasil, por Zé Dirceu

Publico o artigo de Zé Dirceu, veiculado originalmente no Jornal do Brasil, ontem.

A negociação em torno do projeto de lei nº 29, que unifica a legislação que trata da TV paga no Brasil, abre esse mercado à participação das teles e cria mecanismos de incentivo ao conteúdo nacional, mostra a importância de o país começar a construir um modelo de comunicação eletrônica de massa que tenha por objetivo a democratização dos meios de comunicação. Não é admissível que um país do tamanho do Brasil, com a sua economia e diversidade regional, seja dominado, nessa área, basicamente por um único grupo econômico.

A oposição sistemática dos representantes das Organizações Globo – nesse mercado, controlam a Globosat, programadora e produtora, e a Net, operadora de TV paga – durante o processo de negociação, mostram que construiu-se um modelo nocivo ao país. O poder da Globo sobre esse mercado é tanto, e também sobre os políticos, devido à posição quase hegemônica do seu canal de TV aberta, que seus representantes se sentiram à vontade para fechar um acordo com o relator do projeto, deputado Jorge Bittar (PT/RJ), e outros representantes da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, e depois voltarem atrás.

Se aprovado – a expectativa é de que fosse votado esta semana na Comissão --, o PL 29 abre uma cunha no atual monopólio da TV paga, onde Net (Globo e Telmex) e Sky (Murdoch e Globo) dominam 78% do mercado e determinam o que vai ser distribuído. Recentemente, a Sky tirou de sua grade, ou seja, tirou do ar, o programa MTV, da Canais Abril, sob alegações que a empresa contesta. A novidade do PL 29 é que obriga, em cada pacote ofertado ao cliente, que 25% dos canais sejam de programadores nacionais e um terço deles independentes do dominante. E este é justamente um dos pontos que a Globo não aceita. Sem isso (produtoras de conteúdo como a Bandeirantes e a Abril defendem percentual superior de participação dos canais independentes nos pacotes), não se muda o status quo. Outro ponto relevante do PL 29 é que cria um ambiente de estímulo ao conteúdo nacional. Além da cota obrigatória da grade para o conteúdo nacional, cria um fundo de fomento à produção nacional de audiovisual, a ser constituído com parte dos recursos hoje arrecadados para o Fistel, o Fundo de Fiscalização das Telecomunicações.

Segundo o relator, serão cerca de R$ 600 milhões ao ano. Mas tão importante quanto o estímulo à produção de conteúdo nacional é a abertura de novas redes para a sua distribuição. A possibilidade de as teles participarem desse mercado vai lhe dar escala e permitir à TV paga chegar à classe C e à parte da D. Esse é o mercado que vão ter que perseguir, já que a classe A e parte significativa da B já estão atendidas. Tanto que os planos de negócios estimam que a base de assinantes da TV paga, hoje limitada aos 5,5 milhões em função dos preços altos, quadruplique em cinco anos.

Para os milhares de produtores independentes e para as grandes produtoras que não têm rede própria de distribuição, de nada adianta a entrada de novas redes, sem regras claras para garantir espaço e estímulo ao conteúdo nacional. Porque, se isso acontecer, em vez de se ampliar o espaço para os independentes, vai crescer o monopólio da programadora Globosat que, ao deter os direitos dos principais canais de esporte – em qualquer país do mundo, o carro-chefe da programação –, consegue controlar a montagem da grade. E suas condições contratuais são tidas como draconianas em relação aos concorrentes: para levar seus canais, não se pode levar alguns outros concorrentes.

Diante desse cenário, é fundamental que o PT, os partidos de esquerda e demais partidos da base aliada apóiem a aprovação do PL 29. Até porque se trata de um projeto de lei a favor do Brasil e não contra a Globo, já que ela manterá seu espaço de mercado. Ceder à posição da Globo à cota de canais independentes nos pacotes da TV paga é impedir o acesso à diversidade de conteúdo nacional e restringir o crescimento dessa indústria. É hora de ter coragem e dar uma basta a esse monopólio.

Os ventos do norte - Obama amplia vantagem sobre McCain

Vantagem de Barack agora é de 6 pontos sobre o republicano McCain

Garantida a indicação democrata, Barack Obama agora enfrenta o desafio de superar nas urnas – em novembro próximo – seu rival John McCain, candidato republicano à presidência dos EUA. E começou muito bem. Após a confirmação de sua vitória e posterior “desistência” de Hillary Clinton, a candidatura de Obama ganhou novo fôlego, enterrando definitivamente a crise envolvendo um pastor de sua igreja, que lhe causou complicações relevantes nas prévias. Agora, confirmado e com o bloco na rua, Obama já amplia sua vantagem sobre o rival republicano para 6 pontos percentuais.

Os dados são da recente pesquisa da rede televisão NBC News e do jornal "Wall Street Journal" que apontam o democrata com 47% das intenções de voto, contra 41% de seu oponente. Com a conquista de expressiva maioria, a candidatura de Obama abre caminho para a unificação do Partido Democrata e sua vitória na eleição que se aproxima.

Brasil cresce, e cresce muito

PIB no 1º trimestre cresce 5,8% em relação ao mesmo período no ano anterior

Há pouco, o IBGE divulgou dados relativos ao desempenho da economia brasileira no 1º trimestre de 2008. Os resultados são animadores. Resultado de uma política de forte presença do estado no fomento do desenvolvimento econômico, alavancado de forma inédita pelos programas sociais exitosos que estão em execução, o crescimento da economia brasileira dá sinais de vigor e longevidade.

Na indústria, o crescimento foi de 6,9% distribuídos entre todos os segmentos, da indústria de base à produção de bens de consumo. A conjunção de fatores que engendram estes resultados positivos parte da ação do governo federal no sentido de impulsionar a economia. Contrariando o desejo conservador de que se corte gastos do estado, o governo Lula segue investindo cada vez mais. Só nos últimos 5 anos, foram 20 milhões de brasileiros que saíram da miséria e reforçaram o crescente mercado consumidor do pais.

A economia cresce, a distribuição de renda avança e mesmo diante de uma escalada mundial dos preços de alimentos a inflação se mantém sob controle. Há algo muito importante acontecendo no Brasil: a construção de uma alternativa viável ao neoliberalismo. Com seus índices econômicos e sociais, o governo petista vai dando mostras de que outro mundo não apenas é possível, como está em vias de edificação.

Os ventos do norte - começa a coalisão democrata

Barack Obama realizou sua primeira reunião com a senadora Hillary Clinton após sua consagração com o fim das prévias. O encontro foi na quinta-feira, em Washington.

O diretor de comunicações da campanha de Obama, Robert Gibbs, disse que a reunião teve como objetivo discutir "a união partidária e das duas campanhas".

A imprensa tem especulado sobre a possibilidade de o senador oferecer a vaga de vice-presidente em sua chapa à rival democrata, com quem travou uma disputa na qual a oponente não se dedicou a manter o bom nível.

No mesmo dia, Hillary enviou um e-mail a seus correligionários dizendo que realizará um evento em Washington no sábado no qual irá agradecer o apoio dado por seus simpatizantes e onde irá anunciar ''um forte apoio'' ao senador Obama e defender a necessidade de o partido se unir em torno do nome dele. Contudo, muitos apoiadores do senador iniciaram campanhas hostis a Clinton, cujo objetivo é impedir que ela seja indica vice na chapa de Barack.

A postulante derrotada tem negado o desejo de ser vice, mas tem dito que se convidada pelo vencedor... O orgulho ofusca a visão da senadora de Nova Iorque, mas não tem impedido Obama de agir com maturidade, abrindo caminhos para a tão desejada vitóriaem novembro. Bons ventos sopram.

Os ventos do norte – Hillary - sem opção - diz apoiar Obama

A senadora Hillary Clinton vai abandonar a corrida para se tornar a candidata do Partido Democrata à presidência dos Estados Unidos no sábado e anunciar seu apoio ao rival Barack Obama, segundo informações de seu comitê de campanha.

Depois das últimas primárias do partido na terça-feira, Obama conquistou o apoio de delegados suficientes para garantir a nomeação.

Hillary ainda não admitiu a derrota publicamente, mas o fará no sábado, “e expressará seu apoio a Obama”.

O senador já nomeou um painel de notáveis para ajudá-lo a escolher seu companheiro de chapa, depois de ter se declarado o indicado do Partido Democrata para concorrer à presidência dos Estados Unidos.

As informações de que Hillary está pronta para abandonar a campanha foram divulgadas depois de teleconferência com importantes congressistas do Partido Democrata.

Em um evento do Partido Democrata em Washington, no sábado, a senadora também vai “expressar seu apoio… a unidade partidária”, disse seu diretor de comunicações, Howard Wolfson.

Segundo a correspondente da BBC em Washington Jane O’Brien, enquanto Obama anunciava sua vitória, na terça-feira à noite, Hillary surpreendeu até seus correligionários ao fazer um discurso em que não dava nenhuma pista de que estava prestes a desistir.

Painel

Obama deverá ser o primeiro candidato negro de um dos principais partidos americanos à presidência dos Estados Unidos.

O painel escolhido por ele para ajudá-lo a selecionar seu candidato a vice inclui Caroline Kennedy, filha do presidente John Kennedy, o ex-procurador geral Eric Holder e Jim Johnson.

“O senador Obama está feliz de ter três talentosos e dedicados indivíduos administrando este rigoroso processo”, disse Bill Burton, um de seus porta-vozes.

“Ele vai trabalhar proximamente com eles nas próximas semanas mas será sua, e somente sua, a decisão final.”

Mais cedo, Obama voltou a elogiar a rival Hillary Clinton e deu a entender que ela teria um papel em um possível futuro governo dele.

Hillary disse no início da semana que estaria “aberta” à idéia de ser a companheira de chapa do senador.

Se referindo a uma rápida conversa que teve com Hillary, Obama disse: “Estou bastante confiante sobre como vamos conseguir unir o partido”.

O candidato do Partido Republicano, John McCain, desafiou Obama a participar de debates em 10 reuniões antes da convenção do Partido Democrata em agosto, e a equipe do candidato disse que está estudando a proposta.
do portal da BBC Brasil

Os ventos do norte – fim das prévias

Hoje são realizadas as prévias do Partido Democrata para a eleição presidencial nos estados de Dakota do Sul e Montana. Juntos, eles elegem apenas 31 delegados e pouca diferença farão no cômputo geral, que já dá como segura a vitória de Barack Obama.

Contudo, as prévias de hoje têm importância no processo sucessório, pois encerram o que pode ser o momento mais crítico da campanha democrata que consiste exatamente no desgaste da candidatura de Obama pela insistência e pelos métodos hostis de rival Clinton. O provável candidato democrata já declarou que pretende se encontrar com a ex-primeira-dama assim a “poeira baixe”. Na cabeça de Obama é hora de unir os democratas para vencer as eleições em novembro.

Por essa postura que vem mantendo ao longo de toda campanha, o candidato democrata que virou ícone de esperança em nossos tempos chega à campanha pela Casa Branca com grandes vantagens. Primeiro, por não ter baixado o nível, está em melhores condições de receber o apoio de Clinton, a quem não fez ataques grosseiros nem agrediu. Segundo, por não ter usado dos expedientes comuns nas demais candidaturas norte-americanas das últimas décadas e ainda ter vencido, manteve-se como representante legítimo do novo, ganhou autoridade para unir seu partido e derrotar McCain numa campanha politizada e de bom nível.

O mais importante - a meu ver – é que persistindo em sua conduta Obama terá condições de estabelecer um a nova agenda para o governo dos EUA, pois vencerá as eleições sem transigir de seus valores e princípios. A vitória deste norte-americano negro democrata que defende a tolerância mútua poderá representar bom ventos para todo o mundo.