Os ventos do norte – começa a batalha final

Barack Obama deu início hoje à sua campanha para a presidência norte-americana, assumindo-se pela primeira vez como candidato do Partido Democrata, em carta aos apoiadores de sua candidatura. Na mensagem ele declarou – em tom seguro – que a partir de terça os democratas saberão quem é seu candidato e que agora é hora de enfrentar John McCain.

Terça-feira próxima, encerram as primárias que elegem os delegados à convenção nacional democrata. Obama tem estimados 198 delegados de vantagem sobre Hillary; só lhe falta mais 47 delegados para que atinja a marca de 2.026, que garante sua vitória. No entanto, Clinton permanece em sua atitude de não reconhecer a derrota. O papel da ex-primeira-dama nestas prévias tem contribuído para o fortalecimento do candidato republicano, que entra na campanha com grandes desvantagens, carregando nas costas a péssima avaliação do governo de Bush 2º; apoiadores da senadora chegam a declaram voto em McCain, sendo confirmada a indicação de Obama.

Esses movimentos e o jogo da dinastia Clinton mostram o quanto incomoda a possibilidade de vitória de Barack Obama. Quanto mais as dinastias norte-americanas o combatem, maior se prova o valor de Obama, representante de uma esperança mundial no avanço da paz, da tolerância e da democcracia.

A necessária Reforma Política no Brasil

O debate ético está no centro da política nacional há anos. Contudo, pela forma com que é tratado por setores da grande mídia, comumente ele não passa da retórica à ação, limitando-se ao papel de munição contra eventuais adversários.

Devemos valorizar a grande atenção que o governo Lula tem dispensado à transparência da administração pública. Afinal, nunca se viu tamanha abertura e dedicação tão intensa na apuração dos fatos e na divulgação dos mesmos. Diversas CPIs foram abertas, inclusive algumas – as motivadas – com apoio do próprio governo. Essa ação positiva do governo federal no sentido de que se investigue e apure as denúncias é inédita na história de nosso país. Mas quando o governo tenta dar passos ainda mais expressivos esbarra na oposição dos conservadores, muito ligados aos métodos coloniais de política.

O grande passo que acena o governo – passo que poria o combate à corrupção e a defesa da democracia em novos patamares – é Reforma Política. O financiamento privado das campanhas eleitorais é uma mazela que descamba na corrupção e na promiscuidade entre o público e o privado; o troca-troca de partidos, descaracterizando-os e relegando a política programática ao papel de coadjuvante da pragmática; esses são equívocos de nossa democracia que devem ser corrigidos.

Em nosso 3º Congresso Nacional, decidimos que o PT lutaria pela realização de uma constituinte exclusiva para a realização da tão necessária e salutar Reforma Política. A partir da próxima semana, a Secretaria Nacional de Mobilização do PT estará disponibilizando para todos os municípios as folhas do abaixo-assinado pela realização de um plebiscito pró-constituinte. É a hora de novamente fazermos a diferença e realizarmos o verdadeiro e significativo combate à corrupção, atacando-a em suas raízes. Nossa ética se constrói com participação popular e democracia.

A Amazônia é nossa!

O presidente Lula fez, na noite de ontem, uma declaração de grande importância. A onda de declarações por parte de lideranças políticas, ambientalistas e “ambientalistas” que insistem na tese da Amazônia internacional vem preocupando e representa uma séria ameaça à nossa soberania. Diante deste cenário justifica-se a declaração de Lula quando afirmou que a região tem dono.

O Brasil tem dado grandes passos na consolidação de suas políticas ambientais e na busca de alternativas de desenvolvimento sustentável. O desenvolvimento sustentável entrou de tal forma na pauta nacional que chegou a se tornar a base das boas campanhas publicitárias. Nosso projeto energético voltado para o biocombustível vem quebrando barreiras e estabelecendo novos parâmetros. Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras, há pouco anunciou que a estatal pretende inaugural até o ano que vem seu alcooduto, que ligará o Centro-Oeste ao Sudeste, escoando a produção e tornando o sistema ainda mais eficiente. Só essa ação demanda investimentos de US$ 1 bilhão; movimento e fortalecendo a economia.

A questão ambiental tem presença destacada no governo Lula, nacional e internacionalmente. A afirmação do presidente é, portanto, respaldada pelo mérito de suas ações e vem no momento certo. Não se pode transigir quando está em jogo a nossa soberania.

Pau dos Ferros

Os petistas de Pau dos Ferros, em encontro municipal realizado no fim de semana, decidiram apoiar Nílton Figueredo, do Partido Progressista, para prefeito, em outubro. O atual prefeito de Pau dos Ferros é Leonardo Rego, do DEMO. Se vitoriosa, a coligação infligirá mais uma derrota à oposição conservadora, cada vez mais acuada e desprestigiada politicamente.

Avançando na construção juvenil

A companheira Severine Macedo, da chapa Construindo um Novo Brasil (CNB) foi eleita secretária de juventude do PT pelos delegados do Congresso Nacional da Juventude Petista. Ela venceu Eduardo Valdoski, da Democracia Socialista, no segundo turno, por 402 votos contra 343.

A flor do Lácio

O parlamento português aprovou – após 16 em debate – o acordo ortográfico da língua de Castro Alves e Fernando Pessoa. Além de pátria mãe de nossa língua, Brasil, São Tomé e Príncipe e Cabo Verde já ratificaram o texto. Faltam Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Timor Leste, que ainda não era estado nacional quando da conclusão do texto original em 1992.

A unificação da regra válida para a língua portuguesa escrita abre caminho para o fortalecimento desta e sua democratização. Primeiro, ao unificar a regra em todos os países lusófonos, preserva-se a língua, pois esta passa a ser um mediador mais eficiente das relações que estabelece. Segundo, o acordo traz grande avanço ao incorporar na estrutura gramatical do português, desde seu berço até as mais recentes nações lusófonas, a evolução e o sincretismo de nossa língua.

O fim do trema e do acento diferencial – entre outros – constitui aproximações importantes entre a regra culta e a forma com que a fala é praticada em nosso país. O aperfeiçoamento é uma tendência das línguas, que incorporam as mudanças sociais e as novas necessidades que surgem na comunicação. Numa época de profundas transformações no espaço social e cultural, de aproximação e distanciamento dialéticos entre os povos, a língua tem dois caminhos mais comuns: atualizar e democratizar-se ou apegar-se desesperadamente à tradição, tornando elitizada. Felizmente vamos pelo primeiro.

Esse acordo representa avanço numa área que tem cada vez maior importância: a democratização da cultura. Os bens culturais estão cada vez mais enclausurados em salas distante do povo e sem vida e os povos cada vez mais negligenciados em sua identidade. É bom sinal que nossa língua faça outro trajeto, aproximando-se de nosso povo e construindo a valorização da identidade dos povos lusófonos.

NEM ALIADOFILIA, NEM ALIADOFOBIA ( III )

Recorro a algumas respostas, dentre elas a dada pelo Deputado Fernando Mineiro[3], dirigente histórico do PT e meu companheiro da tendência Construindo um Novo Brasil. A despeito de utilizar o método de citar algumas partes, dou o inteiro teor do seu texto, para evitar que o leitor pense tratar-se de pinçamentos que possam distorcer seu conteúdo. Destaco do texto:

“Circunstâncias políticas muito particulares fizeram com que o PT de Natal protagonizasse a mais ampla aliança partidária da história eleitoral contemporânea de nossa cidade.
(...)
Para além das diferenças e divergências locais, falou mais alto a unidade política em torno de um projeto de caráter marcadamente nacional, agora em 2008 e em 2010.
(...)
muda o azimute da disputa eleitoral deste ano, com fortes reflexos e compromissos nos embates de 2010.
(...)
Para além das resistências, das dificuldades, dos atropelamentos das dinâmicas partidárias e dos caminhos tortuosos seguidos até chegarmos aqui, importa agora ressaltarmos a positividade e a importância dessa aliança e a grandeza das atitudes de renúncias das lideranças dos todos partidos envolvidos neste projeto.

A unificação das direções partidárias em torno de um mesmo projeto é o passo inicial. E que passo foi dado ao conquistarmos a unidade das principais lideranças da base aliada do Presidente Lula! Agora, precisamos conquistar a sociedade natalense. E para isto é necessário que a unidade alcançada nas cúpulas partidárias se capilarize e se reproduza nas nossas bases de apoio, em cada bairro e cada rua de Natal.
(...)
Mas o desafio de colocar o bloco na rua não é só de Fátima Bezerra. É de cada um (a) e de todos (as) nós.

Estes destaques têm minha plena concordância por apontar o sentido de uma ALIANÇA POLÍTICA entre três partidos PT-PMDB-PSB, no rumo de incorporar outros atores para sua ampliação, além do prefeito Carlos Eduardo, PC do B, PRB, PSC e PTN.
Trazendo a definição de Bobbio para a prática, a aliança se estabelece por termos comunhão do interesse em continuar a governar a cidade e por termos adversários comuns em 2008 e 2010 (PSDB e DEM). Os interesses imediatos podem tomar ou não proporções que prolonguem a aliança no tempo. Todos sabem o que significa para o projeto nacional do PT derrotar o DEM em Mossoró e depois enfrentar a direita carcomida expressa por José Agripino em 2010, que reconfigura o Senado.
Destarte, não nos cabe titubear.
Não concordo com a ALIADOFILIA, que imponha uma visão acrítica sobre o lastimável papel desempenhado ultimamente pela Câmara dos Vereadores de Natal, que resultou na Operação Impacto . Nosso partido deve continuar lutando para que haja apuração rigorosa e que seja plenamente esclarecida a situação, apuradas as responsabilidades e tomadas as devidas providências.
Também discordo da ALIADOFOBIA dos que se imputam a vestal da moralidade anti- “Operação Impacto” para discordar da aliança sob o argumento de que ajudaremos a eleger os responsáveis e manchar nossa luta.
Ora companheiros, estamos diante de uma aliança entre agremiações políticas e não entre indivíduos. Não é um ACORDÃO fruto da união de GARIBALDI-VILMA-HENRIQUE-FÁTIMA-CARLOS EDUARDO, como quer fazer crer o reducionismo midiático anti-petista. Cada partido tem suas responsabilidades e vai exercê-la. Além de essas próprias figuras terem as responsabilidades delas mesmas.
Outro argumento importante é sobre o número de votos para que se elejam nesta coligações, pois qualquer petista necessitará no mínimo de ter entre 6 e 8 mil votos para conquistar uma cadeira na câmara municipal.
Ora pois, qual então o caminho a tomar?
POSICIONO-ME pela aliança PT-PMDB-PSB-PRB-PC do B-PTN-PSC, que tem um exigência de Rogério Marinho e dos atuais vereadores do PSB de Natal, para que haja uma coligação PT-PSB-PMDB na chapa proporcional. O vereador Lucena (PT) já se mostrou publicamente favorável, o vereador Júnior Rodoviário é contrário, mas discute sua posição com a candidata.
Nosso posicionamento tem que ter o significado de não sermos um empecilho à vitória do PT, porém não significa abrirmos mão do combate aos acontecimentos da operação impacto. Nossa resolução deve apontar para isso claramente, ao mesmo tempo devolver a exigência à uma coordenação da aliança que:
1- não registre a candidatura dos indiciados na Operação Impacto;
2- cada partido resguarde seu próprio tempo de TV;
3- desligue o proporcional que não fizer campanha da majoritária.


Geraldo PintoNatal, 20 de maio de 2008-05-20

[3] A VEZ DO PT EM NATAL artigo postado em 06/05/2008 publicado neste blog, extraído do site www.mineiropt.com.br

NEM ALIADOFILIA, NEM ALIADOFOBIA ( II )


Feitos todos estes preâmbulos, busquemos situar a cronologia dos fatos recentes envolvendo a questão da ALIANÇA POLÍTICO-PARTIDÁRIA entre PT-PSB-PMDB, com vistas ao pleito municipal de Natal. Vejamos:
- setembro-outubro/2007 – O deputado Fernando Mineiro se inscreve como pré-candidato e o PT-Natal realiza plenárias para discutir a candidatura a prefeito, a despeito de serem citados os nomes de Fátima Bezerra e Ruy Pereira, os mesmos não travam o debate sobre as possibilidades;
- jan-fev-mar/2008 – O presidente LULA dialoga com a Governadora Vilma de Faria (PSB) e com o presidente do Senado Garibaldi Alves Filho (PMDB), sugerindo a união da base aliada no Rio Grande do Norte. O PT define as regras para a escolha da sua candidatura, a Secretária de Planejamento de Natal Virgínia Ferreira se inscreve para a prévia e diz contar com o apoio do PMDB e do prefeito Carlos Eduardo;
- 24 de abril/2008 – em reunião com o PT, o prefeito Carlos Eduardo diz que apóia um candidato do partido para encabeçar a chapa para a sua sucessão, desejando também a união da base de apoio do presidente LULA, e apontando ainda os nomes de Ruy Pereira e Fátima Bezerra para serem discutidos;
- 25 a 30 de abril/2008 – intensa movimentação política, o PT coloca os quatro nomes para a avaliação dos aliados, diversas declarações sobre o nome do PT que unificaria a base do governo; em 29 de abril chegou-se ao nome da deputada Fátima Bezerra (segundo informou em seu discurso no sábado seguinte o Deputado Henrique Alves do PMDB), fato que só seria do conhecimento do conjunto do partido em 02 de maio;;
- 1º. de maio/2008- reunião com as tendências do PT na sede do partido, com a presença de 40 pessoas onde TODOS os presentes posicionam-se por apoiar a candidatura que obtiver o aval dos aliados;
- 3 de maio/2008 – Anunciado o nome de Fátima Bezerra (PT) para ser a candidata à sucessão de Carlos Eduardo com o apoio do PSB, do PMDB e do prefeito Carlos Eduardo.
- 5 de maio/2008 – Rogério Marinho (PSB) diz manter a candidatura a prefeito de Natal e condiciona a sua retirada ao fato do PT se coligar na chapa de vereadores; o Diretório Municipal do PT-Natal aprova a resolução[1] onde diz:
“ reunião desses partidos significa uma aliança política que deve enfrentar o conservadorismo expresso pelo DEM e pelo PSDB, materializado em nosso estado pela oposição nacional de José Agripino.”
- 14 de maio/2008 – A aliança PSB-PT é lançada em Mossoró, com o PSB indicando Larissa Rosado para prefeita tendoTércio Pereira (PT) como vice;

Passados exatos dezessete dias do fato, pergunto: Qual o significado da foto do alto deste texto?




[1] Resolução Política do DM-Natal 5/5/2008 – anexa a este texto


NEM ALIADOFILIA, NEM ALIADOFOBIA ( I )

NEM ALIADOFILIA, NEM ALIADOFOBIA

O Dicionário define Aliança, entre outras como sendo:
“Pacto ou acordo que define um compromisso entre pessoas ou grupos, uma união ou colaboração para certos propósitos.”
“União, ligação estável ou harmoniosa entre elementos diversos.”
[1]

Ao analisar a Aliança entre ESTADOS Norberto Bobbio[2] afirma que a mesma se caracteriza “pelo compromisso, em questões políticas ou militares, que diferentes Estados assumem para a proteção e a obtenção de seus interesses; o compromisso formaliza-se pela assinatura de um acordo ou tratado e pode até instituir uma organização temporária para a realização dos compromissos assumidos”. Ressalte-se que se trata de uma forma de cooperação entre ESTADOS, podendo servir a interesses idênticos ou complementares. Também afirma que “os interesses inicialmente não idênticos, devem permitir uma convergência de ação... que podem ser idênticos, diferentes, ou, inicialmente, até contrastantes.”. O mesmo autor sugere que a escolha desta forma de cooperação pode surgir como “conseqüência de adversários comuns, as quais podem, inclusive, fazer desaparecer, por algum tempo, os conflitos existentes entre os aliados.”

Assim definidos os termos, tratemos como ALIADOFILIA como sendo a propriedade daqueles que querem uma aliança a qualquer custo e de ALIADOFILIA como sendo a sua negação formal, ou seja aqueles que buscam motivos para rejeitar uma aliança.

Feitos todos estes preâmbulos, busquemos situar a cronologia dos fatos recentes envolvendo a questão da ALIANÇA POLÍTICO-PARTIDÁRIA entre PT-PSB-PMDB, com vistas ao pleito municipal de Natal. Vejamos a seguir



[1] Aulete Digital – Dicionário Caldas Aulete Digital
[2] Norberto Bobbio, Nicola Mateucci e Gianfranco Pasquino - Dicionário de Política, LGE editora, UNB editora, 12ª. Edição, v. 1, Brasília 2004.

Os ventos do norte – a esperança venceu o medo

A história é caprichosa em seus ensinamentos. Essa eleição presidencial nos EUA – que envolve todo planeta, mobilizando milhões de pessoas – é o palco de um acontecimento histórico que certamente marcará este início de século. E por falar em século, lembro-me do poema de Castro Alves e seus versos excepcionais: “Toda noite tem aurora/raios, toda escuridão/moços creiamos, não tarda a aurora da redenção”. Hoje ele poderia concluir seu poema O Século com o verso “A esperança venceu o medo”.

Na campanha pela indicação do partido democrata à disputa presidencial – ainda por se confirmar formalmente na convenção – Barack Obama enfrentou grandes desafios. E os enfrentará – talvez até maiores – agora, na disputa com seu rival republicano John McCain.

A estratégia de campanha da derrotada Clinton se valeu de recursos bastante conhecidos na política norte-americana (e, por que não?, brasileira). Estes recursos incluíam alimentar desconfianças étnicas e religiosas sobre Obama e suas origens – o que, se não fez diretamente, insinuou muito bem em entrevistas e na campanha televisiva. Ela partiu para a desqualificação do oponente, numa reação deplorável diante de sua própria inferioridade retórica. Usou o apelo pacifista de Obama para criar pânico em torno de sua eleição, alegando que ele não seria capaz de tomar as atitudes necessárias, em caso de guerra; até brincou de presidente, mandando recados pro Irã. Em suma, Hillary, na inglória tentativa de vencer, valeu-se do medo.

Obama, por sua vez, investiu seus esforços no aprofundamento do debate – apesar de ter sua campanha sido retratada de forma grosseira em alguns grandes veículos da imprensa nacional e de ter seus métodos comparados aos dos Clinton pela mesma imprensa. Enquanto se levantava de um lado a bandeira da força e da determinação guerreira, Obama propunha o debate, a tolerância, o diálogo. De lá acenavam com a guerra ao Irã; Obama disse que procuraria conversar. Não por acaso, sua campanha adotou como lema a palavra símbolo da luta dos pacifistas de nosso mundo: esperança.

O sonho adiado
Outro fato marcante dessa história que se desenrola a partir dos EUA tem a ver com os eventos de 40 anos atrás. Em 1968, nos EUA, dois grandes agentes da paz, duas lideranças promissoras e destoantes da política hegemônica nos EUA eram assassinadas. Bob Kennedy, irmão e assessor do ex-presidente John Kennedy, também assassinado, e Matin Luther King foram mortos a balas no ano em que o Brasil era vítima do AI-5.

Bob era democrata, estava em meio a uma vitoriosa campanha pela indicação democrata à disputa presidencial norte-americana, quando foi assassinado. Ele, como seu irmão, defendia a paz e a tolerância, opunha-se às guerras e representava a possibilidade de grandes mudanças na política mundial.

Luther King, pastor da igreja anglicana, virou ícone das lutas por direitos civis em todo mundo. Era negro e pregava paz e a tolerância. Foi assassinado por um fanático racista. Ele podia ter sido o primeiro presidente negro dos EUA.

40 anos depois, um democrata como Bob, um negro como Luther King, hasteando a bandeira da paz e da tolerância, está a caminho de se tornar presidente do EUA. Tentaram assassiná-lo política e moralmente, mas falharam. Com a morte de Bob e King, os propagadores do medo adiaram o sonho, mas na trajetória vitoriosa de Obama vemos que jamais foram capazes de sepultar a esperança, que nesta terça, 20 de maio de 2008, venceu o medo.

Os ventos do norte – um dia decisivo

Hoje são realizadas as prévias do Partido Democrata nos estados do Oregon e Kentucky; elas devem definir a vitória de Barack Obama na disputa pela indicação do partido à presidência dos EUA.

Obama precisa obter mais 17 delegados para confirmar sua maioria sobre a rival Clinton. No estado de Oregon, que indica 52 delegados à convenção nacional democrata, o senado é franco favorito; em Kentucki, a vantagem é de Hillary.

Uma simples vitória em Oregon – como já é previsto – garante a vitória de Barack, que passaria a depender apenas dos votos dos superdelegados, entre os quais já tem maioria e dos quais vem obtendo cada vez maior apoio.

Rumo à vitória

Confira a matéria onde fazemos uma breve análise da pesquisa Nominuto/Consult, na qual a candidatura petista de Fáttima Bezerra à prefeitura de Natal já demonstra grande crescimento. A matéria saiu no Nominuto.com e você pode lê-la aqui. O extrato da pesquisa, você confere abaixo.

Os ventos do norte – aproxima-se a derradeira lufada

Barack Obama está – como se diz - com a mão na taça. Sobretudo agora que recebeu o apoio do ex-pré-candidato John Edwards (foto). Por que não anunciou ainda sua vitória? Vejo dois motivos: o primeiro, é claro, era a derrota certa de ontem, na Virgínia Ocidental, apelidada de Ilha da Fantasia de Hillary; o segundo, é seu estilo de fazer de política.

A ampla vantagem que Clinton obteve nas prévias de ontem não foram surpresa pra ninguém, nem devem fazer grande diferença no quadro eleitoral. Mas não seria de bom senso se anunciar vencedor às vésperas de uma derrota parcial anunciada, por menos expressiva que seja.

Quanto à forma de fazer política que vem caracterizando Obama em sua campanha, muito pode e deve ser dito. Fazendo um paralelo entre a conduta do senador e a de sua rival, vemos alguns aspectos que fazem deles projetos bem distintos. Hillary iniciou sua campanha com o slogan “a candidata inevitável”, dando a vitória como certa; Obama, com mais humildade, fez com que ela mudasse de discurso com seu excelente desempenho nas urnas. Em reação ao crescimento de Barack, Clinton baixou o nível e se utilizou de preconceitos e calúnias contra o oponente, ainda que indiretamente. Foi assim que ela deu declaração sinuosas de que “teria deixado uma tal igreja” quando do evento envolvendo um pastor da igreja de Obama. Sua campanha ainda usou de expedientes como a desqualificação das vitórias do rival; depois, passou a desqualificá-lo, alegando que possui uma “retórica vazia”; agora, não tem mais em que se rebaixar, não restam novos artifícios ou desqualificações.

E como Obama reagiu aos ataques de sua oponente? Em outro tom. Ao ser atacado não desembolsou velhos rabos-de-palha do casal Clinton, não desqualificou a ex-primeira-dama nem alimentou hostilidades; ele aprofundou o debate, trouxe novos temas e procurou ampliar seu diálogo com a sociedade. É significativo que um postulante à presidência dos EUA consiga chegar onde ele chegou mantendo o bom nível e o debate político.

Obama precisa de apenas mais 151 delegados para alcançar os 2.025 que o farão candidato pelo Partido Democrata. O mais provável é que este número já seja alcançado no dia 20 próximo. Nesta data serão realizadas as prévias de Kentucky e Oregon e delas Obama sairá vitorioso.

Além de seu desempenho brilhante na campanha popular, Obama vem conquistando cada vez mais votos de super-delegados, que são lideranças democratas com voto cativo na convenção que definirá a candidatura do partido. Esse apoio surge pela preocupação das lideranças em preservar seu partido, provando que jogar limpo pode dar certo mesmo na política americana.

A derradeira lufada dessa batalha pela indicação democrata soprará dia 20 nos ares do norte. Então, dois projetos, duas candidaturas estarão em disputa pelos rumos dos EUA: Obama e McCain. O que restará saber é se Hillary terá, ao menos dessa vez, a humildade de reconhecer a derrota e se posicionar na disputa em favor de seu partido. Uma coisa é certa: dia 21 publicarei neste blogue um resgate das principais propostas de Obama e McCain, suas diferenças e o significado de suas possíveis vitórias, já de olho nas próximas batalhas.

ALIANÇA PT-PSB É LANÇADA EM MOSSORÓ



PT e PSB oficializam chapa

JORNAL O MOSSORENSE 14/05/2008


O Partido dos Trabalhadores (PT) oficializou ontem o nome do economiário Tércio Pereira como candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada pela secretária estadual da Agricultura, Larissa Rosado (PSB), na disputa pela prefeitura de Mossoró.
O anúncio, realizado no Hotel VillaOeste, contou com a presença de importantes lideranças do PT estadual e de toda executiva municipal do PSB. Contou também com a presença de representantes de sindicatos e de mais de 200 militantes das duas siglas. Devido ao elevado número de participantes, foi necessário mudar para um auditório maior. "Isso é uma demonstração de que essa é uma festa não só do PT, mas de toda Mossoró", disse o presidente do diretório municipal do PSB, advogado Paulo Linhares.
Também participaram lideranças de partidos políticos como os ex-vereadores Tomaz Neto (PDT) e Jório Nogueira (PDT), da presidenta da comissão provisória do PMDB, Izabel Montenegro, do vereador Francisco José Junior (PMN), e do presidente do diretório municipal do PDT, Claudionor dos Santos, e do presidente de honra da legenda Rútilo Coelho.
O primeiro a discursar foi o presidente estadual do PT, Geraldo Pinto, o "Geraldão". Ele colocou a aliança formada em torno da chapa Larissa/Tércio como um gesto de maturidade das duas legendas. "Essa união é uma demonstração de maturidade, levamos em consideração a necessidade política e a importância de vencer as eleições em Mossoró", declarou.
Em seguida, Paulo Linhares manteve o mesmo tom em seu discurso. Falando em nome da governadora, ele garantiu que Wilma estará presente em Mossoró durante a campanha. "Fico feliz e honrado em representar a governadora em um evento importante como esse. Ela queria estar aqui para abraçar Larissa e Tércio, mas os seus afazeres de governadora a impediram de se deslocar a Mossoró. Mas ela mandou dizer que estará conosco rumo à vitória", afirmou.
O deputado estadual Fernando Mineiro (PT) propôs uma campanha de mobilização popular. "Vamos fazer uma campanha mobilizando as pessoas. Temos aqui lideranças de vários sindicatos. Para mim, hoje é um dia histórico porque aqui estamos dando um passo concreto rumo à vitória", frisou.
Já a deputada federal Sandra Rosado (PSB) falou do clamor popular por mudanças na administração municipal. "Aqui espero que estejamos plantando uma semente para uma mudança de rumo. Mossoró está apontando para os desmantelos da administração, isso mostra que a cidade quer mudanças. Queremos um governo sério e justo, uma cidade governada a partir de janeiro pelo idealismo de todos os partidos", frisou.
Os discursos dos pré-candidatos ficaram para o encerramento do evento. Primeiro falou Tércio Pereira. Ele agradeceu a confiança dos companheiros de partido e fez críticas à administração Fafá Rosado. "O povo está cansado deste tipo de administração. Vamos de casa em casa pedir votos com o apoio dos partidos da base aliada do presidente Lula", declarou. O petista falou que a partir daquele momento o seu partido se unirá ao PSB nas conversas com os partidos aliados. "Antes as conversas eram feitas de forma individual. Agora, vamos construir uma agenda em conjunto para termos em Mossoró a maior aliança democrática já vista nessa cidade", concluiu.
Coube à secretária Larissa Rosado o discurso que encerrou o evento. Assim como Tércio, ela agradeceu a confiança dos petistas. Em seguida, comemorou a união dos dois partidos. "Mossoró não pode mais perder tempo. Essa é a aliança das forças progressistas da cidade que pode colocar o povo no poder em outubro. Estabelecemos um pacto de transformação em nossa cidade", declarou.
A pré-candidata também defendeu que a cidade precisa de mudanças em sua administração. "A nossa cidade não pode ficar nas mãos do descontrole de pessoas que querem calar a voz de quem os critica, que combatem as políticas públicas do presidente Lula e da governadora Wilma", concluiu.


Presidente estadual do PT afirma que Lula virá a Mossoró durante campanha


O presidente estadual do PT, "Geraldão", afirmou que o presidente Lula está interessado nas eleições de Mossoró. Segundo o petista, o chefe do Executivo nacional quer vir à capital do Oeste para pedir votos para Larissa.
A alegação é de que Mossoró é o maior reduto eleitoral do principal adversário do presidente no Congresso Nacional. "É aqui onde se travará a maior batalha política. Vamos combater aqueles que vieram da ditadura militar e se dizem democratas, mas só querem mesmo é privatizar. Por isso vamos fazer um comício maior do que o de dois anos atrás quando Lula veio pedir votos para Wilma", disse.
O presidente estadual do PT desafiou a prefeita Fafá Rosado a prestar contas ao povo do posicionamento do líder de seu partido no Congresso Nacional, José Agripino, presidente do DEM do Rio Grande do Norte. "Será que ela vai atacar o presidente Lula como o senador dela faz ou vai se calar?", indagou.
O deputado estadual Fernando Mineiro confirmou a informação de "Geraldão" ao dizer que a eleição de Mossoró é tida como uma das mais importantes pela direção nacional do PT. "Os dirigentes nacionais do nosso partido estão acompanhando este momento. Eles querem que a gente faça o dever de casa. O dever de casa é acabar com a cidadela do DEM, do PFL, daqueles que combatem o presidente Lula e que querem o atraso", avaliou.
Em meio à crítica às atitudes do DEM, Tércio Pereira apontou a vinda de Lula como um dos trunfos da campanha. "Hoje vivemos um momento histórico nesse país. Estamos livres da chacota da direita, livres daquele humor negro que aquele senador tentou impor a uma mulher guerreira como a ministra Dilma Roussef. Hoje, o povo tem o que comer porque colocamos um operário na Presidência da República e Mossoró precisa é disso. Faz 30 anos que luto para ver o novo em nossa cidade e o novo é Larissa, Tércio", frisou.


Lideranças do PT e do PSB convocam partidos aliados de Lula e Wilma para unir forças nas eleições.


Ao longo dos discursos, as lideranças políticas acenaram para os partidos da base do presidente Lula e da governadora Wilma de Faria que tentam formar uma candidatura alternativa em Mossoró.
O primeiro a tocar no assunto foi o deputado Fernando Mineiro. "Estamos chamando o PR e o PC do B porque é aqui onde estão os que apóiam o presidente Lula. Essa aliança está transformando o Brasil. Por isso é importante a gente superar as diferenças. O mais importante é tirar Mossoró do atraso em questões de cidadania", declarou.
A deputada Sandra Rosado convidou não só PC do B e PR, que pretendem uma aliança à parte na capital do Oeste, mas também o PMDB e PDT que contam com vereadores na base de apoio da prefeita. "Esses partidos que aqui estão querem o melhor para Mossoró. O que queremos em nossa cidade é um governo de coalizão. Queremos ouvir dos partidos as suas sugestões. Vocês sabem que isso hoje não acontece em Mossoró", enfatizou.

A boa vontade da mídia com os tucanos

Uma investigação conduzida na Suíça e em outros países europeus, mas discretamente registrada - para dizer melhor, escondida - na mídia brasileira, dá conta de que a Alstom, uma grande fornecedora de equipamentos pesados, pagou entre 1993 e 2005, outros penduricalhos entre, uma comissão de US$ 8,6 milhões na operação de venda de trens para o metrô de São Paulo.

Como o PSDB governa o Estado há 13,5 anos essa suposta irregularidade tem DNA tucano. Por isso, muito provavelmente, a relutância da imprensa em entrar na história. Já se fosse de um governo do PT...

As notícias a respeito, inclusive as de hoje - de que o Ministério Público paulista vai apurar o caso no Estado e a Polícia Federal investiga em Brasília - só saíram depois que o ombudsman da Folha de S.Paulo, Carlos Eduardo Lins da Silva, no quadro "Onde o jornal foi bem" e "Onde foi mal" de sua análise dominical, cobra que a Folha (nesse caso Alstom/metrô) fez uma "cobertura tímida e acanhada de suspeitas graves contra o governo do Estado de São Paulo".

Também em sua coluna dominical, publicada na Folha e em O Globo, dentre outros, o jornalista Elio Gaspari deu mais detalhes sobre o assunto. Ele lembra que "noutro caso, revelado pelo presidente do Grupo Anticorrupção da OCDE ao repórter Assis Moreira, houve outra dentada em São Paulo em 2005. O dinheiro dessa comissão iria para uma caixa de partido. As primeiras informações mencionavam "um intermediário de um político" na mordida tomada pela Alstom."

Nesse ponto Elio Gaspari cita que "mandarins" da fornecedora circulavam em São Paulo, "conduzidos" algumas vezes pelo empresário José Américo Pinto Ramos, identificado pela revista U.S.News & World Report como "assessor do presidente FHC". E rebate Elio Gaspari: "Mentira, Pinto Ramos era amigo fraterno de Sérgio Motta, chefe da campanha de FHC e seu ministro de Comunicações até morrer, em 1998".
do blogue do Zé Dirceu

Salários na indústria tiveram aumento de 8,7% em março, na comparação com 2007

Os empregados na indústria ganharam 8,7% a mais em março deste ano, em termos reais (descontando a inflação), na comparação com o mesmo mês do ano passado. O dado faz parte da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário divulgada nesta segunda-feira (12) pelo Instituto Brasileira de Geografia e Estatística (IBGE).

Essa foi a vigésima quarta taxa positiva consecutiva. Houve crescimento em todos os locais pesquisados, com destaque para o estado de São Paulo, onde a renda média dos trabalhadores cresceu 9,6%. Em seguida vieram Minas Gerais (12,6%) e Região Nordeste (9,9%).

A economista Denise Cordovil, da Coordenação de Indústria do IBGE, informou que foram as indústrias de meios de transporte e máquinas e equipamentos as que mais puxaram para cima a renda dos trabalhadores.

“Houve um crescimento da produção de bens de consumo duráveis, como automóveis, favorecidos pelas melhores condições de renda, emprego e crédito no país. E os empresários continuam apostando no crescimento da indústria, através da aquisição de máquinas e equipamentos”, explicou a economista. O número de horas pagas também aumentou, apresentando aumento de 2,6% entre março de 2007 e o mesmo mês deste ano.

De acordo com Denise Cordovil, a porcentagem é um reflexo do aumento de horas extras pagas e do próprio aumento do emprego, “que continua a crescer no primeiro trimestre deste ano embora em ritmo um pouco mais lento que o do último trimestre do ano passado”.

Nos primeiros três meses deste ano, o emprego industrial cresceu 3% , contra 3,6% no quarto trimestre de 2007. Entre janeiro e março do ano passado, o aumento foi de 1,2%.
Agência Brasil

Filhote da ditadura relembra seus bons tempos

Aviltante. Assim foi a declaração do filhote da ditadura Agripino Maia no depoimento de Dilma Rousseff, hoje. Ao dizer que ela não seria confiável porque mentiu sob tortura, o coronel assumiu o lado dos carrascos com quem colaborou. Dilma provou grande heroísmo ao resistir à tortura sem delatar os companheiros. Já Agripino estava do outro lado, era carrasco, detentor de mandato biônico. De fato, Dilma mentiu para Agripino porque mentiu para a ditadura a que ele apoio e da qual se beneficiou. Mas em breve, o povo potiguar - lutador e democrático por história - poderá remover do mapa este entulho, este resquício do autoritarismo.

O sofrimento do Pará

Estou particularmente perplexo pela absolvição do mandante do assassinato de Dorothy Stang. O meu amado Pará tem dado grandes passos na construção de sua democracia nos últimos anos, mas contradições e resquícios permanecem, e estarrecem.Já tão sofrido, o povo paraense não merecia - ainda por parte da justiça - tamanha injustiça.

Vejam a cobertura pela Agência Folha

O fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, foi absolvido ontem da acusação de ser o mandante do assassinato, em fevereiro de 2005, da freira norte-americana naturalizada brasileira Dorothy Stang.

Por cinco votos a dois, o Tribunal do Júri de Belém considerou que ele não é culpado do crime de homicídio doloso duplamente qualificado. Bida, que estava preso desde março de 2005, foi libertado por volta das 20h de ontem. O Ministério Público vai recorrer da decisão.
O pistoleiro Rayfran das Neves, o Fogoió, que havia confessado ter atirado em Dorothy, também foi julgado ontem. Ele foi considerado culpado e sentenciado a 28 anos de prisão em regime fechado.

Foi o segundo júri de Bida no caso. O primeiro havia ocorrido em maio de 2007. Daquela vez, ele havia sido condenado a 30 anos de prisão.

Neves foi submetido ontem ao seu terceiro júri. No primeiro, em dezembro de 2005, foi condenado a 27 anos de prisão. Teve direito a novo julgamento, em outubro do ano passado, no qual a condenação foi mantida -e que foi anulado por irregularidades.

"Estou muito desapontado, mas respeito o Estado brasileiro e a opinião [do júri]", afirmou David Stang, irmão de Dorothy, que veio dos EUA.

A morte de sua irmã teve repercussão internacional e se tornou um marco do conflito agrário brasileiro. No momento do anúncio da decisão, David Stang se mostrou apático, diferentemente dos familiares e amigos de Bida.

A uma fileira de distância, eles rezavam e davam as mãos enquanto o juiz falava. Quando o magistrado Raimundo Flexa afirmou que o fazendeiro havia sido considerado inocente, os familiares e parentes se mantiveram em silêncio durante alguns minutos. Em seguida, começaram a se abraçar e se congratular. Todos usavam uma camiseta com uma foto do fazendeiro e os dizeres: "Eu confio na justiça de Deus".

Foto

Antes mesmo de ser oficialmente anunciado o resultado, ainda no banco dos réus, Bida já chorava. No final, sorrindo, posou para os fotógrafos segurando sua sentença e foi abraçado efusivamente por seu advogado. Bida se limitou a dizer que estava "feliz" com a decisão.

Fora do tribunal, cerca de 500 agricultores -que ocupavam uma praça próxima ao tribunal desde segunda-feira com carro de som, barracas e faixas em lembrança da religiosa- preparavam-se para uma celebração, que acabou não sendo realizada.

Ontem, o julgamento abriu espaço para as falas da acusação e para os advogados de defesa. Anteontem, quando começou o júri, os jurados ouviram os acusados e os depoimentos de testemunhas. Bida voltou a negar a culpa. Neves disse que a arma do crime era sua e que não houve mandante. Para a Promotoria, esse depoimento foi essencial para a reviravolta do caso.

A defesa de Bida, durante o julgamento, atuou de maneira agressiva, com gritos estridentes e um discurso segundo o qual o réu estava sendo "perseguido" por causa da pressão da mídia, do governo e de ONGs internacionais.

"Eles querem um culpado de qualquer maneira", disse o advogado Imbiriba durante a argüição, na qual também argumentou que Dorothy incitava a violência na região de Anapu, onde foi assassinada.

Além disso, ele tentou convencer os jurados de que o amadorismo do crime não era compatível com uma morte encomendada, como dizia a acusação. No final do julgamento houve bate-boca entre advogado e acusação.

Em sua fala final, o promotor Edson de Souza, disse que a missionária, "que foi tão perseguida em vida", estava "sendo insultada depois de morta".

Os ventos do norte: cartas na mesa

Apesar do baixo nível que vem enfrentando – vale ressaltar, sem cair nas provocações ou seguir a baixaria – Barack Obama obteve mais uma vitória expressiva nas prévias democratas. Ontem, o senador Obama conseguiu reduzir para ínfimos 2% a vantagem de Hillary no estado da Indiana; e na Carolina do Norte, abriu 14% sobre sua rival.

A senadora Clinton tem investido numa política de medo similar à da campanha à reeleição do republicano Bush Jr. Em entrevista à rede americana de televisão ABC, recentemente, a ex-primeira-dama expôs sua opinião sobre respeito às nações e pacifismo de forma eloqüente. Declarou a candidata anti-Obama "Quero que os iranianos saibam que, se eu for presidente, vamos atacar o Irã".

Essa declaração foi dada num contexto em que ela falava da possibilidade do Irã vir a atacar Israel. Fica claro que – a exemplo de Bush, aparente rival republicano – o casal Clinton (Guerra da Iuguslávia) tem vocação guerreira, belicista, e se vale dos mesmos expedientes: a forçação de pretextos, a fabricação de subterfúgios que lhes possibilite fazer guerras e desviar a atenção dos problemas internos norte-americanos.

Cada vez mais a disputa Clinton-Obama vai assumindo os contornos de uma batalha de interesse mundial; uma batalha onde está em jogo o acirramento das hostilidades mundiais, uma nova corrida armamentista ou um alento, uma esperança que convívio pacífico entre povos de origens e crenças distintas. A guerra contra a esperança de paz: as cartas, amigos, estão na mesa.

No blogue de Ana Ruth

Presidente do PT analisa: “a pior derrota é não reconhecer a derrota”

Mesmo evitando comentar as declarações do deputado federal Rogério Marinho, que manteve a pré-candidatura mesmo com a aliança do PSB em prol da deputada federal Fátima Bezerra para prefeita de Natal, o presidente estadual do PT, Geraldo Pinto avaliou que a candidatura da petista está consolidada.

“Esse é um momento político de agregar. Acredito que será muito difícil voltar a ter um momento diferente do que vimos no sábado, quando todos líderes políticos assumiram um compromisso público”, analisou.

Geraldo Pinto foi mais além e, em tom de recado para o deputado federal Rogério Marinho, disse: “a pior derrota é não reconhecer a derrota”.

Para o presidente do PT o partido não está fechado para uma coligação proporcional com o PSB, mas é preciso conversar com os outros partidos da aliança. “Qual a soberba que tem? Nossa resolução é para conversar com todos os partidos da aliança PMDB, PSB”, destacou Geraldo Pinto.

A vez do PT em Natal*

" Era impossível. Ele foi lá e fez" **


Circunstâncias políticas muito particulares fizeram com que o PT de Natal protagonizasse a mais ampla aliança partidária da história eleitoral contemporânea de nossa cidade.


A ausência de candidaturas fortes tanto do PSB como do PMDB, que galvanizassem apoios e oferecessem reais condições de vitórias a um desses partidos de forma isolada, possibilitou o fortalecimento e a concretização da tese de unificação da base aliada do Presidente Lula em torno de uma candidatura do PT. Para além das diferenças e divergências locais, falou mais alto a unidade política em torno de um projeto de caráter marcadamente nacional, agora em 2008 e em 2010. E coube ao PT o papel histórico de servir de argamassa para a união entre PSB, PMDB e demais partidos.


A despeito de, ainda, não contar com outros partidos que fazem parte das forças de sustentação do Governo Lula como o PMN, o PR, o PP, e o PDT, a aliança formada, por reunir as maiores lideranças do PSB e do PMDB ( a Governadora Vilma de Faria, o Prefeito Carlos Eduardo, o Senador Garibaldi Alves e o Deputado Henrique Alves ), muda o azimute da disputa eleitoral deste ano, com fortes reflexos e compromissos nos embates de 2010.


A tese da reprodução da base aliada do Presidente Lula aqui em Natal foi sonhada e defendida pela primeira vez pelo Presidente Estadual do PT, o nosso Geraldão, em abril do ano passado.

Recebida com incredulidade, senão com rejeição, pelas lideranças de todos os partidos (e me incluo entre os então incrédulos), esta tese só ganhou força, faça-se justiça, quando assumida pelo Prefeito Carlos Eduardo (PSB) no início deste ano.


Respaldado por uma boa avaliação de sua administração, ao não declarar apoio à pré-candidatura de Rogério Marinho e ao manter conversas informais com lideranças do PT e do PMDB com vistas a construção de uma outra candidatura, Carlos Eduardo teve papel decisivo na redefinição de seu partido, o PSB, e na concretização da tão sonhada aliança.

O resultado de todo este processo foi a unificação do PT, PMDB, PSB e PC do B em torno da candidatura de Fátima Bezerra.


Para além das resistências, das dificuldades, dos atropelamentos das dinâmicas partidárias e dos caminhos tortuosos seguidos até chegarmos aqui, importa agora ressaltarmos a positividade e a importância dessa aliança e a grandeza das atitudes de renúncias das lideranças dos todos partidos envolvidos neste projeto.


É preciso ter a consciência de que, até o momento, tão somente iniciamos a organização de nosso time, preparando-o para o difícil jogo eleitoral. Mas o time ainda não está completo e precisamos conquistar mais parceiros.

Precisamos, sobretudo, convocar e convencer a jogar do nosso lado o mais importante ator desde jogo: o eleitorado natalense.


Engana-se quem pensa que aos (às) eleitores (as) está reservado apenas um lugar na arquibancada. Vencerá a disputa quem incorporar de forma ativa e participativa as mais amplas parcelas da população neste processo eleitoral. A unificação das direções partidárias em torno de um mesmo projeto é o passo inicial. E que passo foi dado ao conquistarmos a unidade das principais lideranças da base aliada do Presidente Lula! Agora, precisamos conquistar a sociedade natalense. E para isto é necessário que a unidade alcançada nas cúpulas partidárias se capilarize e se reproduza nas nossas bases de apoio, em cada bairro e cada rua de Natal.

Unificados que estamos em torno de um nome precisamos, urgentemente, nos unificarmos em torno de projetos político-administrativos para Natal. O debate programático ocupará um lugar decisivo na atual disputa eleitoral. A sociedade natalense se mobilizará ao lado das forças políticas que se identifiquem e dialoguem com seus anseios e aspirações.

Questões relacionadas ao desenvolvimento urbano e sustentabilidade; qualidade de vida e cidadania; emprego e distribuição de renda; saneamento ambiental e saúde; segurança, educação, ciência, esporte, lazer e cultura; participação e controle social; direitos humanos e sociais; gênero, raça, juventude e opção sexual, entre outros temas, ocuparão o centro dos debates sobre a cidade que queremos.

E partimos de um patamar que nos dá uma grande vantagem. Nossa candidata é reconhecidamente a parlamentar federal que mais trabalha e articula projetos e obras para Natal e conta com o apoio do Prefeito Carlos Eduardo, que tem uma administração positivamente avaliada pela população. Some-se a isto os apoios da Governadora Vilma e do Senador Garibaldi Alves, as experiências positivas e inovadoras das administrações petistas pelo Brasil afora e, o mais importante, o apoio do Presidente Lula e teremos, então, um forte capital político para o início de nossa campanha.


Só depende de nós a elaboração e a apresentação de uma plataforma política capaz de convencer e apaixonar a sociedade natalense, criando um amplo movimento político, cultural e social que reafirme o desejo de avançar rumo à conquista de uma cidade saudável, socialmente inclusiva e economicamente sustentável.

E não partimos do zero. Os programas em andamento em nossa cidade, os projetos elaborados ao longo dos anos pelo PT e pelos partidos aliados, as propostas apresentadas pelos então pré-candidatos Hermano Morais e Rogério Marinho devem servir de ponto de partida para a elaboração de nosso Programa de Governo, concreto e realizável. Aliás, penso que deve-se convidar Hermano e Rogério para ocuparem lugares de destaque em nossa campanha.

Quando apresentei minha pré-candidatura ao partido, eu disse que minha intenção era animar a militância petista e contribuir para que o nosso partido assumisse um papel protagonista em nossa cidade, realizando os sonhos de toda uma geração de militantes. E disse, ainda, que abriria mão de minha postulação para qualquer petista que somasse mais apoios do que eu.


Fátima Bezerra, por diversas razões, foi quem assumiu este papel e hoje tem um desafio infinitamente maior do que aquele a que me propus: animar o conjunto da militância de todos os partidos que formam nossa aliança. E Fátima tem todas as condições para assumir a condução deste processo. Não é por acaso que foi o seu o nome que teve a capacidade de unificar este conjunto de partidos. Todos sabemos de sua capacidade de trabalho, de sua dedicação e de sua garra.


Mas o desafio de colocar o bloco na rua não é só de Fátima Bezarra. É de cada um (a) e de todos (as) nós.


Quanto a mim, estou à disposição da candidatura de Fátima e de nossos(as) candidatos (as) a vereador (a). Com muito mais disposição e esperança do que em 96, do que em 2000 e do que em 2004.


Esta é a hora e a vez do PT.
À vitória!


*Carta à população natalense, deFernando Mineiro - militante do PT

Natal, 4 de maio de 2008.

(**) Conta a lenda que esta (ou algo parecido) foi uma das inúmeras inscrições em um muro em Paris, há 40 anos. Era maio de 68. E eu não tenho porque duvidar das lendas.


PT UNIDO E FORTE

Parabenizo os companheiros de Natal e publico na íntegra a Resolução aprovada por UNANIMIDADE pelo Diretório Municipal nesta segunda (05/05/2008):

RESOLUÇÃO POLÍTICA DO DIRETÓRIO MUNICIPAL DE NATAL-RN

1. A Resolução Política da Direção Nacional do PT de 24/03/2008 aponta:

“Devemos construir alianças preferenciais com PCdoB, PDT, PSB, partidos de esquerda e tradicionais aliados do PT, no sentido de conformação de um bloco de esquerda para enfrentar a direita conservadora. O PMDB, pela sua importância na coalizão do governo Lula e pela sua capilaridade, é outra possibilidade de aliança, em que pese sua diversidade nos municípios. Além desses, todos os partidos da base aliada ao governo Lula devem ser procurados. "

2. Os acontecimentos recentes na cidade de Natal reforçam que essa possibilidade, histórica para nós, se concretiza em nosso estado. A pré-candidatura à prefeita de Natal da Deputada Federal FÁTIMA BEZERRA pelo PT, trazendo o PMDB para o bloco PT-PSB-PC do B que já estava aliado nos três governos (federal-estadual e municipal), agregando o PRB, PSC e PTN, permite estabelecermos um diálogo mais amplo com as demais forças políticas que dão sustentação a esses três governos, no intuito de construirmos uma aliança político-programática para avançarmos na execução das ações democráticas e populares em nossa cidade.

3. A reunião desses partidos significa uma aliança política que deve enfrentar o conservadorismo expresso pelo DEM e pelo PSDB, materializado em nosso estado pela oposição nacional de José Agripino. Queremos mostrar à cidade que é preciso que o orçamento participativo seja uma política de governo; que a região metropolitana deve ser uma política pública e que o desenvolvimento sustentável só tem sentido se vier acompanhado de inclusão social.

4. Por isto, compete ao bloco recém-formado buscar aglutinar as demais forças que apóiam os governos LULA, VILMA e/ou CARLOS EDUARDO: PMN, PR, PTB, PP, PDT, PHS, para construir uma forte coalizão capaz de vencer o pleito de outubro e governar a cidade no próximo quadriênio.

5. O Diretório Municipal de Natal resolve ainda:

I- Propor aos demais partidos a formação de um CONSELHO POLÍTICO para consolidar e ampliar a aliança;

II- Que a PRIORIDADE do PT-NATAL na eleição proporcional de 2008 é a reeleição dos dois atuais vereadores (Júnior Rodoviário e Fernando Lucena) e a ampliação da representação parlamentar do partido para dar sustentação ao futuro governo FÁTIMA.

A- III- Além do diálogo sobre as eleições proporcionais já iniciado pelo PT-NATAL com PC do B, PSC e PTN, o partido irá dialogar com PMDB, PSB e os demais partidos, no sentido de estabelecer uma tática eleitoral que possibilite concretizar estes objetivos, tendo como meta unificar a coligação majoritária e proporcional.

Natal, 5 de maio de 2008

FÁTIMA É A UNIÃO DA BASE ALIADA!

Um dia memorável.
foto de Carlos Santos/Diário de Natal
Assim será o dia 3/05/2008 para as centenas de militantes dos partidos que compõem a base aliada do presidente LULA, da governadora VILMA e do prefeito CARLOS EDUARDO, reunidos para anunciar ao povo de Natal a unificação da base de apoio dos três governos à deputada FÁTIMA BEZERRA (PT).

O PT-NATAL que em 1985 ao apoiar Garibaldi teve sérias divergências internas, que em 2002 ao coligar com o PL no primeiro turno (permitindo a eleição de Vivaldo Costa) e ao apoiar VILMA no segundo turno o fez com problemas internos e sem muita empolgação, mostrou que AMADURECEU, EVOLUIU e ESTÁ PREPARADO PARA O DESAFIO DE GOVERNAR NATAL em parceria com os aliados, "Sem arrogância, nem ingenuidade" como bem frisou nossa pré-candidata FÁTIMA.

A mesa, composta de um time vitorioso e sem nenhum filhote da ditadura militar, marca o reatamento das relações entre três expoentes da família Alves (Garibaldi Filho, Carlos Eduardo e Henrique Eduardo), ao ter VILMA e MÁRCIA MAIA marca a união entre pessoas oriundas politicamente de duas vertentes tradicionais da política potiguar, mas principalmente ao ter o PT (com FÁTIMA, MINEIRO, VILMA APARECIDA e este mero presidente estadual do partido) e o PC do B (do Antenor Roberto, do George e da Aparecida), marca a possibilidade de configuração de uma arquitetura política de centro-esquerda para Natal e para o estado.

Iniciei meu discurso agradecendo à confiança depositada em nós por todos os aliados a partir da solicitação de nosso presidente LULA, disse eu que este é um dia de grande alegria e de muita reflexão. Com humildade e responsabilidade, FÁTIMA e o PT saberemos dignificar este gesto.
SÃO AS TRANSFORMAÇÕES EM CURSO no país, no Rio Grande do Norte e na cidade de Natal que movem esse encontro entre LULA e o povo, e que fazem com que adversários eleitorais históricos vejam a aliança política como um caminho a trilhar.

Natal que nos últimos 23 anos viu Garibaldi iniciar a modernização da cidade; que elegeu VILMA em 1988 contra Henrique numa disputa acirrada; que em 1992 começou a votar no PSB com VILMA-ALDO contra Henrique novamente; que deu ao PT a oportunidade em 1996 (e não soubemos aproveitá-la, não soubemos ter o apoio devido, mostrando que ainda precisávamos de boas doses de rés-publica), optando então novamente por VILMA e pelo PSB; que em 2000 uniu o PMDB e o PSB para que VILMA ganhasse no primeiro turno e FÁTIMA tivesse 30% dos votos; esta cidade, vive a partir de 2004 com CARLOS EDUARDO uma flexão rumo a um governo democrático e popular.

O PT reconhece isto e os aliados ao confiarem em FÁTIMA reconhecem sua trajetória, sua liderança e o papel do partido neste último quarto de século.

Ao retirar a sua candidatura o PSB e o PMDB mostram que os partidos passam a ter importância. Existem as lideranças políticas, claro, mas a fulanização não é o que aponta a política potiguar para o final da primeira década do século XXI. O que vislumbramos é a institucionalização das agremiações, a participação dos filiados e o constante debate de rumos.

E nisso petistas, socialistas e comunistas se juntam aos peemedebistas que tanto lutaram contra o regime militar e tão importantes são para a República Brasileira. Aos que tem um DNA POLÍTICO oriundo das baionetas ou das elites econômicas resta tentar criar um ambiente de decepção e frustração, porque assim estão neste momento. Ao lado de cá resta muito trabalho, união e mostrar à cidade que o caminho da modernidade, do cuidado com a cidade, da preservação da Lei sobre a especulação, vai ser agregado com a participação popular e com a inclusão social.

Um agradecimento especial fiz à MINEIRO, meu companheiro, amigo e um exemplo a todos nós petistas: pela lealdade, pelo caráter e pelo desprendimento. Ao RUY PEREIRA e à VIRGÍNIA, pela compreensão e por permitirem que ofertássemos seus nomes na busca do consenso. E à FÁTIMA BEZERRA por propiciar à nós petistas que vivêssemos este momento.

Vamos construir uma grande vitória em 2008: a VITÓRIA DE NATAL!

Eleições 2008

Escolha deve ser do PSB e PMDB, afirma petista
Ana Silva - Tribuna do Norte

ELEIÇÕES 2008 - Ruy Pereira afirma que está confiante na indicação para disputa
01/05/2008

Nas negociações para formar uma chapa de coalizão, com o PMDB, PT e PSB, já foram criados dois consensos: o nome do candidato a prefeito nessa aliança será do PT e os petistas já avisaram que abonarão — qualquer que seja o escolhido, desde que seja um filiado ao Partido dos Trabalhadores. A informação foi dada ontem pelo presidente estadual do PT, Geraldo Pinto. Ele disse que o partido não tem restrição a nenhum filiado. “Não existe um petista mais preferido do que o outro. Quem os nossos aliados aceitarem, nós iremos apoiar, desde que seja filiado ao PT”, afirmou Geraldo Pinto.

Ele informou que, na próxima segunda-feira, o diretório petista fará mais uma reunião para discutir a sucessão. Geraldo Pinto afirmou que a única restrição a um nome do partido poderia surgir caso houvesse um processo no Conselho de Ética. “Como nenhum desses nomes que estão postos têm processo, então não há qualquer restrição. O PT se sentirá honrado em ter um nome seu escolhido para a chapa da coalizão”, observou Geraldo Pinto, lembrando a aprovação das administrações da governadora Wilma de Faria e do prefeito Carlos Eduardo, que superam os 60%. Questionado sobre a indicação do nome para vice, o presidente do PT disse que o importante é a composição da base do presidente Lula.

“É até natural esse apoio. Apoiamos a governadora Wilma desde janeiro de 2006. O PT tinha a proposta do candidato a vice, mas retirou. O que o PSB faz agora é uma retribuição ao nosso gesto. Já o PMDB tem recebido todo apoio do PT com o presidente do Senado, Garibaldi Filho, e o líder do partido na Câmara, deputado Henrique Alves”, avaliou Geraldo Pinto.

O senador Garibaldi Filho reconheceu que a posição do PT, de aceitar qualquer dos candidatos indicados pelo PMDB e PSB, facilita o entendimento. “Acho que vai sair e essa posição do PT facilita, realmente. Só ainda não há um consenso em torno do nome”, ressaltou o senador. Além do secretário de Assuntos Institucionais Ruy Pereira e da deputada federal Fátima Bezerra, Garibaldi Filho disse que o nome da secretária municipal de Planejamento, Virgínia Ferreira, ainda não está descartado. “O nome de Virgínia ainda está sendo discutido”, completou o senador.

Rumo a 2010

O presidente estadual do PT, Geraldo Pinto, admitiu que as negociações para o pleito municipal de 2008 apontam alianças que poderão se compor em 2010. “Não serei hipócrita de não dizer que 2008 é a ante-sala de 2010. Lógico que é. Estamos fazendo alianças em muitas cidades, apoiando candidatos do PSB”, comentou o petista.

Ele citou a Prefeitura de Parnamirim, onde há chances do PT apoiar o vice-prefeito Maurício Marques, candidato apoiado pelo prefeito Agnelo Alves. “Em Mossoró também estamos fechando. São negociações feitas em cidades importantes”, completou Geraldo Pinto.

1º de maio: as lutas, os sonhos e as conquistas

Durante o dia de hoje, a CUT, a CTB e outras centrais sindicais realizam no RN e em todo país mobilizações pela redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais. Essa importante bandeira do movimento sindical vem ao encontro do momento político e econômico por que passa o Brasil; momento de desenvolvimento das forças produtivas e avanços inéditos das conquistas sociais.

A redução da jornada traz uma conseqüente elevação do contingente de vagas, ampliando o mercado consumidor e engendrando um círculo virtuoso, onde toda nação se beneficia. Ainda, essa medida resultaria numa maior qualidade de vida e em maior tempo para atividades lúdicas, o que poderia até vir a ter um efeito positivo na vida cultural do Brasil, de certa forma, pois nosso trabalhador disporia de mais tempo para o usufruto dos bens culturais. E esse não é um debate menor, está no centro do projeto de nação que defendemos, pois não queremos, nem podemos, incorrer em velhos erros de experiências passadas eu desconsideraram esse aspecto da vida humana.

Por tudo isso, é de grande importância a mobilização dos movimentos sindicais, que dão prova de que é possível fazer sindicalismo independente e combativo sem entrar na contra-mão da história; sem desconhecer os enormes avanços que têm se verificado em nosso país.